Sociedade

Doca de Peixe financiada por Taiwan está a ser entregue a homem de negócio estrangeiro

Em nome do povo são-tomense, o Governo de Taiwan desbloqueou mais de 5 milhões de dólares para construir a Doca de Peixe. Uma obra que começou a ser engolida por capim, uma vez que o próprio Estado não sabia o que fazer com ela. Agora homens de negócios de expressão indiana deverão ser os donos da Doca de Peixe.

Tendo em conta o custo da obra, mais de 5 milhões de dólares, a Associação dos Economistas fez as contas, e considera que o governo não está a decidir correctamente sobre o futuro do empreendimento. «Parece-nos que seria bom que se procedesse a um concurso público para a adjudicação da Doca de Peixe, situada a frente do Hospital Ayres de Menezes», diz a carta que a Associação dos Economistas enviou ao Primeiro-ministro.

Ao que tudo indica sem qualquer concurso público, e sem qualquer anúncio formal, a Doca de Peixe, já foi entregue a um grupo estrangeiro, que a Associação dos Economistas preferiu não identificar.

No entanto o Téla Nón apurou que são homens de negócios de expressão indiana. «Conviria que sempre que possível se desse preferência aos investidores são-tomenses e na falta destes, a investidores estrangeiros que vivem no país há muito tempo e que aqui já investiram», diz a Associação dos Economistas.

Agostinho Rita, Presidente da Associação dos Economistas, disse que há investidores estrangeiros que operam em São Tomé e Príncipe praticamente deste a independência Nacional em 1975. Suportaram dificuldades junto com os são-tomenses, e ajudaram o país a resistir a tais dificuldades. Por isso considera que era justo ao Estado dar preferência a estes companheiros antigos do sector privado nacional, e não pela atribuição directa do empreendimento a entidades estrangeiras desconhecidas, e sem concurso público.

Abel Veiga

    19 comentários

19 comentários

  1. Virtual

    1 de Abril de 2011 as 8:42

    Infelizmente, se for verdade, este acto do actual “poderio” governativo demonstra mais uma vez que o meu São Tomé e Príncipe está regredindo ao invés de progredir no que diz respeito a administração da coisa pública.

    Faz-se e desfaz-se do património público como bem entenderem, sem mínimo respeito pelo bom senso, ainda mais grave, sem se importar com as consequências negativas que podem advir.

    Como se costuma dizer no nosso modo “um dia memo todo esse abuso vai cabar”.

    • Luis Edmar

      1 de Abril de 2011 as 18:41

      Humbah Aguiar pra presidente já!!!!

      O Sr. Teotónio Torres ainda pode-se se lhe dar algum crédito, agora o Agostinho Rita tudo que tem cheiro á dinheiro ele fica assim, como lágaia.
      Essa associação e nomedamente o Sr. Teotónio precisam de um presidente que fizesse junto com eles a mesma pressão ao governo. Só assim conseguiriam mudar alguma coisa.

      E porque n: Humbah Aguiar pra presidente já?!

      • chocolate preta

        2 de Abril de 2011 as 8:28

        óh Humbah, deixe de fazer camapanha pra ti mesmo, meu amigo.

        agora já nao és Yuelio? ajaahahahahahahha
        deixa-te disso pah!

        • yuelio

          2 de Abril de 2011 as 23:58

          Nota: Apenas defendo os ideiais do Dr.Humbah Aguiar, n sou nem conheço de perto Humbah Aguiar.

