Ordem dos advogados exige reformas para tratar da justiça moribunda

Gabriel Costa, o novo bastonário da ordem dos advogados, reuniu-se com o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para analisar manifestar colaboração dos advogados com vista a melhoria do funcionamento dos tribunais. Segundo Gabriel Costa, a Justiça está doente e assim não pode continuar.

Os tribunais estão doentes e consequentemente o estado de direito está enfermo. Posição manifestada pelo novo bastonário da ordem dos advogados.

Gabriel Costa, que no último congresso dos advogados substituiu Edmar Carvalho na liderança da ordem dos advogados, defende a implementação de reformas profundas para salvar a justiça. «É nosso dever enquanto operadores judiciários, contribuir positivamente para que as reformas fundamentais de que a justiça carece, sejam levadas a cabo. O que constatamos é que a situação vai mal, e que como está não pode continuar a ser. É necessário que muito urgente se reverta a situação actual da nossa justiça», afirmou o bastonário da ordem dos advogados.

A bordem dos advogados que por várias vezes tem posto em causa o funcionamento dos tribunais, considera que a casa da justiça está doente. «Os tribunais constituem pilares do estado de direito democrático, e se os tribunais estão doentes quer dizer que a nossa justiça corre o perigo bastante grande, na medida em que o estado de direito está doente», frisou.

O encontro com o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Silvestre Leite, serviu para ordem dos advogados, exigiram a implementação de reformas no sistema judicial. Para Gabriel Costa, o diagnóstico da situação já foi feito desde o ano passado, e as soluções foram devidamente definidas. «Evocamos aquilo que se passou durante o encontro nacional da justiça no ano passado. Desse encontro saíram conclusões extremamente importantes para o devir da nossa justiça e ficamos perplexos ao ver que não há uma dinâmica que vai no sentido de aplicação das medidas e propostas saídas desse encontro», explicou.

Ordem dos advogados exige que as medidas de reformas definidas no encontro nacional da justiça, possam ver a luz do dia.

Abel Veiga

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    Joaquim Afonso Responder

    Depois do Dr. Edmar,a Ordem dos Advogados vai continuar em boas mãos. Uma das poucas instituições dignas de São Tomé e Príncipe.
    Força, Dr. Gabriel Costa e toda a sua equipa!

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    Tagarela Responder

    Ordem não exige nada porque não tem que exigir nada do Tribunal. Tem que colaborar para que haja um bom funcionamento da justiça e disponibilizar seus associados a fazerem defesas oficiosas dos cidadãos nos processos em tramitação nos Tribunais. Viva STP!!!

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      jaka doxi Responder

      Bem dito.
      Fui

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    Salvador da Pátria Responder

    É de louvar a iniciativa de Ordem dos Advogados São-tomenses em colaborar com o Supremo Tribunal de Justiça, com vista a melhorar o sistema judicial São-Tomense.
    Embora não me encanta a referida iniciativa, porque a Ordem dos Advogados tem como finalidade defender o Estado de Direito Democrático e os Direitos, Liberdades e Garantias dos Cidadãos e colaboram na Administração da Justiça.
    Infelizmente, temos uma justiça lenta, desigual para todos, politizada pelo juizes, judicializada pelos políticos.Em suma, a nossa justiça encontra-se totalmente desacreditada perante à opinião pública.
    Uma má justiça afecta negativamente o desenvolvimento económico e social de qualquer país.
    Por isso, torna-se necessário que exista uma mobilização colectiva em torno da nossa justiça, de modo que possamos modernizar a justiça(célere e igual para todos).
    Mas,torna-se necessário que haja uma mobilização colectiva em torno da justiça são-tomense, com intuito de modernizarmos o nosso sistema judicial.

    Ps. Soube por intermédio de Rádio Nacional de STP, que o Supremo Tribunal de Justiça de STP promoveu um concurso público para recrutar 8 novos Juízes para o Tribunal de 1.ª Instância.
    Por conseguinte, concorreram muitos candidatos com vasta experiência profissional e alguns com níveis de mestrado.Salvo erro, apenas 4 candidatos foram admitidos, dos quais 3 recém licenciados no IUCAI e um feito em Portugal.
    Pelo exposto, são destes tipos de concursos que não fazem sentido promoverem, porque só contribuem para má qualidade de justiça em STP.

