Relato sobre a II semana de São Tomé e Príncipe no Brasil

Caros leitores da Telanon, ao longo da semana passada, o Núcleo dos Estudantes Santomenses de Minas Gerais, e algumas professoras da Faculdade da Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, organizamos a II Semana Cultural de S.Tomé e Príncipe no Brasil.

II Semana Cultural de São Tomé e Príncipe no Brasil que aconteceu de 16 a 20 de agosto, no Campus da UFMG Pampulha, na cidade de Belo Horizonte através das atividades programadas de apresentações temáticas e debates, o evento proponha refletir sobre estratégias, práticas e procedimentos para promover o conhecimento sobre São Tomé e Príncipe, sua cultura e sua gente.

Ao longo das palestras percebemos que a afluência das pessoas foram poucas, apesar de reconhecermos o potencial dos palestrantes e a relevância dos temas discutidos. O balanço foi positivo, e acreditamos que o caminho é este que temos que seguir, e só assim conseguiremos difundir e confrontar idéias sobre duas culturas e dois povos tão semelhantes e distantes.

Com a realização da semana pudemos trazer um pouco mais da nossa cultura até a universidade, e mostrar São Tomé e Príncipe além do que a mídia mostra para mundo. Como estava previsto nas atividades propostas para semana, realizou-se exposição de objetos provenientes do nosso país como: trajes típicos livros de autores nacionais, CDs de musicas tradicionais e outros objetos que representam a nossa realidade.

Foram realizadas também palestras sobre temas relativos á São Tomé e Príncipe, como turismo, petróleo, cultura, educação.Para o encerramento, realizou-se uma noite gastronômica com pratos típicos ao som de musicas africanas. Eventos como esses são sempre louváveis, pois a partir dos mesmos nós estudantes santomenses no exterior, podemos fomentar o nosso senso critico, formando assim uma massa critica para que juntos possamos encontrar soluções para os crescentes problemas sociais, políticos, econômicos etc. que o nosso país se depara atualmente.

Por outro lado percebemos que temos que agir, apresentando estratégias claras e programar elas. Também esta semana provou que nós como africanos no exterior temos que divulgar mais a nossa cultura e demonstrar que somos capazes de contribuir para o desenvolvimento do nosso continente.

Mesmo que nos últimos tempos ele tem sido motivo de aparecimento na mídia não pelas boas ações mais por coisas muito ruins, pelos conflitos armados, fome, problemas sociais.

Mas perante este cenário, chegou o momento de cada um de nós fazermos o possível nas nossas áreas afins, começando a apresentar soluções para tirar o nosso país, S.Tomé e Príncipe do estado que se encontra. Estudamos num país que atualmente é uma das maiores economias mundiais, que tem uma cultura vasta, e que o mundo tem falado muito no sentido positivo, vamos levar o que vemos e o que aprendemos de bom no Brasil ao nosso país.

Como estudantes, temos que sim ser capazes de fazer analise e apresentar soluções, credíveis e pertinentes. Temos que encontrar ou criar um canal de comunicação junto às autoridades santomenses para o melhor contribuir para o desenvolvimento de S.Tomé e Príncipe.

Aos nossos amigos brasileiros quero fazer seguinte apelo, vamos conversar mais discutir mais sobre África. Comecem a pensar o que de África vocês sabem? O que precisam saber e o que querem saber? Quais os apoios que os africanos residentes no Brasil, podem dar neste sentido.

Quero aqui apresentar os meus agradecimentos a Anitilza Laby Neves, Chris Allen Barroso, Lusibety Trigueiros, Jordana Pinheiro, Graziella Medrado, Professora Aracy Martins, Professora Vanessa Araujo, Nilma Lino Gomes, Cláudia Vóvio, Ednéia Gonçalves, Professora Samira Zaidan, Diretora da FAE-UFMG, e a comunidade estudantil santomense em Belo Horizonte: Balmer Nascimento, Nilton Lima, Djano Sousa, Giminey Lima e Joel Afonso.

Não esquecendo de todos os outros que desde iniciou apoiaram esta iniciativa como Gilberto do Rosário, Jedson Carvalho, Carlos Miguel Amado, Ederlise Carvalho, Aguel Bengala da Cruz, Filipe Bandeira, Abdelai Lima, Helmer Neves, Belinazir Esperito Santo e Rodney Sousa, que impossibilitados de estar presentes sempre deram forças. Agradecimentos extensivos a Casa África de Belo Horizonte, na pessoa do Cônsul honorário do Senegal na capital mineira, Ibrahima Gaye e todo coletivo, Universidade Federal de Minas Gerais, e vários departamentos e faculdades que abraçaram este projeto.

Abdelasy de Sousa

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    Malapetema Responder

    Muito bom, força aos estudantes santomenses na diáspora.Estão a mostrar que mesmo passando por dificuldades financeiras, eles querem ser os verdadeiros embaixadores de S.Tomé e Principe.

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