ELE TEM UM DIPLOMA

O Francisco Esperto, irmão mais velho do Júlio que tinha uma bucha, enveredou por caminhos diferentes, tendo-se realizado por via académica. Em vez da boa conta bancária como a do Júlio, ele tem um diploma.

Digressionando seriamente sobre a ficção

Sempre que me lembre, tento colocar-me no lugar da pessoa sobre quem falo. Repetindo muitas vezes, quase que se vai tornando natural em mim. Por isso vou olhar para mim próprio antes do Francisco Esperto.

Depois de terminar o nível pré-universitário, na altura o 11º ano de escolaridade, estive anos no país aguardando que me fosse concedida uma bolsa para continuar os estudos. Via chegar colegas de férias ou com cursos terminados. Eu verificava que alguns se faziam despercebidos ao passarem por mim e já não me cumprimentavam ou faziam-no com distanciamento. Isso aumentava a minha sensação de desconforto por não estar a progredir na vertente a que me dediquei: estudo.

Quando vim a Portugal para continuar os estudos, vi colegas que me transmitiam o ar da sua superioridade por se encontrarem muito tempo antes de mim no lugar onde queríamos todos estar. Quando não me falavam, eu considerava o facto justificado: querem fazer parecer que o maior tempo de permanência num país mais avançado dá uma importância superior.

Nunca mais parei de pensar na importância pela aparência.

Porquê que nos dirigimos com mais cuidado às pessoas com melhor aparência?

Porquê que uma cor mais agradável na indumentária melhora tanto o bem-estar do portador?

Porquê um físico considerado bonito desperta tanta atenção de outras pessoas?

Porquê que as senhoras que compravam cestos para lavar izaquente caprichavam tanto podendo dar mais uma moeda pela beleza artística de um cesto de igual dimensão e da mesma solidez que os outros?

A natureza ter-nos-á concebido com necessidade de consumir aparências? Acredito que sim.

Acredito que as pessoas que viajam; que conseguem uma promoção profissional; que tenham aumento salarial; que atinjam o estrelato em actividades desportivas ou culturais ou que alcancem um diploma certificativo de nível académico, tendam a adoptar uma aparência que condiga com a sua nova condição.

Vejo duas formas muito distintas de lidar com essa nova necessidade, ou, seja a necessidade de nova aparência.

1.       A boa: a pessoa trata de aprender a bons modos à mesa, bons hábitos de leitura e modos agradáveis para lidar com todos os novos e antigos admiradores sem deixar de ser respeitado pelos outros.

2.       A má: a pessoa não descobre formas airosas de apresentar a sua nova condição, então opta por levantar o nariz, evitar comunicar com os outros e muitas vezes se lhe ouve dizer: “Eu não dou confiança.”

O nosso conterrâneo, Francisco Esperto, teve uma bolsa de estudo concedida pelo governo, para estudar Engenharia Civil num país europeu.

O futuro engenheiro fazia o curso com dificuldades impostas pela diferente pronúncia dos professores e dos colegas, pelo baixo rendimento que a marginalização provocava e como os seus modos eram pouco cuidados, isolado se sentia.

As saudades da terra eram imensas!

Quando a mãe conseguiu pagar uma viagem para que o nosso futuro quadro regressasse de férias ao país, a sensação foi a de quem voltava a conseguir respirar.

O Francisco já tinha ouvido falar de pessoas que foram criticadas pela sociedade por não parecerem quem tivesse estado no estrangeiro dada a simplicidade com que se apresentavam. A PRÓPRIA SOCIEDADE EXIGE APARÊNCIAS. Até alguns amigos dos pais convidavam-no para as festas e passeavam com ele de carro para se mostrarem na companhia do “futuro Engenheiro que estuda na Europa”.

Falando da apresentação, as roupas procedentes de um país europeu, facilmente se sobrepunham à média da qualidade e da aparência das do mercado são-tomense. O pior era o saber estar e a riqueza do conteúdo exigida na comunicação ao “futuro Engenheiro que estuda na Europa”.

Além dos conhecimentos técnicos de Engenharia, que outras luzes se poderia esperar do Francisco nas condições sociais em que ele esteve a viver no estrangeiro?

Como ele teve que manter a aparência, levantou o nariz e comunicou muito pouco com os antigos amigos para evitar banalizar ou mostrar a vulgaridade da sua imagem que tanta expectativa gerara.

O Francisco terminou o seu curso e voltou à STP com o diploma de Engenheiro Civil. Aos colegas com quem estudou no liceu e que muitas dúvidas lhe esclareceram nos intervalos, o cumprimento passou a ser distante e de forma despersonalizada se os seus cursos não fossem superiores. Talvez seja escusado dizer que menos atenção ou nenhuma era dada de forma humanizada aos operários com quem trabalhava e às outras pessoas não diplomadas.

