DIÁRIO INFORMATIVO DA RÚSSIA

Moscovo lamenta a acção militar das Forças Aéreas de alguns países na Líbia, levada a cabo no quadro da Resolução 1973 aprovada precipitadamente pelo Conselho de Segurança da ONU, declarou a 19 de Março o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da FR, Alexandre Lukachevitch.

DIÁRIO INFORMATIVO DA RÚSSIA

  • MNE da Rússia: Moscovo lamenta início da operação militar na Líbia
  • “Moskovskie Novosti”: demitido embaixador da Rússia na Líbia
  • Vladimir Putin satisfeito com organização do controlo radiológico no Extremo Oriente
  • Irão diz que o Ocidente utiliza as desgraças do povo Líbio para satisfazer os seus interesses
  • Equipa de socorro da Rússia é a mais numerosa entre os países que ajudam o Japão
  • · Peritos prognosticam um novo Chernobyl no Japão
  • · Medvedev propõe continuar a reforma judicial

MNE da Rússia: Moscovo lamenta início da operação militar na Líbia

Moscovo, 21 de Março – RIA Novosti.

Moscovo lamenta a acção militar das Forças Aéreas de alguns países na Líbia, levada a cabo no quadro da Resolução 1973 aprovada precipitadamente pelo Conselho de Segurança da ONU, declarou a 19 de Março o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da FR, Alexandre Lukachevitch.

“Voltamos a apelar com insistência a que as partes do conflito líbio, assim como os participantes da operação militar façam tudo para não admitir os sofrimentos da população civil e pôr fim o mais rapidamente possível ao fogo e à violência”, diz-se na sua declaração publicada no site do departamento.

“Exigimos que sejam tomadas todas as medidas para garantir a segurança das missões diplomáticas e dos seus funcionários. Insistimos sobretudo na garantia da imunidade da Embaixada da Rússia em Tripoli e dos cidadãos russos na Líbia”, declarou o porta-voz do MNE da FR.

Como se destaca na declaração, a Rússia está convencida de que, para regularizar o conflito interno na Líbia, é necessário pôr imediatamente fim ao derramamento de sangue e encetar um diálogo entre os próprios líbios.

“Consideramos importante aproveitar com estes objectivos a próxima visita à Líbia dos representantes do Comité Especial de Alto Nível da União Africana”, concluiu Lukachevitch.

A operação militar na Líbia começou no último sábado logo após uma cimeira extraordinária dedicada à situação naquele país, convocada em Paris pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Aviões franceses destruíram no sábado quatro tanques líbios no sudoeste de Benghazi, centro de resistência dos rebeldes no leste da Líbia.

“Moskovskie Novosti”: demitido embaixador da Rússia na Líbia

Moscovo, 21 de Março – RIA Novosti.

Vladimir Tchamov, embaixador da Rússia em Tripoli, foi demitido inesperadamente do seu cargo, diz-se no site do jornal Moskovskie Novosti.

Segundo comunica a edição, o diplomata foi demitido algumas horas antes da votação no Conselho de Segurança da ONU, na noite para sexta-feira, da resolução sobre a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia.

O Kremlin confirmou que o presidente Medvedev assinou um decreto sobre a demissão de Tchamov, mas não revelou as causas desta decisão. O MNE da FR também renunciou aos comentários, escreve o jornal.

“Pelos vistos, trata-se de circunstâncias extraordinárias. Nunca antes um embaixador russo perdeu tão rapidamente o seu cargo – mesmo que Moscovo estivesse descontente dele, o diplomata poderia trabalhar ainda algum tempo”, escreve a edição.

Segundo os dados de fontes do jornal, o embaixador foi demitido por “ter interpretado inadequadamente os interesses da Rússia no conflito líbio”.

