Sociedade

misé e zezinho vão à escola falar sobre o “lixo”

Misé e Zezinho são as duas personagens que dão vida à peça concebida por Afonso Januário e que irão percorrer as principais escolas da ilha de S. Tomé alegrando e informando os mais novos sobre o tema do “lixo”.

Serão sessenta sessões de sensibilização que irão percorrer várias escolas dos distritos de Água Grande, Mé-Zochi, Cantagalo e Lobata sobre o tema do “lixo”, tendo em vista a consciencialização dos mais novos sobre o problema. As personagens principais, Misé e Zezinho, irão falar sobre o “lixo” sobre diversas perspectivas.

O “lixo” é um tema vasto e na peça são vários os assuntos focados. O primeiro e mais basilar de todos é a utilização dos contentores, incluindo o seu uso correto. Por serem equipamentos públicos recentes, os contentores, são ainda muitas vezes mal utilizados e mesmo ignorados, o que resulta na acumulação de “lixo” em vários pontos das ruas e bairros, quer seja na cidade ou em comunidades pequenas.

Durante a sessão, fala-se também sobre os tipos de RE-SI-DU-OS SÓ-LI-DOS – que é como Misé reforça com os meninos – nomeadamente alguns classificados como perigosos, como as pilhas ou baterias, que por desconhecimento acabam por ser mais um foco de perigo para a saúde devido ao elevado risco de contaminação. Outro ponto importante da peça é a advertência à queima indiferenciada e os riscos associados à saúde. Em muitas comunidades o “lixo”, neste caso o plástico, é utilizado como acendalha de lumes e fogueiras ignorando-se a elevada toxicidade dos gases com propriedades cancerígenas que são libertados, provenientes da libertação de dioxinas.

O último ponto focado, central à correta gestão de resíduos e que é uma oportunidade ainda pouco explorada no País, é a compostagem. Na peça, o Zezinho, que é um rapaz energético e divertido, apresenta-se em cena com um pequeno “caixote”, que não é mais que um compostor. Nele, Zezinho, introduz todos os resíduos que podem ser utilizados de forma a fazer o composto, isto é, um tipo de estrume vegetal, cujas propriedades estão ainda pouco difundidas no País mas cujo valor real poderá permitir a criação de uma nova forma de rendimento sustentável e de valor acrescentado.

No fim, o moral da história é que o “lixo” já não é o que era e a prova disso é que hoje, ao contrário do que era habitual no passado, a paisagem está cada vez mais manchada com focos de lixo que contaminam também o solo e a água e que insistem em não desaparecer. Com o sucesso desta acção nas escolas, poderão até ser os mais novos a sensibilizar os mais velhos, que ao invés, deveriam ser os primeiros a dar o exemplo.

Artigo escrito no âmbito do projecto “Consolidação do apoio às Câmaras Distritais para a implementação de um sistema regular de recolha dos resíduos sólidos” executado pelas ONG’s ADAPPA, ALISEI, FCJ e MARAPA com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento

    2 comentários

2 comentários

  1. benavides pires sousa

    21 de Março de 2011 as 9:38

    é bom ver iniciativas dessas. com boas intencoes e positivas.

  2. Pinto

    21 de Março de 2011 as 11:14

    Campanhas de sensibilizacao como estas sao sempre boas, mas devemos recordar tambem que nao so nas escolas, tambem em casa os pais teem a sua quota parte.um bem haja

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