O nosso Engenheiro passou a lidar com pessoas do seu nível académico, as que tivessem reconhecidamente algum dinheiro ou as que estivessem no governo. A sua maior irritação foi ver um indivíduo sem curso superior a ser colocado como deputado, quando ele, no mesmo partido, aguardava por essa oportunidade para iniciar a sua ascensão na carreira política que lhe proporcionaria segurança económica para ostentar a sua aparência. Pois, ele tem um diploma.

A questão do nosso Júlio provoca em mim várias dúvidas:

  • Se tratássemos de nos fazer respeitar pelos outros e nos déssemos vem com todos, não aumentaríamos o prazer de estar em vida?
  • Quem se distancia dos outros para manter a aparência de pessoa importante, não estará a perder a oportunidade de partilhar com os outros o que há de encantador em cada ser humano?
  • Quem se forma academicamente não devia estar mais tempo disponível a fim de contribuir para o desenvolvimento das pessoas são do seu país?
  • Não seria mais agradável aos turistas e rentável para nós, verem um país onde o povo tem a consciência de preservação de harmonia ambiental e social?
  • Os doutorados não deviam sentir como dever cívico contribuir para essa consciencialização?
  • Fazer o curso com a bolsa de estudo fornecida pelo estado que é representante e zelador pelo bem do povo e acabar por se distanciar das preocupações com o povo não é motivo para reflexão?
  • Se nos distanciarmos dos outros pela criação de boa aparência e contribuirmos assim para insucesso do desenvolvimento, lá no fundo o que ficamos a parecer?
  • Devemos avaliar as pessoas, nas lides políticas pela sua dedicação honesta às causas sociais ou pela sua habilitação académica?
  • O diploma do Francisco será uma mais-valia para a Engenharia ou para a política em S.TP?

Sabemos que as pessoas com maior habilitação literária têm de forma geral mais facilidade para gestão das causas sociais. Todavia, não devemos identificar o mau ou o bom pela posse ou não de um diploma, mas pela revelação do carácter de cada um.

Vamos pensar com lucidez, agir com liberdade responsável no sentido do bem comum e prosperar

Horácio Will

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    Sabedoria III Responder

    Este conterrâneo tem feito a sua parte para um melhor STP. O que de facto é real, é que a ignorância não é somente amiga de analfabetos. Ela por vezes tem mais ligação com pessoas letradas, com diploma!(?). Só que tais indivíduos, deixam-se levar pela “boleia” do orgulho e da insensatez, ao pensarem que são gente, quando na realidade, precisam de muito ainda aprender para que sejam gente no verdadeiro sentido da palavra.
    Que Deus nos ajude a contribuir com lucidez e significado no desenvolvimento do nosso querido São Tomé e Príncipe.

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    quintiliano dos santos Responder

    oh will vai directo estais a dar muita curva força companheiro

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      De Longe Responder

      Quintilhano
      O Will podia dizer apenas:
      Todos os que têm formação e não partilham com os que menos têm, contribuem para a manutenção do obscurantismo e consequente subdesenvolvimento do país e correm o risco de serem umas inutilidades caras e indevidamente pagas.
      Seria a verdade toda dita sem ser um artigo de opinião convidativo à reflexão para ser uma vã determinação individual caída no vazio.

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    Zequentxi Responder

    Caro Will
    Muito bom artigo e com visao muito real daquilo que somos. Força will por esta tua capacidade.
    Abraço. Oviana

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    HLN Responder

    Caríssimo
    Horacio Will

    Este artigo é de extrema importância, parabéns.
    Gostaria que todos ditos académicos, doutores e engenheiros Santomenses lessem e refletisem essa situação.
    Acho que vêm essa situação como mudança de Mentalidade e os que a mentalidade não mudou não pode partilhar os mesmo espaço nem as mesma conversa por isso tem aquela suprema expressão,Não dou confiança.

    Mais uma vez parabéns tenho a certeza que esse artigo identifica com muita personagem de diversos níveis sociais pelo menos comigo identificou.

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    Mabutú Responder

    yha…bem falado…não obstante ter um diploma superior que me dá o direito de aniquilar e afastar outras pessoas, porque por mais que seja rico ou estudioso, vou a casa de banho, sento-me com nádega, depois de morto vou ao pó e o pior de tudo, limpo depois de necessidades absurdas, com minhas próprias mãos…..kikikikiki…embora não sejamos iguais, somos todos semelhantes.

