Hospital Ayres de Menezes ainda sem acesso a água potável

Continua a crise de água potável no hospital de referência de São Tomé, não obstante; Ayres de Menezes ter sido beneficiado de uma canalização especial do projecto de “Agua Moreira 2” estimado em mais de 5 milhões de dólares.

Uma ligação errada lançou Ayres de Menezes, novamente a confrontar-se com a penúria de água potável. A canalização que traz água em quantidade a partir da capitação de Agua Clara foi ligada numa tubagem antiga do hospital, e não a nova cujas obras de reabilitação de canalização da rede interna terminaram. “Temos que fiscalizar, para vermos se há perdas a partir do sistema do hospital que pode estar a abastecer pessoas extras” Diz Óscar de Sousa, director da Empresa de Agua Electricidade (EMAE).

José Luís, director do Hospital Ayres de Menezes, explica que a ligação feita pela Monta Engil sob orientação da EMAE não tem vantagens, tendo em conta, que os 18 pavilhões que formam o hospital continuam a depender de um reservatório de 200 mil litros que é abastecido pelos camiões cisterna da corporação dos bombeiros. “ De quando em vezes somos obrigados a comprar agua nas mãos de uma empresa privada, momentos as que somos obrigados a depender dos bombeiros”

A escassez de água potável no hospital central abre o caminho para uma contaminação devido a falta de higiene. “Há um esforço de enorme para colmatarmos temos remediado o ideal de não cinquenta por cento mais sim cem por cento”

A carência do preciso líquido no maior hospital de São Tomé começou em 2008 quando proprietários de moradias de luxo do bairro “Campo de Milho”, vandalizaram a velha canalização desviando água para as suas piscinas. A solução para o problema passava pelo projecto Água Clara dois; 20 meses depois da conclusão das obras, água volta a constituir dores de cabeça para a direcção do hospital.

Equipamentos que nós tínhamos encomendado na altura o levantamento já tenham sido feitos previamente para entrada antiga do hospital. “Agora como o hospital tem uma nova entrada voltamos a contactar a empresa Mota Engil que se disponibilizou-se dentro de duas semanas fazer a ligação para nova entrada”. Assegurou João Lima director de Agua da EMAE, que disse que por outro lado, que a compra de materiais para nova ligação poderá custar cerca de mil dólares.

Indignado com a situação José Luís diz que se fosse governo aplicava a lei militar para este caso em particular, uma vez que os técnicos da Mota Engil foram alertados que a ligação estava sendo mal feita.

Eles responderam-me na altura que iriam fazer estudos, mas na prática zero. Eu fosse governo daria lhes 24 horas para mudarem a canalização, caso contrario teriam consequências gravosas”

Ramusel Graça

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    Buter teatro esquecido Responder

    Na verdade, deve haver medidas urgente para defender os indefesos, pessoas que precisam de uma boa saúde.
    Mais o que deixa-me muito revoltado, é, que S.Tomé e Príncipe tem muitas nascentes de águas, por todo lado do País.

    Não é normal a canalização de água potável ser valor tão elevado, e como não bastasse ser muito ineficiente que nem consegue abastecer as casas de um País, com tanta pouca infraestrutura.

    O que não compreendo é, mudou-se o governo mais as pessoas na Direcção da EMAE e no Hospital central continuam na mesma.

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    Celsio Junqueira Responder

    Caros,

    Isso não pode ser e nem continuar assim.

    O nosso Turismo não arranca por essas coisas, imaginem um turista a ler isso?

    Perdoem-me os puritanos, mas esse problema de falta de água no Hospital Dr. Ayres de Menezes não é um problema de Governo. No máximo é um problema entre a Direcção do Hospital e da empresa que fornece a água que é a EMAE. Hospital exige e a EMAE cumpre. Onde dirimir conflitos e/ou insatisfação dos serviços/pagamentos, claro nos Tribunais.

    Agora que os juízes indemnizam os que “supostamente” têm razão, penso que a direcção do Hospital devia ter processado a EMAE (e se a EMAE quiser pode processar a empresa que subcontratou para efectuar a obra).

    Meus senhores exigência e a quem de direito.

    Estamos cansados de discutir “não-problemas”, ou seja, problemas do quotodiano.

    Bem haja,

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    luisó Responder

    meus amigos,
    não é um problema da emae ou do hospital
    é um problema de estado e de policia
    então se a água foi desviada do hospital para as piscinas do campo de milho é assim tão dificil descobrir onde estão esses desvios ?
    acho que não, então descobram-nos e vejam onde terminam e levem essas pessoas, sejam quem forem, a tribunal e rápido porque no minimo andam a brincar com a saude das pessoas e não só.
    falta de autoridade do estado no minimo…

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      Celsio Junqueira Responder

      Meu Caro Luisó,

      Desculpe discordar de si, mas espero que concorde comigo, é demasiado óbvio.

      Se violarem/desviarem a água das condutas/canalizações da EMAE, a culpa é da própria empresa que permanece quieta/calada perante um atentado ao seu patrimonio. Porque a EMAE não apresenta queixa dos vandalos a Policia, PIC e a PGR?

