Sociedade

Direcção da TVS já arranjou substitutos para o programa “Em Directo”

A violação da liberdade de imprensa perpetrada na TVS que provocou a morte do programa de maior audiência, o “Em Directo”, foi largamente divulgado pelo Téla Nón. O Jornal Digital prometeu acompanhar o caso até o fim. Por isso anuncia também o lançamento de dois novos programas de debate na TVS.

“Em Debate”  e “Em Entrevista”, são os nomes dos programas que a TVS está a lançar ao público. Depois da morte do programa de debates que dominou maior audiência no pais, o “Em Directo”, a Direcção da TVS decidiu lançar dois programas.

Uma iniciativa louvável para o público são-tomense. O mesmo público que se habitou a riqueza temática e a qualidade do debate que era promovido “Em Directo” e ao vivo nos estúdios da TVS, sem hipóteses de cortes, supressões, ou montagens de última hora, como permite a realização dos debates gravados para posterior publicação.

O nível de qualidade a que o defunto “Em Directo”, conferiu ao público são-tomense, não deve ser substituído por apenas mais um, dois ou 20 programas de conversas “AMIGAS”, em que se fala muito, sem dizer quase nada, e se evita ao máximo ir ao fundo das questões, deixando o público sem esclarecimento e confuso, como acontecia noutros programas do passado. O público já provou algum nível de qualidade com o “Em Directo”, e não será justo impor-lhe algo de qualidade inferior.

TVS avança com dois novos programas de debates, que se espera contribuam para a promoção da democracia no país.

No entanto as autoridades que dirigem a televisão pública, vão provar esta semana que a Jornalista e apresentadora do ex-programa “Em Directo”São Lima, era mesmo um alvo a abater na TVS.

O Téla Nón sabe que dos 26 funcionários da estação televisiva, que trabalhavam com base no contrato que expirou no dia 31 de Dezembro passado, o Governo e a Direcção da TVS, vão renovar esta semana, o vínculo laboral com 25 deles. Só São Lima não tem lugar na TVS.

Jornalista de competência reconhecida, certamente são muitas as portas da imprensa e não só, que já se abriram para acolher a experiência e a competência rara de São Lima, num país onde o mercado de jornalistas é bastante pobre, como se verifica na TVS e em todos outros órgãos sejam públicos ou privados.

Abel Veiga

    32 comentários

32 comentários

  1. Bo suza,Male suzado

    8 de Fevereiro de 2011 as 10:06

    Porque Abel veiga não faz o programa “EM Directo” ?

    • S. Fontes

      8 de Fevereiro de 2011 as 13:14

      Só duas perguntas: Quem serão os moderadores desses programas? Serão gravados ou em directo? Depois de saber isso, ja posso pronunciar-me sobre a censura em STP.

    • D

      8 de Fevereiro de 2011 as 13:24

      O Abél está apresentando a noticia como deve ser. Deveria ter uma manifestação contra o governo sobre este assunto. Bem, como somos santomenses, em que cada um quer se defender não estamos vendo a violação da liberdade de imprensa que o governo vem cometendo.Mas tudo bem, espero que 2012 chegue o mais rápido!!

  2. XWZ

    8 de Fevereiro de 2011 as 10:55

    Nao era necessario (aqui atraves desta noticia) deixar transparecer que es assim um tao grande partido de Sao Lima. Vamos ver a qualidade desses futuros programas. Todos os governos deverao saber que sem o contraditorio nao ha democracia.

  3. Celsio Junqueira

    8 de Fevereiro de 2011 as 11:23

    Caros,

    Se o canal de televisão do Governo arrancar com dois programas de cariz informativo e excluir a jornalista São de Deus Lima da apresentação de um deles pelo menos, temos aquilo que era comum na ex-União Soviética: purgas, perseguição, etc, e coisas de muita má memória.

    É uma vergonha a TVS prescindir de um activo humano super e hiper qualificado, comprovadamente.

    O país e as suas instituições têm de ser de facto “Democraticas” quer se goste ou não, temos de aceitar uma profissional do “gabarito e curriculo” da São Deus Lima.

    E digo mais, o nosso subdesenvolvimento resulta desse espirito, porque recusarmos a trabalhar com pessoas por razões subjectivas e anacronicas.

    Abraços infelizes,

    • no escuro

      8 de Fevereiro de 2011 as 19:56

      nao escrevo nada aqui, porque tuas palavras fazem ases do meu pensamento.

