Medvedev apela a combater a ignorância para prevenir conflitos étnicos

É um dos temas do boletim informativo da Rússia.

  • Cerca de 300 pessoas participaram no Dia da Cólera no centro de Moscovo
  • Presidente e personalidades oficiais da Federação Russa continuarão a visitar Curilhas
  • Canal televisivo muçulmano começou a funcionar na Rússia
  • Medvedev apela a combater a ignorância para prevenir conflitos étnicos
  • Jornalista do The Guardian já está em Moscovo
  • · Ministério dos Negócios Estrangeiros bielorrusso declara que os cidadãos russos detidos em Minsk serão julgados na Bielorrússia

Cerca de 300 pessoas participaram no Dia da Cólera no centro de Moscovo

Moscovo, 14 de Fevereiro – RIA Novosti.

Cerca de 300 pessoas participaram a 12 de Fevereiro no comício oposicionista Dia da Cólera no centro de Moscovo, comunicou à RIA Novosti a porta-voz do Departamento do Interior no Distrito Administrativo Central da capital, Elena Perfilova.

“Na manifestação autorizada na Praça Teatralnaya participaram cerca de 350 pessoas, inclusive 50 jornalistas”, disse Perfilova.

Nas suas palavras, não foram registados quaisquer incidentes graves. “A Milícia garantia plenamente a segurança e a ordem durante a manifestação”, apontou a interlocutora da agência.

O comício Dia da Cólera foi autorizado pela primeira vez pelas autoridades de Moscovo. Em 2010, o Governo da capital não autorizou o acto durante sete vezes consecutivas e as manifestações foram dispersas pela Milícia.

Segundo informou o correspondente da RIA Novosti, os manifestantes reuniram-se frente ao Teatro Bolshoi com bandeiras e cartazes com críticas em relação ao Governo. Os activistas trouxeram também balões pretos que foram lançados para o ar em sinal de desconfiança face à política do gabinete de ministros.

O comício foi inaugurado pelo líder da Frente de Esquerda, Serguey Udaltsov, que criticou o poder, declarando que a Rússia Unida não cumpre as suas promessas. Nas suas palavras, a oposição espera do poder “actos concretos”.

No comício Dia da Cólera interveio também a líder do movimento em protecção da floresta de Khimki, Evgueniya Tchirikova, que apelou a continuar a defender activamente a floresta e exigiu a demissão do ministro dos Transportes, Igor Levitin.

O Dia da Cólera foi organizado por diferentes movimentos sociais de protesto de Moscovo.

Embora o Governo de Moscovo tivesse autorizado desta vez a manifestação que a oposição organiza no dia 12 de cada mês, a Milícia deteve contudo doze pessoas, inclusive Serguey Udaltsov, pela tentativa de efectuar após o comício uma marcha não autorizada.

Presidente e personalidades oficiais da Federação Russa continuarão a visitar as Curilhas

Moscovo, 14 de Fevereiro – RIA Novosti.

Num encontro do dirigente da Administração do presidente da Federação Russa, Serguey Narychkin, com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Seiji Maehara, a parte russa declarou que o chefe de Estado e outras personalidades oficiais da Rússia visitaram e continuarão a visitar diferentes regiões do país, inclusive as ilhas Curilhas, comunicou o serviço de imprensa do Kremlin.

O encontro entre Narychkin e Maehara decorreu no sábado passado em Moscovo.

“Naturalmente, o presidente e outras personalidades oficiais do país continuarão a efectuar visitas a diferentes regiões da Rússia, inclusive às ilhas Curilhas, que fazem parte da actividade de desenvolvimento económico e social dos territórios, da elevação do nível de vida dos cidadãos e da garantia da segurança do Estado”, destaca o serviço de imprensa.

Quanto às declarações de representantes oficiais do Japão sobre a visita do presidente Medvedev a Curilhas em Novembro de 2010, tal posição, nas palavras do dirigente da Administração do presidente, “levou apenas ao facto de a continuação da discussão do problema territorial perder o sentido”. “Ao mesmo tempo, a parte russa continua a estar disposta a discutir o tema do tratado de paz sem quaisquer condições prévias e articulações históricas unilaterais”, declara o serviço de imprensa.

Apenas algumas dias antes da visita do chefe do departamento nipónico para a política externa a Moscovo, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, qualificou como “grosseria inadmissível” a visita de Dmitry Medvedev à ilha de Kunashir. Esta declaração foi feita durante o congresso anual pela devolução dos “territórios do norte”, como no Japão se denominam quatro ilhas Curilhas do Sul. O congresso abre anualmente no Japão a 7 de Fevereiro – dia da assinatura do Tratado Bilateral de Comércio e Fronteiras, celebrado no Japão como Dia dos Territórios do Norte.