          Porque defendo as suas ideias ou ideais?!
          Porquê: Humbah Aguiar presidente já!!!!!!!!!
          Está é a resposta minha dada ao Humbah, a propósito, do porquê que o proponho como presidente da República Democratica de S.Tomé e Príncipe:

          Humbah eu sou uma das pessoas que tem feito comentários em favor de uma candidatura tua a presidência. E porquê?! No meu ponto de viste acho que deves-te candidatar a presidência da República de STP.
          Já percebi que é um cargo que n vês com bons olhos, contudo, tendo em conta as ideias que defendes e a forma que o fazes pareci-me bastante própicias. És um pessoa frontal como já se tem dito e reparei que também és capaz de falar dos teus próprio erros e defeitos, és formado e tens a idade pra te candidatares. Se continuares em S.Tomé com a postura de fazer denúncia, aberta isso é dando sempre a cara como sempre fizeste, isso iria mudar todo o cenário político s.tomense” Vivo em S.Tomé e sei do que falao”. E n falo só da parte política, como sociólogo que és consciente da sociedade a que pertences e já vi frases tuas de incentivo social, por exemplo uma que dizias que se todos nós plantar-mos uma bananeira, certamente que n precisariamos de ir comprar ao mercado. Isso revela pra mim uma noção de consciência social, do colectivo. Só há 3 coisas contra: A primeira é que n tens nenhum curriculum político, n estás em s.tomé e talvez tenhas nacionalidade portuguesa. Quanto a 1ª acho que é uma vantagem, pois desta forma n te envolveste na sujeira estando assim mais livre pra fazer denúncia, depois como o cargo de presidente n exigi mto trabalho n é admistração, ficas avontade pra ser o nosso maior vigilante ou seja, serias o nosso maior guarda. O problema seria as representações internacionacionais, isso resolverias com acessoria adequada. Outra coisa é, que terias que voltar imediatamente praqui STP, porque o povo n te conhece os feito apenas os políticos e intelectuais conhecem os teus feitos. Depois terias que rejeitar a nacionalidade estrangeira, acho que isso pra um nacionalista como tu n seria problema. Portanto acontrário do que defendes, tens tudo pra servir o povo são-tomense como presidente e melhor que a maioria dos candidatos que têm aparecido. Agora deixo-te aqui um grande pedido: Não te deixes ficar mto tempo na diáspora e volta para o teu povo, porque nós precisamos de ti, STP precisa de ti. Se demorares mto os nossos corruptos vão acabar por destruir e roubar todo o dinheiro do petróleo e todo o resto.
          Conheci e ouvi falar mto sobre o teu pai e ao julgar pelo os dois, herdaste mto da coragem dele e sei que assim como ele, és capaz de assumir e enfrentar com coragem e determinação aquilo que a maioria de nós n é capaz, incluso eu.
          Volta para S.Tomé o povo precisa de ti;

          Humbah Aguiar pra presidente Já!!!!!!
          ps: O resto é uma questão de postura, penso que já te disse.

          Vejam todos no youtube alguns dos videos, basta pesquisar Humbah Aguiar, certamente que mtos concordaram comigo.

      • Edson Costa

        4 de Abril de 2011 as 17:47

        Não brinque com os santomenses por amor de Deus!

  2. Politico da Elite Corrupta de STP

    1 de Abril de 2011 as 9:15

    Agostinho Rita também tem sotaque estrangeiro, nasceu na Guiné Equatorial.
    Agostinho Rita já deu prova que não é um empresário tudo que pega vai a falência. Deixa Governo trabalhar, esse senhor já Governante em STP, Diz-nos o que fez de concreto para STP…. Associação de Economista é uma corporação que anda atrás de tacho para seus principais membro, ex a razão para tanto barulho, só tenho pena de pessoas que estão a ser usadas por esse senhor para aparecer na televisão de forma a demonstra que está muita gente contra.

  3. Osama bin Laden

    1 de Abril de 2011 as 9:22

    Agostinho Rita devia pedir justiça pelo dinheiro que foi comido na construção deste edifício, e não criticar o Governo que está a procura de solução para esse grande problema chamada “Delfim Neves”. Não importa se é Italiano o mais importante que Estado consiga rentabilizar este espaço no sentido de pelo menos recuperar o dinheiro mal gasto com está construção. Deixa de criar bloqueio a governação do país.. Associação dos Economista não foi eleita para Governar o país, cada um no seu lugar.. Olha quem Fala?…Agostinho Rita, é preciso ter lata!…

    • António Veiga Costa

      1 de Abril de 2011 as 19:11

      Osama, outro dia critiquei um comentário seu, hoje concordo e endosso: não vi Agostinho Rita nem Associaç dos Economistas, exigindo concorrencia pública e vigiando obra na gestão desastrosa e obscena “DNeves”.