  4. Tentado

    8 de Fevereiro de 2011 as 12:26

    Meus senhores, ter alguem que nao a Sao a moderar os debates, claramente nao confirara a mesma qualidade ao programa. Isto e de longe um facto. A Sao viveu e teve contacto com realidades nas quais os debates sao acesos, perspectivados de varias frente, frontais a todos os niveis.
    Sinceramente nao estou a ver estes predicados serem impressos no programas que hao de substituir o Em Directo.
    Portanto fica assim expressa a minha duvida, o que por sinal e um sentimento saudavel no contraditorio. Acredito que mais duvidas como a que ca exponho ajudaram o moderador a puxar pela qualidade.
    Quem tiver opiniao contraria, por favor poste-a respeitando as dos outros.

    Muito obrigado

  5. Alberto Nascimento

    8 de Fevereiro de 2011 as 13:35

    Eu consigo perceber pela escrita que foi a jornalista De Deus Lima que escreveu este artigo.

    • Alberto Nascimento

      8 de Fevereiro de 2011 as 13:37

      Este paragrafo não deixa qualquer duvida. O pessoal do telanon não tem este avontade com as palavras…

      “O nível de qualidade a que o defunto “Em Directo”, conferiu ao público são-tomense, não deve ser substituído por apenas mais um, dois ou 20 programas de conversas “AMIGAS”, em que se fala muito, sem dizer quase nada, e se evita ao máximo ir ao fundo das questões, deixando o público sem esclarecimento e confuso, como acontecia noutros programas do passado. O público já provou algum nível de qualidade com o “Em Directo”, e não será justo impor-lhe algo de qualidade inferior”

      • Bala

        9 de Fevereiro de 2011 as 15:38

        Com todo o respeito, Alberto Nascimento, você não passa de uma cavalgadura.

      • Téla Nón

        10 de Fevereiro de 2011 as 10:08

        O Téla Nón garante que o senhor está enganado. Tem direito de fazer qualquer juízo de valor sobre a competência da redacção do Téla Nón em escrever este ou aquele artigo. Mas saiba que o Director deste Jornal, Abel Veiga, nunca subscreveu qualquer artigo escrito por qualquer outra pessoa. Nunca também neste jornal os artigos são subscritos por pseudónimos.

      • Zatona

        10 de Fevereiro de 2011 as 16:10

        Alberto Nascimento:

        Não existe a palavra AVONTADE. Pergunte ao Abel Veiga como se escreve, ele não vai cobrar nada pela lição.

    • Téla Nón

      10 de Fevereiro de 2011 as 10:09

      Continua rendondamente enganado.

  6. Salvador da Pátria

    8 de Fevereiro de 2011 as 14:08

    É bom que saibamos que o homem passa e a instituição permanece.Isto quer dizer que ninguém é insubstituível por mais competente que seja a jornalista em questão.
    Li atentamente o teor da notícia intitulada “Direcção da TVS já arranjou substitutos para o Programa em Directo”, e portanto, apercebi-me que o Téla Nón tem divulgado informações com base em presunções de valores.Lamento o sucedido.
    Sou de opinião que o caso São Deus Lima deverá ser resolvido num foro próprio, porque trata-se de um assunto que extravasa o âmbito de actuação do Jornal Digital Téla Nón.
    Viva a Liberdade de Imprensa, Viva Imprensa Isenta e Viva a Democracia!

  7. Flogá

    8 de Fevereiro de 2011 as 15:15

    Concordo que EM DIRECTO é melhor que os actuais programas substitutos. no entanto achei o artigo bastante parcial.

  8. E.Santos

    8 de Fevereiro de 2011 as 15:55

    Obrigada pela informação. Como é bom ver-vos agora deixar cair a máscara, necessáriamente.

    Afinal de contas a questão era a liberdade de imprensa, ter um programa de debate aberto ou tão somente a pessoa da Jornalista São Deus Lima?
    Estava em causa o interesse de todos na observância da liberdade de imprensa e do acesso a informação isenta e elucidativa ou tão somente a salvaguarda do interesse pessoal da Jornalista São Deus Lima que fez este aparato todo para manter o seu tacho na TVS?

    Ninguém é insusbtituível… salvo em STP onde as pessoas se perpetuam nos cargos e não laragam o osso, nem mesmo para dar oportunidade a juventude.

  9. juanza

    8 de Fevereiro de 2011 as 16:26

    boa opinão a do Male suzado.

  10. Hamilton

    8 de Fevereiro de 2011 as 20:11

    Caros´saotomenses sabe o que significa isso?

    Se és bom proficional ou danças a nossa musica ou faz a mala pro estrangeiro.

    por isso que o nosso pais ta a perder muitos quadros

    • ZEME TA

      9 de Fevereiro de 2011 as 2:00

      E digo mas antes ate formacao profissional te oferecia para saires do pais para nao os atrapalhar,

  11. Porque

    9 de Fevereiro de 2011 as 1:36

    Reenvio a mensagem e espero que não volte a ser censurada.