Na noite para sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU deliberou criar por cima da Líbia, onde desde 15 de Fevereiro continuam os confrontos entre os adversários do regime de Mouammar Kadafi e as tropas governamentais, uma zona de exclusão aérea para prevenir ataques da aviação líbia às cidades ocupadas pela oposição e salvar da morte os habitantes locais. O documento, que prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia, foi apoiado por dez dos quinze países representados no Conselho de Segurança.

Vladimir Putin satisfeito com organização do controlo radiológico no Extremo Oriente

Yujno-Sakhalinsk, 21 de Março – RIA Novosti.

O primeiro-ministro da Federação Russa, Vladimir Putin, está satisfeito com a organização do controlo radiológico no Extremo Oriente no contexto da situação no Japão.

“Quis ver eu próprio in loco que o controlo da situação radiológica no território russo está organizado adequadamente. Aquilo que vi em Yujno-Sakhalinsk, no Centro de reacção a situações críticas, convence-me de que estes trabalhos estão organizados como deve ser”, disse Putin este sábado numa reunião em Yujno-Sakhalinsk (ilha de Sacalina).

Ao mesmo tempo, considera o primeiro-ministro, é necessário ouvir a informação sobre cada região do Extremo Oriente.

Putin propôs ainda ouvir os relatórios de dois especialistas em energia atómica, que acabavam de regressar do Japão, onde haviam conhecido a situação e trocado informações com os seus colegas.

Trata-se de Vladimir Asmolov, primeiro adjunto do director-geral da Rosenergoatom, e Valeri Strijev, vice-director do Instituto de Problemas do Desenvolvimento Seguro de Energia Atómica, disse o primeiro-ministro, caracterizando Asmolov como pessoa muito experiente que participou na liquidação das consequências do acidente na central atómica de Tchernobyl.

O controlo da situação radiológica no Extremo Oriente da Rússia foi reforçado após o incidente na central atómica japonesa de Fukushima-1. O nível de radiação continua dentro dos parâmetros normais em todas as regiões do Extremo Oriente russo.

Conforme asseveraram a Corporação Estatal de Energia Atómica e o Ministério das Situações de Emergência, não há e não haverá qualquer perigo para a população mesmo se os acontecimentos na central atómica japonesa se desenvolverem segundo o pior cenário.

Irão diz que o Ocidente utiliza as desgraças do povo Líbio para satisfazer os seus interesses

Moscovo, 21 de Março – RIA Novosti.

Sob a cobertura das boas intenções e da protecção do povo líbio, os países do Ocidente que participam na operação militar contra a Líbia procuram satisfazer os seus próprios interesses, afirmou hoje o porta-voz do MNE iraniano, Ramin Mehmanparast.

“Esses países actuam sob o pretexto de proteger as pessoas. Não obstante, o que procuram é alcançar os seus próprios objectivos que consistem no desejo de dominar, de aumentar o seu poderio militar no mundo e continuar a colonização de acordo com a realidade actual”, denunciou Mehmanparast, citado pela agência FARS.

Por seu lado, segundo o responsável, o Irão apoia a defesa dos interesses e das justas exigências dos povos do mundo.

Equipa de socorro da Rússia é a mais numerosa entre os países que ajudam o Japão

Moscovo, 21 de Março – RIA Novosti.

A brigada de socorristas enviada pela Rússia ao Japão, com 161 elementos, é a mais numerosa de todos os agrupamentos estrangeiros que se encontram no Japão para ajudar a superar as consequências dos desastres naturais que assolam o país, informaram fontes do Ministério russo das Situações de Emergência.

Anteriormente, Moscovo já havia enviado para o Japão dois grupos de especialistas. A primeira brigada, composta por 54 pessoas, partiu da capital russa a bordo de um avião Il-76. A segunda, com 25 efectivos, saiu da cidade de Khabarovsk (Extremo Oriente russo) num helicóptero Mi-26.

Para além disso, a Rússia enviou para o Japão 17 toneladas de ajuda humanitária.