A parte russa assinalou que tais declarações e “a repetição ostensiva de exigências territoriais, em conjunto com as manifestações anti-russas inadmissíveis de elementos nacionalistas, encontraram uma reacção adequada em Moscovo”.

“Segundo foi expresso ao chefe do departamento nipónico para a política externa, o tema do tratado de paz, inclusive o aspecto da delimitação fronteiriça, deve ser discutido no pano de fundo de formação da parceria russo-japonesa”, destaca o serviço de imprensa do Kremlin.

A parte russa acentuou a importância, desde o ponto de vista dos interesses de longo alcance da Rússia e do Japão, do desenvolvimento dinâmico e progressivo das relações bilaterais e da atribuição a elas de um carácter de parceria de verdade.

“Neste contexto, a atenção do ministro japonês foi chamada à necessidade do trabalho conjunto dinâmico para realizar o entendimento alcançado entre o presidente da FR e o primeiro-ministro do Japão em Novembro de 2010 em Yokogawa sobre o desenvolvimento das relações russo-japonesas em tais vectores-chave como a cooperação económico-comercial, a interacção na Região Asiática do Pacífico e a coordenação de acções no palco internacional em geral. Foi ressaltado que tal posição é muito mais produtiva do que a instigação artificial de emoções em torno do chamado problema territorial”, comunica o serviço de imprensa do presidente da Federação Russa.

Canal televisivo muçulmano começou a funcionar na Rússia

Moscovo, 14 de Fevereiro – Lenta.ru.

O primeiro canal televisivo muçulmano começou a funcionar na Rússia, comunica o site do Conselho de Muftis, citando o dirigente do Conselho de Muftis, Ravil Gainutdinov.

Em Agosto de 2009, o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, declarou a necessidade da abertura na Rússia de um canal televisivo em que especialistas e teólogos possam ensinar e explicar aos espectadores as bases do Islão tradicional.

“Enquanto temos a televisão, ela deve ser normal, contemporânea e moral”, declarara na altura o chefe de Estado. Na sua opinião, tal canal televisivo deveria ser transmitido nas regiões do país em que vivem muçulmanos russos.

A Interfax faz lembrar que mais tarde o presidente da Associação Nacional de Tele e Rádioemissão, Eduard Sagalaev, avaliou as despesas ligadas à abertura de um canal televisivo muçulmano, semelhante pelo modo de emissão e pelo conteúdo ao canal ortodoxo Spas, em 1,4 – 4 milhões de dólares.

Na Rússia já funcionam alguns canais televisivos ortodoxos, em particular o Spas e o Soyuz.

Medvedev apela a combater a ignorância para prevenir conflitos étnicos

Ufa (Rússia), 14 de Fevereiro – RIA Novosti

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, reunido esta sexta-feira, 11-02, na república russa da Basquíria (Bachkortostan) com personalidades da cultura, declarou que é necessário potenciar o trabalho de educação cívica para prevenir conflitos interétnicos, informou o serviço de imprensa do Kremlin.

De facto, todos os conflitos têm por base a ignorância e especialmente isso acontece nos conflitos entre as diversas etnias”, assinalou Medvedev.

Ao comentar a resposta da directora do Museu de Etnografia e Arqueologia da Basquíria, Aislú Yunúsova, de que muita gente mostra uma atitude ignorante em relação às pessoas de outra nacionalidade, o presidente disse que isso é inadmissível. Medvedev recordou que no período se desenvolvia um intenso trabalho de divulgação das várias culturas, que aglutinava a nação.

“Todos os cidadãos da Federação Russa são portadores num ou noutro grau da cultura russa (…). No período soviético, esta cultura aglutinou os diferentes povos numa nação única: o povo soviético. Actualmente, para conservar e desenvolver a grande variedade de culturas, devemos unir-nos em torno de uma ideia comum, para nos sentirmos uma nação única. Assim se fez, por exemplo, nos Estados Unidos, onde a lei castiga duramente qualquer ofensa por motivo de pertencer a um ou outro grupo étnico. A tolerância nunca pode ser demasiada”, disse Medvedev.