    Será que existem pessoas insubstituíveis?
    Será que a TVS jamais conseguira produzir um programa com qualidade técnica equiparável ou superior ao EM Directo?

  12. Jose Alberto

    9 de Fevereiro de 2011 as 3:13

    Voltando ao caso da não entrevista com o Dr Carlos Veiga, vezes sem conta publicado no Tela Non, com base num artigo de uma prestigiada jornalista são-tomense, é agora tempo de tecer alguns comentários;

    Inicialmente, embalado pela notícia, cheguei a apoiar o ponto de vista da jornalista e do Tela Non. No entanto, gradualmente, foi me apercebendo que existiam aspectos, um tanto ou quanto, obscuros na noticia e hoje concluo que a tese “falta de liberdade de imprensa” defendida pelo tela Non não passou de uma utopia com contornos pouco abonatórios para os defensores da referida tese.

    Agora, voltando atrás, dou toda a razão a quem de direito por ter decidido pelo cancelamento da entrevista com o Dr Carolos Veigas. Caso o Governo São-tomense não estivesse atento de modo a travar, a tempo, as manobras poucas honestas, anárquicas, ou quiçá, ingénuas, das pessoas que queriam usar um Canal de Televisão Publico para apoiar publica e politicamente a oposição, com que cara iria o Governo São-tomense, hoje, encarar o Primeiro-ministro José Maria das Neves, agora que se sabe que o seu partido foi o vencedor incontestável das eleições em Cabo verde?

    Há momentos na vida em que os interesses colectivos devem estar acima de qualquer outro interesse (auto promoção ou outro); sendo a TVS, um canal eminentemente público, deve respeitar as directrizes das entidades democraticamente eleitas para dirigir destinos colectivos do Pais.

    Um exemplo na nossa vida pratica: quando alguém conduz uma viatura, com determinado objectivo ou destino, não pode arbitrariamente mudar de direcção ao sabor do comando de cada elemento que nela vai dentro. Caso um condutor, incumbido de uma missão, mudasse de direcção sempre que um passageiro quisesse, ele jamais chegaria ao seu destino e ate poderia correr o risco de ter acidentes com tantas manobras que se veria obrigado a fazer longo do percurso.

    • Cesaltino Costa

      9 de Fevereiro de 2011 as 12:22

      Isto é uma barbaridade senhor José Alberto

      Se o senhor é jornalista deveria entregar, de imediato, a sua carteira profissional porque o senhor não sabe o que anda lá a fazer. O senhor parece mais um escravo do jornalismo, sem sentido ético da sua profissão.
      Repara que o senhor diz que “um canal eminentemente público, deve respeitar as directrizes das entidades democracticamente eleitas para dirigir destinos colectivos do país”.
      O senhor sabe exactamente o que estas palavras representam para a sua classe profissional?
      O senhor pensou bem antes de escrever estas frases?
      Se o senhor pensa assim deveria estar a plantar matabala e deixar o jornalismo para outras pessoas mais habilitadas.
      Se o senhor acha que os jornalistas da TVS devem respeitar as directrizes das entidades democraticamente eleitas o senhor está a admitir, consciente ou inconscientemente, que os jornalistas da TVS deveriam praticar a censura ou defender posições politico-partidárias do governo que foi eleito democraticamente pelo povo. Sendo assim, onde é que fica a liberdade de imprensa? Quer dizer, se o governo democraticamente eleito mandar o senhor travar na TVS, a publicação de todas as notícias que têm a ver com a oposição o senhor faria este frete ao governo pelo facto de se tratar dum governo democraticamente eleito pelo povo?
      Se o governo, democraticamente eleito pelo povo praticasse actos de corrupção o senhor não divulgava estas notícias porque estaria a respeitar as directrizes do referido governo democraticamente eleito pelo povo? Que ignorância senhor José Alberto. É assim que construímos o nosso país. É este o exemplo que os jornalistas dão.
      Estamos tramados….
      Fui
      Cesaltino Neves Costa

      • Jose Alberto

        9 de Fevereiro de 2011 as 15:49

        Ao ler o texto do Sr Cesaltino Neves Costa fiquei com a sensação de estar perante um texto tipicamente escrito pela minha querida amiga São, espero não estar diante de sósias e que seja, apenas, uma mera ilusão visual da minha parte.
        Se a memoria mão me falha, recentemente alguém tinha solicitado um pequeno esclarecimento a minha amiga a propósito de uma entrevista que ela tinha dado a um jornal estrangeiro, publicado neste jornal, para o meu espanto, ela mal se dignou fazer gosto aos dedos respondendo a questão. Entretanto, o que mais me indignou em tudo isto foi ver o conteúdo da referida entrevista ser simplesmente retirado do jornal Tela Non passado muito pouco tempo.
        Estou consciente de ter sido iludido num passado bem recente, agora estou em alerta máximo para não repetir o erro.