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      Tagarela Responder

      Não conheço os concorrentes e não sei quem foram os aprovados mas gostaria de ponderar o seguinte: O facto de alguns concorrentes terem experiências profissionais em outros campos, mestrado, doutorado e por aí fora não lhes confere conhecimento absoluto e passagem obrigatória num concurso onde são avaliados os conhecimentos jurídicos e perfil para a função específica.
      De igual modo, não é porque alguns concorrentes estudaram em PT ou qualquer outra parte do mundo que possuem mais conhecimentos que aqueles que estudaram em STP.
      Todos que já fizeram concurso algum dia, sabem que ainda que se domine muito bem determinadas matérias, ao se submeter a testes, são traídos pelos nervos e pode swe dar o caso de não conseguir demonstrar os seus conhecimentos.
      Creio que foi um concurso escrito e não documental e só deveria ser aprovado quem demonstrasse conhecimento suficiente. Vamos abrir a mente e deixar de lado preconceitos. Viva STP!!!

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        Salvador da Pátria Responder

        Boa tarde, Senhor Tagarela!
        Se fazes parte do sistema,o problema é seu.Quis simplesmente falar a verdade.
        Não pus em causa a competência das pessoas licenciadas em Direito pelo UCAI.
        Não obstante a isso, sou daquelas pessoas que defendo que o conhecimento é universal, o que quer dizer, que não é o país onde formamos é que determina a nossa qualidade como técnico.
        Simplesmente, pus em causa a imparcialidade e a transparência do referido concurso, porque nesta primeira fase os concorrentes foram exclusivamente submetidos à prova documental.
        Reafirmo mais uma vez, que os resultados das avaliações documentais promovidos pelo STJ aos concorrentes resumiram-se simplesmente em prova documental, e que logo, põe em causa a imparcialidade do Presidente de Júri e demais elementos que o auxiliaram.
        Resumindo e concluindo, os candidatos com vastas experiências profissionais e com elevados níveis de formação devem ser priorizados em detrimento daqueles que não os têm, indepedentemente dos países onde fizeram as suas formações.
        Viva a transparência, viva a imparcialidade e viva a competência!
        Bom Fim-de-Semana a Todos!

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          Tagarela Responder

          Não. Não faço parte do sistema. Se fizesse não seria um problema para mim, mas solução para muitos dos problemas que o sistema apresenta.
          Importa saber quais são os critérios de selecção constantes no edital do concurso. Se diz que os que têm Mestrado e doutorado devem ser privilegiados, então concordo consigo. Caso contrário, mantenho o que disse. Viva STP!!!

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    Politico da Elite Corrupta de STP Responder

    Queria saber o que é a Ordem vai fazer com Adelino Isidro, sabemos todos que ele enquanto Advogado perturba o bom funcionamento dos Tribunais, roubando processos e vive a intimidar os Juízes chegando mesmo a entra-los com sovas e sovas na praça publica sem que com isso seje responsabilizado.

    O bom funcionamento dos tribunais depende da exclusão do senhor Adelino Isidro do estatuto de agente da justiça.!!!

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      João Responder

      Parabéns ao Dr. Gabriel Costa e à nova direcção da Ordem dos Advogados. Força e coragem, muita força. A justiça bem precisa e a Ordem tem cumprido o seu papel. Melhorar sempre e avançar.

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      Cangolo Responder

      Mas Izidro não levou já dois anos de suspensão pela Ordem? Onde é que você tem andado, Político da Elite Corrupta?

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        Politico da Elite Corrupta de STP Responder

        Aie?!!! Essa escapou-me!!! Mais cuidado esse homem é muito habilidosa, vê lá si ele não dá um sumiço no processo que disciplinar que lhe ordenou a sua suspensão… Cuidado Isidro não brinca em serviço, é um rapaz cheio de criatividade manhosa…

        Mais de qualquer maneira muito obrigado pela informação…

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    Egipto Responder

    O espírito revolucionário e positivo de Antonio Nilson já entrou em África. África terá um futuro brilhante, e os melhores dias virão para nós; Africanos. Temos que ter fé em Deus, e, sobretudo, sem usar violência! Nós não podemos disistir do objectivo que é: melhorar o nosso futuro e o futuro das nossas crianças! Perseverança até ao fim! Juntos, nós seremos bem sucedidos! Chegou o momento de põr fim ao sofrimento, pobreza, e a ignorância em África!

    P.S. Sei que este nao e’ o topico, mas nao queria deixar de trazer e celebrar o inicio de mudanca politica no nosso continente. Desejo sucessos a todos aqueles que querem trabalhar para mudar e desenvolver Sao Tome e Principe, em particular, e Africa em geral!

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      Tentado a ler Responder

      Quero ver como o tribalismo vai se separar da solidariedade e coesao nacional nos pais da sub-sahara.

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      Bala Responder

      Senhor Egipto

      Falta correr com pelo menos um vizinho que ganha eleições com 99% dos votos e se tornou muito amado do nosso país nos últimos tempos.

      Um tal que tem a mania de cortar cabeças aos seus opositores. Vamos a ver se a moda não pega em San Tomé e Príncipe.

      Quando chegar a hora dele, opé pó ca bi dá cidade cuá piá. Fui.

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