      Se a EMAE não consegue garantir o fornecimento de água ao Hospital Dr. Ayres Menezes devido ao mau funcionamento das suas infraestruturas (obras mal feitas e insuficientes )e está contratualizado este serviço, a culpa é de quem? Claro da EMAE.

      Por fim, o Hospital paga para ter água e não tem nos termos que contratualizou, é caso para pedir uma indemnização, porque tem recorrido a uma solução em que paga. Os transtornos, mau serviço e a factura a mais tem de ser ressarcida.

      Essa é a postura que tenho quando lido com os meus fornecedores de gás, electricidade e água.

      Abraços,

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        luisó Responder

        estamos de acordo,
        a emae tem que fiscalizar e participar o caso á policia que depois encaminhará para os tribunais.
        cumprimentos

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        Sonia Responder

        Qual foi o dirigente ou desses nosso doctores que contestou públicamente?! Nenhum.Humbah Aguiar é dos poucos são-tomenses que eu vi a dar cara por falta de água no hospital, o resto anda a se esconder.Não entendo.

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    Manuel Responder

    Os técnicos do Hospital Ayres Menezes são maiores culpados desta situação.Estão sempre a remediar, contribuindo assim para aumento da infecção intra-hospitalar.
    No seculo XXI,um hospital que os técnicos lavam mãos com ajuda de uma caneca, parteira na maternidade inspeciona a placenta na bacia com água, os familiares dos doentes internados têm que levar agua para hospital para banho. A UNICA SOLUÇÃO É ESTA: GREVE.

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    Original Responder

    Será que Estado não tem punho para agir contra a Empresa que executou a obra ou será que há elementos do Estado que fazem parte do consórcio? Quem fiscalizou a obra?Que raio de Estado que corpo não doi?

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      lupuye Responder

      E porque e que permitiram que os senhores do CAMPO DE MILHO continuassem a roubar agua que era destinada ao hospital? Se fossem ZE POVINHOS a ter tamanha ousadia, muita gente iria parar a prisao ou pagaria multa. Quando e que os nossos politicos vao deixar de pensar em si proprios e nos seus familiares e comecarem a pensar no nosso povo? Com gente tao mesquinha no poder estamos “fritos”.

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      Mimi Responder

      A falta de fiscalizaçao desta obra impressiona-me. é um abrir e tapar de buracos aqui e ali, há fugas e desperdicios por todos os lados, nao se entende o que se esta a passar…

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    N.C Responder

    Zeme sa tamen de fla.hum

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    Fardo Responder

    Quem fiscaliza as obras do Estado? Tantos engenheiros em STP!!! O que eles andam a fazer?

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    Coisa Feia... Responder

    Afinal o problema não estava no anterior governo?! O Patrice ja tem seis meses de govero e não consegue resolver o problema de água potável no Hospital… que “mudança”. Coitado mesmo é o Povo.

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    AcreditoemSTP Responder

    Nós os São-são-tomenses já estamos fartos de tanta incompetência ou má fé que se tem reinado no nosso país. É Tempo das pessoas começarem assumir as suas responsabilidades, a sociedade civil tem de se organizar e exigir muito mais aos seus governantes, os cidadãos têm que denunciar os infractores, os deputados não são apenas para levantar as mãos e baterem as palmas,…BASTA! Em meu nome pessoal e em nome de muitos são-tomenses, exijo que Sr. Presidente da Assembleia nacional, crie uma comissão especializada,de forma a ouvir todas as partes interveniente, e encontrar uma solução cabal para o problema de água no hospital. Foram investidos milhares dólares,por isso,é urgente que governo esclareça essa situação.Caso haja alguma prevaricação,os culpados devem simplesmente ajustar as contas com a justiça. Já é tempo de mudarmos de rumo e começarmos a construir um país diferente e melhor para todos.

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    ovumabissu Responder

    Num projecto de USD5.000.000 fica bloqueado por falta de “equipamentos” de… USD1.000?

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    Alberto Nascimento Responder

    Diz a Mota Engil para ir brincar assim com hospitais Portugueses. Mas a culpa é dos Santomeses que n tem postura e n podem ser levados a sério.

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    Lévé-Léngue Responder

    A água constitui um recurso natural extremamente valioso, muito mais quando se trata de água potável.
    Vários governos elegeram solucionar a questão da água como um dos pilares da boa governação, investindo nesse sector somas avultadas, mas os resultados tornaram-se insignificantes com o tempo.
    Quantos projectos de abastecimento de água foram concebidos? Quantos sistemas de captação e reservatórios foram inaugurados? Afinal onde está o problema? Somos tantos assim pra quantidade de água tratada de que dispomos?
    Em tempos tivemos conflitos por causa da Luz, por causa das terras, por causa de tantos direitos mal distribuidos e temos agora por causa da água potável. Quando há conflitos de interesse, surgem pequenos negócios e no Centro Hospitalar já se compra água a uma empresa privada. Já que os nossos bombeiros quase nunca apagam fogos, porque não desempenhar outros serviços de protecção social?
    Esse caso do Centro Hospitalar é grave, mas não é isolado. Há localidades em que a falta desse líquido indispensável à vida humana persiste e nem há sinais visíveis de solução. Escolas, jardins e creches com falta de água, isso já representa a violação de direitos da criança, pra não dizer direitos humanos.
    Uma vez mais está demonstrada a incapacidade nacional na distribuição de riquezas. É sabido que apenas 10% dos cidadãos detêm 90% da riqueza nacional, o que também ocorre com o consumo de água potável.