    • Fernanda Alegre

      9 de Fevereiro de 2011 as 13:15

      Sr. José Alberto,será mesmo verdade esse seu ponto de vista!!!!Temos k ver as coisas por duas faces e n numa.

  13. J.Oliveira

    9 de Fevereiro de 2011 as 9:00

    Num dos meus comentários anteriores sobre esta matéria, solicitei ao TELA NON que, como órgão de comunicação social que é, procurasse respostas a algumas perguntas que mencionei. No entanto, até ao momento, nenhuma resposta.

    Qualquer forma de atropelo à liberdade de imprensa é algo que todos os bons cidadãos devem estar incondicionalmente contra.

    No entanto, o facto da jornalista São de Deus Lima não ter podido entrevistar o Dr. Carlos Veiga, não significava que uma suposta entrevista não pudesse ser publicada no Semanário CORREIO DA SEMANA, o mesmo no TELA NON, caso o problema fosse somente entrevista.

    Quanto à questão de renovação de outros contratos, duvido muito que depois dessa intempérie, a própria jornalista queira continuar a prestar serviços na TVS, pois queiramos ou não, as relações pessoais se degradaram. É necessário que também se diga alguma verdade sobre este caso específico.

    A São Deus Lima solicitou renovação do seu contrato de prestação de serviços?

    Reparem que do que eu me apercebi é que não se trata de renovação do contrato do programa Em Directo mas sim do contrato da jornalista. Gostaria de saber

    Bem hajam, por STP

  14. Buter teatro esquecido

    9 de Fevereiro de 2011 as 9:03

    A jornalista São Lima tem direito a recorrer junto ao tribunal, isto porque uma entidade patronal quando executa um despedimento a justa causa não deve logo de imediato contratar 25 pessoal, excluindo somente uma professional, sabendo ainda que a mesma tem maior grau académico em relação aos contratados; tratando de uma entidade patronal com a capacidade empregatícia e necessita do recurso humano em questão. Dá para compreender que o governo goza do poder absoluto e, alimenta uma situação empregatícia precária. Deve ainda haver acção judicial porque é inconstitucional viola o artigo 42 ponto 1 e 3; artigo 30 ponto 2 da nossa constituição.

  15. Fia Luxinga

    9 de Fevereiro de 2011 as 12:14

    Acho que estamos a sdar proporções muito elevado a este assunto, já que ela quer trabalhar em S.Tomé e Príncipe, Porque é que não se candidatou a quadro da respectiva empresa(direcçao) da TVS? Enquanto estava no poder o seu Partido favorito, como ficou esplicito no texto publicado. Será que ela estava indecisa? Estamos na Democracia sim e todos podem falar, mas tudo tem a forma propria para Legalizar-se.Vamos deixar de mesquinhisse e fazermos aquiço que é necessario.

    • Fernanda Alegre

      9 de Fevereiro de 2011 as 13:23

      concordo consigo sr.fia luxinga, pois ixo deve comexar por si!!!
      Deixemos de brincadeiras…

  16. Búzio sem Pena

    9 de Fevereiro de 2011 as 21:16

    olá,Fia Luxinga
    O que nos confunde é mesmo isso, o unico partido que existe e que temos que ter em consciencia é S.Tomé e Príncipe, nao há PCD, MLSTP/PSD, ADI, CODO, por aí fora, mais sim há homens santomenses com ideologias deferentes, mais em prol de um S.Tomé e Príncipe maior e melhor, nao existe outro S.Tomé e Príncipe, ha sim um e unico, por isso temos que tirar proveito de todos os santomenses, aproveitando a destresa de uns, a dinamica de outros, a inteligencia de uns, a intelectualidade de outros, temos que pautar pela solidariedade e a ajuda mutua entre nós, deixem a ignorancia e penso num futuro melhor para o nosso S.Tomé e Príncipe
    Fui

    • Búzio sem Pena

      9 de Fevereiro de 2011 as 21:18

      correçao pensem

  17. Sulila Miranda

    10 de Fevereiro de 2011 as 10:57

    Pouca vergonha! Ou talvez falta dela!
    Nem vale a pena perder o tempo a comentar ou a manifestar a minha opinião com relação a nada. Está visto que sois ” baixinhos” seria mesmo perca de tempo o confronto de ideias com gente deste nivel. Pensam muito pequeno, daí serem tão pequenos!

    • Jose Mascarenhas

      11 de Fevereiro de 2011 as 2:49

      Pois, pelo discurso, elejo a Sulila Miranda como a mais baixinha de todos.

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