      Agora a Associaçao reivindica os direitos da exploração da DOca para o grupo dos “mesmos” estrangeiros que aqui estão a tantos anos, explorando o comércio sem trazer reais benefícios de desenvolvimento ao país. Muito pelo contrário, mantendo os níveis dos preços dos produtos no comércio em preços estratosféricos.
      Isso é formação de cartel. Lamentável ver um economista com um pensamento desse.

    • Virtual

      2 de Abril de 2011 as 10:47

      Meu caro, concordo contigo em partes, pois não vejo onde a dita Associação está a criar bloqueios ao governo. Eu acho que se realmente as ditas associações e grupos da sociedade civil são-tomense fossem mais interventivas no que respeita a responsabilidade pública, o país teria outra “face”.

      Pois, um dos males que reside nesta nossa terra é o facto de ser o governo o responsável por “quase tudo”, até para opinar sobre determinado assunto, tem que ser um membro do governo a fazê-lo. E me parece que se nada for feito, assim continuará. Temos, Engenheiros, Doutores, Arquitectos, Economistas, Técnicos diversos, etc., que aqui raramente abrem a boca sobre determinados factos importantes, até parecem mudos, como que o país fosse apenas do governo!

      Independentemente do passado do A. Rita, eu acho que a atitude dele de vir ao público dizer o que pensa sobre as intenções do governo a propósito deste “betão” é relevante. Pois, senão ele, fosse o próprio “Osama Bin Laden” vir a público dar a sua opinião sobre determinada intenção do governo, ao meu ver seria também válido, e isso independentemente do passado do “Osama” deve dar palco para reflectirmos.

      Temos que deixar de criticar para dar “boca gosto”. Se realmente queremos ter uma nação desenvolvida, temos que ir de encontro a opiniões e sugestões.

  4. Escher ohlin e Samuelson

    1 de Abril de 2011 as 9:46

    por um lado o direito administrativo quer que os bens publicos pertencentes a naçao obdeça o principio de defesa de interesse geral da naçao, portanto sao inalienaveis!!!!
    No caso de alienaçao deve obdecer ao principio de concurso publico!!!
    Por outro lado é salutar por uma economia de resignar a autarcia, e abrir ao comercio internacional. até porque hoje em dia uma économia que se preze favorece todo o investimento directo do extrangeiro (permite injecçao de capital e divisas, permite o tranfert de tecnologia).

    Se por um lado podemos aprovar a posiçao da associaçao dos economistas em relaçao a exigencia de concurso publico, por outro é criticavel a defesa de interdiçao da entrada de novos investidores em sao tomé!!! Força é de constatar que os operadores disponiveis em sao tomé ja deram a prova de insucesso economico finaceiro, por outro é extranho que um économista (ou grupo de économistas venham em defesa de uma économia feichada ao extrangeiro) eles mais de que ninguem deveriam saber os ganhos de productividade que podemos tem ao diversificar a économia.

    • Xavier

      2 de Abril de 2011 as 20:21

      Concordo totalmente com o princípio de concurso público, com tuda certeza! É a melhor maneira de transparentar os processos e também de apanhar o melhor gestor

  5. Buter teatro esquecido

    1 de Abril de 2011 as 9:57

    Na verdade, existe várias razões que leva o Estado a desfazer de um determinado bem público.
    O certo, é que deve haver estudos que preveja consequências de determinadas medidas públicas. Os getores públicos não devem tomar medidas sem analisar as suas consequências.

  6. lino

    1 de Abril de 2011 as 10:46

    A mim isto cheira-me a esquema.
    Como sempre.
    O raio da doca só veio para proveito de alguns (desde o seu inicio…incluindo o projecto de arquitectura que deu dinheiro despropositado ao arquitecto pina e companhia)….e a saga ontinua.
    Seus cambalacheiros.
    è esta a terra que idealizamos meus senhores!???!!