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    Francisco Ambrósio Agnelo Responder

    Como é de nosso conhecimento,a sociedade São-tomense sempre teve a dificuldade em lidar com os mais fracos,indígno,pobre,etc.Foi desde sempre caracterizada pelas familhas que possuíam bens.Portanto,os seus filhos tinham a possibilidade de chegar a Europa e dar sequência ao estudo.Oposto a isso,são as nossa famílias que lutavam contra a miséria para que um dos irmãos fosse por diante.Assim sendo,a nossa família era aceite pela classe dos poderosos.O distanciamento do detentor do Diploma em relação ao outro que não possui,indica a supremacia.Está inscrito na lei da diferença; o Ser é importante quando lhe é exigido ser igual ao próximo.Certo Ser é importante até certo limite, pois a partir daí começa a liberdade do outro.Este que alimenta da ideologia ser “importante” será julgado pela própria sociedade.

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    Carlos Ceita Responder

    Meu caro Horácio Will quando isto acontece estamos perante uma gritante falta de valores. Este comportamento a par de muitos outros defeitos humanos é um fenómeno que ultrapassa as fronteiras da nossa terra. Há coisa tão elementares como humildade que não se aprendem nas Universidade. Diz-se que é do pequeno que se torce o pepino. A boa educação ou a falta dela começa em casa. E para os académicos arrogantes que acham que sabem tudo ou que tem a solução para tudo recomendo-lhes a sabedoria e a simplicidade do Lula da Silva.

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    Ogimaykel da Costa Responder

    Grande reflexão! Meus parabéns!
    Isso é o que tem acontecido no país, infelizmente. Mas acho que esse “isquindin” não é típico Santomense; é dos Europeus. E nós como gostamos de copiar tudo que é do pior, seguimos-lhes. Quem alguma vez já viveu na Europa sabe que muitos Europeus têm duas personalidades, têm duas caras e dão muita importância à aparência, fingem passar por quem não são.
    Que nós passemos a ser autênticos; ser nós próprios. Aliás somos STP (Somos Todos Parentes). Ondgi nón coiê mánha cé, nón cá legué-êêêêê!

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    helder leitão Responder

    Gostei do artigo, é de louvar, é isso que realmente devemos analizar e caracterizar o ser humanos, porquê que somos assim. E nesse artigo ja explica o Porquê.
    Continua que gosto muito dos seus artigos.

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    Celsio Junqueira Responder

    Carissimo H Will,

    Mais um texto e brilhantemente reflexivo.

    Todas as perguntas fazem sentido e deve ser motivo de analise para que o Pais e o Povo reflicta sobre o que deseja dos seus quadros.

    Nao entendo o desfile “Pavoneado” dos Diplomados Santomenses nem no exterior e muito menos no arquipelago.

    Acredito que o que distingue os Homens sao sobretudo o caracter e a bondade para com o proximo.

    Saudaçoes fraternas

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    Seja inteligente Responder

    Excelente. Tomo a liberdade de comentar este grande artigo porque tambem me identifico com o tal Francisco. Tambem tenho um curso superior mas vivo no estrangeiro. Ja fui varias vezes de ferias para S. Tomé e vi a pouca vergonha que lá passa, com relação a este assunto. Os ditos doutores, todos armados em superiores, o que no meu entender não passam de pobres de espirito e desenrascados. Tambem acho que, o facto de ter um curso superior não quer dizer que sou superior aos outros, deve sentir vergonha quem assim pensar. Tive que me ralar bastante nas obras em Portugal para me formar, pagando sempre os meus estudos, não houve ca pai, mãe ou estado que me ajudasse nesta fase superior dos estudos. Mas isso não me dá o direito de chegar em S.Tomé e menosprezar os outros. Estou certo que a nossa humildade e simplicidade contribui mais para o desenvolvimento do nosso país doque essas tendencias vãs que só desprestigia a nós os ditos formados.
    Ao senhor Will, que teve a pertinencia de salientar este comportamento incorrecto da nossa sociedade Santomense, um grande bem haja.

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    Digno de Respeito Responder

    Caro Will,

    Excelente, excelente mais uma vez brindas com um cálice de palavras sábias que (talvez)difícil de digerir em alguns estômago santomenses. Mas, é a nossa realidade (pouco ou nada assumida por algumas figuras) da nossa praça.

    Faz-me lembrar a recente visita que fiz a STP e deparei com pouco dos antigos colegas de liceu. Hoje parece-me que ocupam cargos de “senhores fulano e tais”. Uns licenciados, outros sei que não terminaram a licenciatura e por algum motivo regressaram ao País como se terminados, outros ainda com curso feito no Pais. Só a postura desses senhores (ex-colegas), causou em mim alguma tristeza. Transpareciam pessoas ignorantes, iletradas quanto quem nunca teria passado pelo ambiente académico.

