O dia em que o Rio de Janeiro desmoronou deixando para trás mais de 506 mortos e centenas de desaparecidos e milhares de desabrigados

Tudo começou na madrugada do dia 12 de janeiro.  As pessoas foram surpreendidas por uma forte chuva. De repente, houve vários e simultâneos deslizes de terra. Uma grande avalanche de água misturada com lama avançou sobre as áreas residenciais destruindo tudo o que encontrava pelo caminho. O que era para ser uma madrugada calma se transformou na maior catástrofe natural de todos os tempos do Rio de Janeiro, Brasil.

O dia em que o Rio de Janeiro desmoronou deixando para trás mais de 555 mortos e centenas de desaparecidos e milhares de desabrigados

Carllile Alegre  – Brasil

Tudo começou na madrugada do dia 12 de janeiro.  As pessoas foram surpreendidas por uma forte chuva. De repente, houve vários e simultâneos deslizes de terra. Uma grande avalanche de água misturada com lama avançou sobre as áreas residenciais destruindo tudo o que encontrava pelo caminho. O que era para ser uma madrugada calma se transformou na maior catástrofe natural de todos os tempos do Rio de Janeiro, Brasil.

Até as primeiras horas de hoje, sábado, já foram contabilizados mais de 555 mortos e centenas de desaparecidos. Os desabrigados e feridos contam-se aos milhares. As vítimas mortais tendem a aumentar. As equipes de resgate na medida em que avançam para as regiões remotas, outros corpos são descobertos.

As equipes trabalham a todo vapor dia e noite, para salvarem mais vidas de pessoas soterradas que clamam por socorro. Mas nem mesmo a determinação e nem tão pouco a experiência dos bombeiros foi suficiente para acelerar o resgate de vivos que encontram-se soterrados. Muitas regiões onde existem pessoas soterradas os bombeiros não têm permissão de entrar por causa do risco de novos deslizamentos. Na quarta-feira, enquanto uma das equipes trabalhava num regaste, foi surpreendida por um deslizamento de terra que matou três (03)  bombeiros e feriu outros quatro (04).

O soterramento de uma casa na localidade do Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Os corpos foram removidos do local do sinistro por vizinhos. “É muito triste enterrar nossos vizinhos desse jeito, sem o mínimo de condições. É mais angustiante ainda  saber que não restou ninguém da família para contar a história. Nunca conseguirei superar esse trauma. Estou frágil, impotente e triste perante tudo isso“, lamenta Artur, um dos vizinhos das vítimas.

Em contato telefônico mantido com uma estudante santomense no Rio de Janeiro, ela garantiu que a situação é catastrófica, mas aparentemente todos os estudantes ali residentes estão bem e em lugares seguros. “Quase todos os estudantes moram nas adjacências das respectivas universidades. E por enquanto, as localidades onde estão as universidades em que estudam santomenses, não foram afetadas intensamente. Lamento com profunda dor o drama dos nossos irmãos brasileiros. Estou pronta para ser voluntária“, relata a estudante.

Famílias choram pelos parentes mortos. Cidadãos comuns tentam desesperados com seus próprios meios socorrer parentes e vizinhos que se encontram soterrados. Outros perambulam sem rumo por acampamentos, hospitais e casas mortuárias à procura de parentes desaparecidos. O governo tenta reunir o mais rápido possível, uma força tarefa composta pelo corpo de bombeiros, exército, marinha, saúde e voluntários em geral, para atenuar os efeitos devastadores da tragédia. Creches, campos de futebol, ginásios desportivos, foram improvisados como casas e hospitais para receber os desabrigados.

As chuvas castigaram com mais intensidade as regiões de Petrópolis, Teresópolis, Friburgo e São José do Rio Preto, que ficam no entorno da região montanhosa do Rio de Janeiro, também conhecida como região serrana do Rio. Por enquanto, o cenário da tragédia causada pelas chuvas no Rio, cidade  brasileira que vai acolher  o campeonato do mundo de futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 é de luto, tristeza, desilusão e muita destruição.