A Basquíria é uma república multiétnica situada na região do Volga, contando com 130 diferentes etnias. “Aqui vivem desde há muitos séculos povos que conservam a sua própria cultura e, ao mesmo tempo, têm assimilado a cultura russa. Observa-se uma influência mútua entre as diversas culturas. Como em todo o lado, aqui também há problemas, mas devemos solucioná-los e não dramatizá-los”, disse Medvedev.

O presidente criticou ainda a prática dos meios de informação de utilizar terminologia extremista.

“A imprensa utiliza frequentemente clichés inventados pelos separatistas e extremistas. Escreve, por exemplo: Hoje foi detido o emir de Jamaat. Mas de que emir e de que jamaat se trata? Sabemos que não são lutadores pela sua fé mas sim assassinos e bandidos”, disse.

“Esses indivíduos não têm nenhuns jamaats. Escondem-se em covas sujas e hediondas. Não são emires mas sim uns monstros que assassinam mulheres e crianças”, acrescentou o presidente.

Ao assinalar que as cadeias de televisão às vezes também utilizam designações inadmissíveis, Medvedev exortou os media a ter mais cuidado com a terminologia.
Jornalista do The Guardian já está em Moscovo

Moscovo, 14 de Fevereiro – RIA Novosti

O correspondente do diário britânico Luke Harding, a quem foi negada na semana passada a entrada na Rússia, já chegou este sábado a Moscovo e pode continuar o seu trabalho na Rússia, informou hoje o presidente da Associação de Correspondentes Estrangeiros em Moscovo, Adib Al-Sayed.

No passado 5 de Fevereiro, as autoridades russas negaram a Harding, que é acreditado em Moscovo desde 2007, a entrada na Rússia e ao jornalista teve de regressar a Londres.

Conforme o MNE russo explicou, “Harding infringiu as normas de trabalho dos correspondentes estrangeiros ao ter-se ausentado de Moscovo para Londres sem ter recebido a acreditação de correspondente estrangeiro, apesar de conhecer a necessidade de fazê-lo”.

Esta decisão das autoridades russas teve enorme repercussão no Reino Unido e também entre os jornalistas estrangeiros acreditados na Rússia.

“Harding recebeu o visto na Embaixada da Rússia em Londres e agora pode recolher a sua acreditação no Ministério russo dos Negócios Estrangeiros”, disse Al-Sayed, acrescentando que a Associação está satisfeita por o problema se ter resolvido e Harding poder continuar o seu trabalho em Moscovo.

EM FOCO NA IMPRENSA RUSSA

Vedomosti, Nezavisimaya gazeta

Ministério dos Negócios Estrangeiros bielorrusso declara que os cidadãos russos detidos em Minsk serão julgados na Bielorrússia

Na quinta-feira, o Ministério dos Negócios estrangeiros da Bielorrússia declarou que os cidadãos russos Artiom Breus e Ivan Gaponov, detidos em Minsk no passado 19 de Dezembro (nas manifestações pós-eleições) serão julgados de acordo com as leis bielorrussas, escrevem os jornais Vedomosti e Nezavisimaya Gazeta.

Os russos são acusados de organização dos distúrbios que se seguiram a uma manifestação não autorizada da oposição, após as eleições presidenciais nas quais ganhou o actual presidente Alexander Lukashenko. Entre as dezenas de pessoas detidas estavam Gapónov e Breus que agora enfrentam penas de três a oito anos de prisão.

A Embaixada da Rússia em Minsk declarou que a investigação dos dois processos não é objectiva. Segundo afirma o conselheiro da embaixada, Vadim Gussev, os detidos foram submetidos a pressões psicológicas. Artiom Breus revelou ao conselheiro que o forçaram a fazer um falso testemunho sobre os seus contactos com os líderes da oposição bielorrussa. Em caso de se ter recusado a fazê-lo, ameaçavam transferi-lo para uma prisão do Serviço de Segurança e mais tarde “tornar-lhe a vida impossível numa colónia penitenciária”.

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    Politico da Elite Corrupta de STP Responder

    È normal, com tanta frustração que existe no país, é natural que as pessoas encontre no álcool um grande aliado para aliviar a stress..

    Única coisa que não mata em STP é corrupção, único vírus que não faz mal, todo resto faz mal e mata os pobres coitados…

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    benavides pires sousa Responder

    eles ali na russia se perseguem diariamente entre eles, e o pequenote do medvedev uma vez mais apenas está a divagar politicmente falando.

    pois, permitem até perseguicao de pessoas religiosas, de determinadas religioes até agora, maltratam-nos e subjugam-nos á massacres. de que fala ele? NADA

    APENAS PALAVREADO.

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