  7. Bom leitor

    1 de Abril de 2011 as 19:01

    Meu carros camaradas, eu não muito de criticar, porque sou da nova geração, e muito de nos sabemos que criticar é fácil mais para contribuir para bom desenvolvimento temos que dar a nosso colaboração, portanto deixo um apelo que muito de nos hoje que andamos a criticar a situação de STP se tiver uma oportunidade de la esta, não vai poder fazer nada para melhoria, pelo contrária só vamos pensar em desviar o bem publico para enriquecer o seu bolsos e dos seus familiares em concreto, portanto temos que mudar a nosso mentalidade e servir o nosso povo que esta sempre em primeiro lugar, Porém sou da opinião de deixar os investidores Indiano explorar a tal infraestrutura em vez de deixar-la abandonada. Assim estarmos abrir o País para os outros investidores Indianos, pelo que já constatamos que é uma das grandes economias mundiais na actualidade que seria muito benéfico para a nosso economia.

  8. Bom leitor

    1 de Abril de 2011 as 19:03

    desculpa me pelo erro ” eu não sou muito de criticar” quis dizer essa expressão.

  9. J. Maria Cardoso

    1 de Abril de 2011 as 19:09

    Concurso público é o k emana a transparência pública. Todavia, pk a alma é o segredo do negócio qq Estado do Mundo desde k consiga em nome do bem nacional, tropeçar no bom senso, os ganhos virão ao favor do país e do povo, claro com um se…
    Aliás, a própria Associação dos Economistas defende essa possibilidade desde k seja para os nacionais e empresas estrangeiras k connosco desde a primeira hora tentam salvar o barco da deriva.
    Era bom k a Associação dos Economistas desse a conhecer publicamente as propostas dessas empresas no interesse de investimento no espaço e k não foram satisfeitas pelo Governo do que vir tardio reivindicar
    um espaço k estava a criar capim.
    Sejemos coerentes.

  10. Brocajoia

    2 de Abril de 2011 as 11:54

    Essa Doca-Pesca foi feita com um propósito. Como qualquer outra obra feita, e entregue ao Estado são-tomense, e cujo uma determinada classe política tem olhos, ou melhor, interesse nela, deixaram-na ao seu belo prazer. Uma forma de fazer esquecer. Lembram, certamente, da forma airosa em que os carros do estado eram deixados a sol e chuva, tiravam peças, para depois vir, aquele que tirou as peças e disse q não se consegue peça, fazer o pedido de compra ao Estado e o Estado perante a situação de inoperância das viaturas, vendiam-na bagatela.
    É o mesmo que está acontecer com essa doca-pesca.
    Há interesses instalados sobre ela.
    Não realizar concurso público, é dar pontapé na transparência. È violar os principios básicos do Estado de direito.
    Não pode vir a associação de economistas defender os antigos comerciantes porque, hoje, o espaço é aberto. Não importa aquele que desde a independência é comerciante mas, aquele que é capaz de fazer negócio e bom uso da infraestrutura. Aquele que se apresenta com capital suficiente para gerir uma insfraestrutura como aquela, sem pôr em causa, a seu fim.
    Talvez, a associação dos economistas vem invocar os antigops comerciantes como uma forma de poder ser agradàvel. Não; não deve ser assim. A associação deve pautar por uma linha de coerência.

  11. CREDO

    2 de Abril de 2011 as 16:12

    Se a Doca Pesca foi construida por Taiwan e com capital proprio, a primeira escolha devia ir para Taiwan. So no caso de Taiwan nao estar interessado e’ que deveriamos optar pela segunda escolha.
    Viva a transparencia.

  12. Zé Maria

    2 de Abril de 2011 as 22:45

    Cuidado com Delfin Neves.
    Ele é o responsável pelo insucesso disso.
    Não o deixe administrar isso de novo.

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