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    De Longe Responder

    Carlile, minha compatriota
    Temo muito pelo nosso STP.
    Depois de 35 anos de independência ainda nos queixamos de o que não se faz. Estamos longe de pensar em como se faz, porque na realidade pouco ou nada se fez.
    Queixamo-nos das viagens que faz o Sr. PM numa fase em que já devíamos estar a pensar em o que fazer com o que poderia trazer o senhor PM como sucesso dessas viagens. Ainda não atingimos a fase de arranque para a construção do país.
    Nem a crença no arranque temos!!!
    Ninguém ainda nos fez acreditar.
    Sonhamos viver, mas a ganância tresloucada de alguns obriga-nos a sobreviver. A nossa capacidade de destruição aumenta.
    Vivendo fora do país achamos bem aconselhar aos concidadãos que tenham mais civismo.
    Estaremos a ser racionais quando aconselhámos? Que esperança podemos ter quando aconselhamos um elemento da população a proteger a natureza quando esse elemento mesmo sendo idoso poderá atravessar concelhos a pé com garrafas térmicas às costas para levar à esposa internada no HOSPITAL de modo a que ela possa realizar cuidados de higiene? Por este exemplo, pergunto: por mais que sejamos a favor da conservação de STP, podemos aconselhar aos outros que tenham atitudes conscientes como não abater as árvores, sabendo que terão de enfrentar os desafios que perniciosamente se foram criando na nossa terra?
    O meu temor, Carlile, tem a ver com as proporções que as nossas chuvas chegam a atingir, podendo encontrar uma terra montanhosa e sem protecção do solo, devido à redução das raízes vegetais consistentes.

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    Fabregas Responder

    Otimo trabalho. É assim que se faz jornalismo, contando todos os detalhes em poucas palavras.
    Essa jornalista, se continuar assim um dia ainda vai ser campeã do famigerado Premio Gibela de Jonalismo.

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    COSTA PEDRO Responder

    ABEL, A CRONICA ESTA MUITO LINDA PARA SER COLOCADA COMO ANEXO. ACHO QUE DEVIA ESTAR COMO OS OUTROS TEXTOS, PARA QUE MAIS OUTRAS PESSOAS POSSAM LER. HOJE EM DIA< O TEMPO È ESCASSO E PODE SER QUE MUITAS PESSOAS NAO TENHAM TEMPO PARA BAIXAR UM ARQUIVO.

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    COSTA PEDRO Responder

    MUITO OBRIGADO SENHORA JORNALISTA POR INFORMAR QUE OS ESTUDANTES SANTOMENSES NO RIO DE JANEIRO ESTAO BEM. MEU FILHO ESTUDA NO BRASIL E EU ESTAVA MUITO PREOCUPADO.
    ALIAS, O GOVERNO OU MINISTERIO DA EDUCACAO DEVERIAM, EMITIR UMA NOTA OU COMUNICADO DIZENDO QUE OS ESTUDANTES ESTAO BEM. O GOVERNO DEVE ESTAR ATENTO E PREOCUPADO COM SEUS CIDADAOS NO EXTERIOR, SOBRE TUDO OS ESTUDANTES BOLSEIROS, QUE VAO FORA DO PAIS EM NOME DO ESTADO SANTOMENSE.

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      FILHO DA TERRA Responder

      O GOVERNO SANTOMENSE DEIXA DE TER RESPONSABILIDADE COM OS ALUNOS SANTOMENSES BOLSEIROS QUANDO ASSIM QUE SAEM DO PAÍS…
      NUNCA TIVERAM PORQUÊ AGORA??!!!
      NEM BOLSA PAGAM…

      PS:AD’A

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    J. Maria Cardoso Responder

    Resta-nos apenas associar as nossas lágrimas ao luto dos brasileiros e especialmente às famílias enlutadas.
    Pelas imagens com k nestes dias a TV nos vai transmitindo a revolta da Mãe Natureza, desejamos k a Dilma continue as reformas de Lula para a libertação financeira dos brasileiros desfavorecidos.

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