Ao mesmo tempo, na manhã do dia 16, havia aterrado em Tóquio um avião Na-74 do Ministério das Situações de Emergência com 25 socorristas e outro avião com especialistas e representantes da Agência Atómica Rosatom. Ao todo, a bordo de ambos os aparelhos seguiram 82 pessoas.

O sismo e o tsunami já provocaram 8.450 mortes; 12.931 pessoas encontram-se desaparecidas, informaram hoje as autoridades japonesas, citadas pela agência Kyodo.

Cerca de 360.000 foram evacuadas das zonas mais afectadas e alojadas em abrigos temporários em todo o país.

Os números das vítimas ainda poderão aumentar. Só na prefeitura de  Miyagi, no nordeste do  Japão, o número de mortos pode alcançar mais de 15.000 pessoas, segundo fontes da Polícia nipónica.

EM FOCO NA IMPRENSA RUSSA

KommersantVedomosti , 18.03, sexta-feira

Peritos prognosticam um novo Chernobyl no Japão

Muitos especialistas estrangeiros afirmam que a situação na central nuclear de Fukushima-1 é pior do que informam as autoridades do Japão, escrevem os jornais KommersantVedomosti.

Simon Walker, do londrino Colégio Imperial de Ciências qualificou o acidente na central nuclear japonesa é “um Chenobyl de acção retardada”.

Tal como muitos peritos ocidentais, considera que as próximas 24 horas são críticas: se não se conseguir arrefecer as barras de combustível nuclear, estas fundir-se-ão o que pode levar a incêndios e fugas de radiação incontroláveis. Os especialistas norte-americanos calculam que a zona contaminada à volta de Fukushima-1 poderá estender-se até 500 quilómetros quadrados.

Os governos do Canadá, EUA, China e da maioria dos países da União Europeia apelaram aos seus cidadãos que se encontram no Japão a abandonar a zona num raio de 80 a 100 km á volta do foco da radiação ou a abandonar o país.

Enquanto isso, as autoridades nipónicas afirmam que não há perigo para a saúde dos que se encontram fora da zona com um raio de 30 km em volta da central. Os japoneses não se deixam vencer pelo pânico e seguem as instruções de não sair das suas casas.

Ontem, 17 de Março, não houve novas explosões ou incêndios na central. Não obstante, as equipas que trabalham ali não conseguiram controlar a situação.

O principal obstáculo é o alto nível de radioactividade no território da central, que limita o tempo de permanência dos trabalhadores a 40 minutos.

Komsomolskaya PravdaKommersant

Medvedev propõe continuar a reforma judicial

Na sexta-feira, 17 de Março, o presidente russo, Dmitry Medvedev, convocou uma reunião dedicada ao desenvolvimento do sistema judicial, escreve os jornais Komsomolskaya PravdaKommersant.

Na reunião, o chefe de Estado anunciou novas medidas voltadas para optimizar a legislação penal no país.

Muitos dos crimes deixarão de ser qualificados como tais. Entre eles a calúnia, a injúria, danos materiais sem intento de roubo ou o não pagamento de taxas aduaneiras no caso de importações legais.

Muitos dos crimes económicos pouco graves passarão a ser sancionados com multas em vez de penas de prisão.

Os empresários acusados de delitos económicos serão colocados em liberdade provisória sob fiança até o processo judicial estar terminado.

Segundo o presidente, a política penal russa tem que ser modernizada e deve alterar dois aspectos: “Por um lado, a repressão, por outra, tem que dar oportunidade /às pessoas/ de se corrigirem”, explicou Medvedev.

Não obstante, o ministro da Justiça, Alexandr Konoválov, assegurou que no caso dos criminosos perigosos, serão aplicadas as penas máximas correspondentes aos crimes.

O projecto de alteração do Código Penal da Rússia será discutido no Governo no prazo de um mês, devendo depois ser submetido à aprovação da Duma de Estado (Parlamento).

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