    Perante a situação, olho para mim e questiono. Qual o motivo de comportamento de distanciamento entre as pessoas se somos todos iguais?!! Eut também sou formado mas, isso não invalida que não fale ou não conviva com os meus semelhantes (entenda-se, pessoas comum)
    O que interessa é o respeito que as pessoas devem ter uma para com outras e nada mais porque todos nós somos válidos e úteis à sociedade. Existe alguém que não sendo pescador, conheça o segredo do mar e consiga profissionalmente capturar peixe para abastecer o mercado?! Portanto, tanto o pescador, palaîe e os senhores portadores de cursos de licenciatura são válidos e nenhum tira lugar ao outro pelo que fazer ou sabem melhor fazer.

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    ZR Responder

    Muito bem feito este artigo. Realmente esse fenómeno esta como uma febre para os nossos jovens Santomenses. Deveriamos se me permite Senhor Will, ir mais longe, deviamos promover debates, e encontros jovenis para alertarmos os nossos jovens para esta doença. Em meu entender, isso é muito grave, até vou mais longe é a morte de uma geração ( ganançias, autoridade, indeferença, e desprezo pelos outros). A outras formas de expressarmos as nossas qualidades, jovens de S.T.P.

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      Horácio Will Responder

      ZR
      Estou a trabalhar dentro das minhas limitações.
      Os debates deviam ser organizados por pessoas que estão posicionadas no topo do Ministério de Educação e Cultura (não sei se ainda é assim designado o ministério). Tornava fácil porque são pessoas que ganham para isso e têm mais disponibilidade que nós. Pior é se ao chegarem lá as pessoas decidirem apostar na inutilidade da aparência. Pois, a boa aparência seria mostrarem humildade e trabalho feito junto do povo a que têm obrigação de representar.
      Por outro lado podia-se criar associações de boa vontade popular para colamtar algumas falhas dos governantes, mas temos visto tanto oportunismo em algumas associações que às vezes assusta pensar nisso. Espero que de alguma maneira possamos caminhar. Lá iremos se quisermos todos.

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    Digno de Respeito Responder

    Caro Will, boa ideia. E parece-me oportuno e viável. Mas isso de oportunismo não é tão linear. Basta criar regras de deceminação dos aspectos nefastos ao seu desenvolvimento. Apenas quero alertar-lhe que pouco são os santomenses que têm a cultura de associativismo, voluntariado e de boas práticas sociais. Estudo esse fenómeno social e posso lhe dizer que quanto a sua aplicação em STP, temos muito que trabalhar para a aplicação de boas práticas sociais. Para um País como STP, basta ter uma sociedade civil organizada por classes em defesa do bem comum para alavancarmos a nossa imagem identitária.

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    Coisas & Lugares Responder

    Coisas & Lugares – (23-08-2011) – Caro senhor e amigo Wil, rendo-me as evidências perante o tema elaborado por sí, com qual identifico-me.Convem lembrar que num dos comentários por mim proferidos acerca de um ano no Tela Non, havia dito:A Universidade é um ponto de partida e não de chegada. Resta-me dar-lhe parabens e votos de um bem estar do tamanho do mundo e que o meu amigo,bem como os outros corajosos e bravos filhos atentos deste nosso belo País continuem a nos brindar com sabores literários e não só. Entrando um pouco no capítulo que tem a ver com o comentário do artigo em questão devo muito honestamente dizer que o trabalho ora apresentado é bastante rico no conteúdo, apelativo e se quizermos reflesivo com uma visão virada para a sociedade.Do ponto de vista criticoÉ um recado que debruça profundamente na norma comportamental de alguns quadros sao Tomenses mal preparados para a estrada da vida,dirigindo-se mais concretamente a nossa elite social.No fundo poderá efectivamente contribuir para minimizar as grandes dificuldades que o homem Santomense tem em trazer estas preocupações ao forum dos debates das grandes questões nacionais e que empobrece cada vez mais as nossas mentes e nosso dia-à-dia enquanto nação.Peço a permissão ao actor do texto para acrecentar algo mais no artigo em apreço,esmioçando o nome do personagem, que se bem entendí e sem querer ferir a susceptíbilidade de ninguém.Eu pessoalmente o chamaria de “CHICO ESPERTO”, para simplificar ainda mais as coisas, ao em vez de Francisco Esperto, onde estou convencido que através do qual iremos todos colher muitos ensinamentos na partilha da experiência em que muitos Chico(as) Espertos(as) estão submetidos e servissem para o bem comum.Porque as aparências iludem! Coisas & Lugares.

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    Horácio Will Responder

    O Francisco já era sugestivo de Chico mas ficaria ofensivo se fosse mesmo Chico. Tenho o propósito único de sensibilizar todos os conterrâneos para os nossos males que fazem atrasar a terra que queríamos desenvolvida. Como todos somos necessários, quero que todos se apercebam que a minha estima por cada são-tomense é do tamanho do mundo. Espero que as pessoas não se sintam atingidas, mas que se concentrem apenas nos aspectos passíveis de correcção. Todos somos bons para nós e para os oputros. Melhores seremos se corrigirmos os nossos pontos fracos.

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