Sociedade

Agostinho Neto mais Limpa!

A associação CANABLABO realizou uma campanha de limpeza em Agostinho Neto tendo contado com o apoio da Câmara Distrital de Lobata para a recolha dos resíduos.

No passado fim-de-semana cerca de 30 jovens da associação CANABLABO realizaram uma atividade de limpeza em Agostinho Neto, tendo contado com o apoio da Câmara Distrital de Lobata na recolha dos resíduos acumulados.

Desde o ano passado que Agostinho Neto passou a ter contentores, no entanto e apesar da recolha ser assegurada pela Câmara Distrital de Lobata desde essa altura, a tendência crescente da dispersão de resíduos pela paisagem tem continuado e o resultado está à vista: focos de lixo cada vez maiores e em maior número. E esse cenário ainda se repete um pouco por todo o País.

Com efeito e até ao momento, o esforço em curso de melhoria da recolha de resíduos na generalidade dos distritos ainda não permitiu a inversão completa do cenário atual de despejos pela paisagem e espaços públicos. As necessidades são ainda maiores que a capacidade existente, sendo fundamental atuar no sentido na recuperação de custos associados ao serviço prestado pelas autarquias. Só com um investimento no setor será possível avançar na gestão de resíduos, nomeadamente ao nível da sua separação e valorização, retirando daí os dividendos resultantes, tanto económicos como sociais.

A atividade do último sábado insere-se no programa definido entre as associações Clube das Nações, Escuteiros de Guadalupe, AJADSTP e CANABLABO juntamente com o projeto “Consolidação do apoio às Câmaras Distritais para a melhoria do sistema de recolha de resíduos sólidos” executado pelas ONG’s ADAPPA, ALISEI, Fundação da Criança e Juventude e MARAPA com o apoio da cooperação espanhola. As atividades previstas para os próximos meses, incluem também a realização de campanhas de sensibilização nas principais praias e algumas localidades do distrito e centrar-se-ão na utilização correta dos contentores por parte de utentes e banhistas, apelando ao espirito cívico de todos na deposição dos resíduos nos contentores, assim como no seu bom uso e manutenção.

Artigo escrito no âmbito do projecto “Consolidação do apoio às Câmaras Distritais para a implementação de um sistema regular de recolha dos resíduos sólidos” financiado pela AECID e executado pelas ONG’s ADAPPA, ALISEI, Fundação da Criança e Juventude e MARAPA

    9 comentários

9 comentários

  1. Digno de Respeito

    17 de Junho de 2011 as 14:14

    Caros simpatizantes e preconizadores da ideia, entendo que o sucesso da vossa iniciativa não deve morrer por aqui.

    Estão de parabéns! sugiro que criem uma equipa de ficalização e controlo da sauúde comunitária. Atendendo que não têm segurança. Uma espécie de polícia comunitária, seria ideal para sensiblizar a polução, credibilizarem-se e valorizar o vosso trabalho.

    Proponham penalização junto as autoridade locais contra aqueles que destróem o trabalho social. Trata-se apenas de sugestão, podem ter outras melhores mas tudo para o bem da população porque conseguem atrair mais visitantes para a roça Agostinho Neto.

    Criem grupos de atracção turistica. Sei que não é fácil, mas começando pelos vossos meios, poderá surgir ajudas (não pensem apenas em dinheiro mas outras formas de ajuda)
    Parabéns!

  2. Trinta Mil Barris

    17 de Junho de 2011 as 17:11

    Esta roça é a nossa sala de visita, mas é lastimavel o estado em que se encontra.
    Esta acção de limpeza deve ser permanente, as sedes, antigas sedes dem ser elevadas a categoria de VILA. Só assim se garante com efectividade a manutenção destes patrimonios, de outra forma não vejo. Estas sedes devem ser o lugar de eleição, de visita obrigatorio.
    Quem vai apoderar da ideia??
    Aurelio MArtins!!!

  3. Bodji Vé

    19 de Junho de 2011 as 6:35

    Agostinho Neto ou Rio de Ouro?
    Existirá alguma parte em Angola com nome de um Santomense?
    Porque será que somos tão subservientes ?
    A febre da revolução já passou.
    Sejamos práticos e lógicos.
    Bom dia.

    • nho codjola

      19 de Junho de 2011 as 8:47

      ola!meu amigo,qual é o mal que,tu encontras-te,da roça ter este, nome.

      • Bodon Culu

        21 de Junho de 2011 as 16:02

        A resposta a tua pergunta está no meu primeiro texto. No caso de não querer ver, embora grave, é da tua inteira responsabilidade e não há nada a fazer.
        Adeus amigo e boa leitura.

  4. condores

    23 de Junho de 2011 as 21:50

    caro amigo Bodon, não tens nenhum comentário a fazer acerca da inicitiva dos jovens residente ali?

  5. António Ferreira

    27 de Junho de 2011 as 23:24

    O Importante não é o nome, mas o sistema implantado.Lembro-me que passava sobre uma ponte antes de Guadalupe que tinha inscrito Rio do Ouro. De facto tratava-se de uma unidade de produção com preocupação em investimentos, com qualidade em todo um conjunto de vertentes que carecia melhorar no pós independencia. Havia abuso/exploração de mão de Obra vinda das outras colónias!
    Louvo os jovens que tiverama a iniciativa de limpeza e talvez chamava atenção dos governantes no sentido de introduzirem nos currículos escolares a área ambiental e limpeza para que as novas gerações contribuam para um país melhor

  6. oswaldo octávio caeiro moura trindade

    4 de Março de 2014 as 11:37

    Nasci na Roça Rio do Ouro e sempre me referi a ela no seu nome original.É evidente que nada me move contra uma ilustre pessoa como era o Dr.Agostinho Neto,antes pelo contrário.Mas não me levem a mal se preferir que se tivesse mantido o nome de Rio do Ouro,de que guardo belas recordações principalmente das pessoas que lá viviam.

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