Angola detém jornalista por reportagem sobre onde de desmaios em massa

A denúncia é feita pelo Comité de Protecção dos Jornalista, com sede em Nova York. Num comunicado enviado ao Téla Nón, a organização internacional, diz que as autoridades angolanas devem explicar a prisão e detenção incomunicável na terça-feira dia 2 de Agosto, de um jornalista de rádio por informar sobre uma onda nacional de desmaios em massa.

Angola detém jornalista por reportagem sobre onde de desmaios em massa

Nova York, 5 de agosto de 2011 – Autoridades angolanas devem explicar a prisão e detenção incomunicável na terça-feira de um jornalista de rádio por informar sobre uma onda nacional de desmaios em massa, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

“A prisão do jornalista Adão Tiago destaca a obsessão do governo angolano com o controle da informação e em ditar a narrativa, em vez de se concentrar em abordar uma séria crise nacional” disse o coordenador do CPJ para a defesa dos jornalistas na África, Mohamed Keita. “Pedimos às autoridades angolanas que expliquem a prisão de Tiago imediatamente”.

Desde abril, mais de 800 pessoas, a maioria comporta por alunos adolescentes, desmaiaram depois de se queixarem de dor de garganta e nos olhos, falta de ar e tosse, divulgou a emissora dirigida pela Igreja Católica Rádio Ecclesia. Em meio a novos relatos de substâncias tóxicas não identificadas, o ministro do Interior Sebastião Martins ordenou uma investigação sobre as causas na semana passada;  e, na terça-feira, o porta-voz do partido governista Movimento Popular para a Libertação de Angola, pediu aos cidadãos que pudessem ajudar a resolver a questão de alguma forma que se apresentassem, de acordo com relatos da imprensa local.

No mesmo dia, quatro policiais apreenderam o repórter da Rádio Ecclesia, Adão Tiago, na capital, Luanda, pela divulgação em 29 de julho do desmaio de 20 estudantes em uma escola local onde ele ensina inglês, segundo jornalistas locais. Tiago foi preso sem  mandato judicial em frente  aos seus alunos, levado à delegacia de polícia sem nenhuma explicação, e detido incomunicável por 23 horas, contou mais tarde ao CPJ. Um detetive da polícia o questionou sobre o motivo de ele ter divulgado o incidente, disse Tiago. De acordo com a pesquisa do CPJ, a Rádio Ecclesia trabalha sob intensa pressão do governo e autocensura.

No dia em que Tiago foi preso, Rui Pires, médico que trabalha para o ministério da Saúde, culpou a “histeria coletiva” e cobertura sensacionalista da imprensa pelos desmaios, de acordo com informações da imprensa.

http://www.cpj.org/africa/angola/

O CPJ é uma organização independente sem fins lucrativos sediada em Nova York, e se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.

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    Diaspora Responder

    Isto são flores para os Santomenses na diáspora e um alerta aos jornalistas de S.Tomé.

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    Adolfo Responder

    Até quando esta gente vai aprender a viver em democracia respeitando a opinião alheia e valores caracterizadores da essência democrática? Um país que tem trilhado, ultimamente, um projecto robusto de desenvolvimento económico e social, continua a permanecer neste caminho porquê?

    Adolfo

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    ADELINO DOS SANTOS Responder

    Nessas altura os jornalistas têm que ter ideias construtivas para resolvermos o problema

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    Salopessa do Bailundo Responder

    Qual é a razão da detenção deste jornalista?Será q o Governo tem a ver com esta onda de desmios no país?E se não porque o deteram?Um país q se acha Democratico ja não se pode ter liberdade de explessão?Q vergonha!

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    MÉ SOLO Responder

    Infelizmente o Homem foi preso, aí somos mais pacíficos, apenas perseguimos e exoneramos.

    Viva liberdade de imprensa.

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    peacocks Responder

    yes my friend this is Africa.that’s it

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