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    Vici Responder

    governo nao consegue fazer nada de jeito?!! quê colo tela êê?!!

    nesta noticia ha muitos erros ortográficos, gramaticais e sintáticos…

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    Isidoro Porto Responder

    CITAÇÃO: Tendo em conta, que os 18 pavilhões que formam o hospital continuam a depender de um reservatório de 200 mil litros que é abastecido pelos camiões cisterna da corporação dos bombeiros. “ De quando em vezes somos obrigados a comprar agua nas mãos de uma empresa privada, momentos as que somos obrigados a depender dos bombeiros” FIM DE CITAÇÃO.

    PONTO PRÉVIO:

    Os que reivindicam o re-estabelecimento normal de água potável no hospital são criminosos, pois querem acabar com o negócio de venda de água de uma empresa privada. Quanto mais tempo durar esta “lenga-lenga”, melhor para o supracitado negócio. Cheira-me a um negócio importado de um país bem conhecido, onde o negócio de água em camiões cisternas rende fortunas.

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    Penso que o hospital Ayres de Menezes pode ser auto-suficiente em água potável durante as épocas das chuvas a um custo bastante baixo, podendo ter a água da EMAE como reserva/back-up durante este periodo e como primária durante o tempo seco/garvana e nos periodos de seca prolongada.

    O hospital já possui 18 pavilhões e um tanque de 200 mil litros, o que pressupõe que já tem electrobomba e o sistema de distribuição/canalizações instaldos.

    Tudo quanto resta fazer é canalizar todas águas das chuvas desperdiçadas nos tectos dos 18 pavilhões para o(s) tanque(s) através de calhas e tubagens apropriadas. Filtrá-la. Finalmente, adquirir e instalar um sistema centralizado de tratamento electrónico de custo bastante baixo por um lado, ou instalar em cada pavilhão, um mini sistema de purificação ultra-violeta ao valor não superior a USD:300.00 (Trezentos Dólares) cada, custanto no total (para 18 pavilhões) menos de USD:6,000.00 (Seis Mil Dólares) por outro. E se quizerem “caprichar”, instalarão sistema solar (painéis solares, baterias e inversores de potências apropriadas) apenas para o sistema de água, para que o mesmo não dependa a 100% da energia da EMAE, nem dos geradores, uma vez que os combustíveis estão cada vez mais caros e isto reflete negativamente no orçamento do hospital. E para reforçarem, poderão construir mais tanques de reserva com a mesma capacidade para terem maior autonomia.

    Penso que a implementação deste sistema poupará em milhões ou quiçá em bilhões de dobras ao orçamento do hospital, a longo prazo, no que respeita ao consumo da água da EMAE e das empresas privadas, sobretudo no periodo das chuvas.

    Cabe a Direção do hospital fazer o estudo de viabilidade do sistema e do seu custo/benefício, incluindo as manutenções futuras. Se compensar, valerá a pena emplemantá-lo. Não podemos esperar que só o Governo pense por todos nós. O Governo deve, por sua lado, aceitar, aplaudir e acarinhar as ideias inovadoras vindas das Direções das Unidades Produtivas e Instituicoes afins.

    Esta é a minha sugestão.

    09/Mar/2011

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    Sonia Responder

    Humbah Aguiar é dos poucos são-tomenses que eu vi a dar cara por falta de água no hospital, o resto anda a se esconder.Não entendo.

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    andré gomes Responder

    Não foi a Mota Engil que fez o Mercado do Peixe ? Outra vez a Mota Engil a meter água ? Ou culpa é de quem ? E quem fez a vistoria técnica à obra ? Ou não houve vistoria ?
    Seria bom abrir um inquérito.

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    1982 Responder

    Embora tarde vale a pena comentar.

    Do meu ponto de vista essa situação revela ausência de recursos humanos competentes e com capacidade nas empresas estatais para gerirem de forma rentável o patrimônio público.

    Como em qualquer outra organização, nas empresas e instituições públicos o papel dos Administradores e gestores deve passar pela defesa dos interesses, os objectivos e os resultados em conformidade com as políticas e praticas pré estabelecidas.

    O que se pode ver neste triste caso é a total incapacidade dos gestores de ambas as instituições de realizarem procedimentos administrativos leais existentes de forma a defenderem os interesses destas instituições.

    Em vez disso ficam a reclamar e a espera do governo para resolver um problema que é da responsabilidade da administração.

    A sociedade está a mudar e traz novos desafios e exigências que os executivos devem estar preparados para enfrentar.

    “Camarão que dorme a onda leva!”

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