OMS diz que países pobres podem combater doenças crônicas com medidas baratas

Os países mais pobres poderiam introduzir medidas para prevenir e tratar milhões de casos de câncer, doenças pulmonares e cardíacas, diabetes com apenas US$ 1,20, ou R$ 2,11, por pessoa por ano, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) no último domingo. 

Num estudo publicado na véspera da primeira reunião de alto nível das Nações Unidas sobre doenças crônicas, ou não transmissíveis, a OMS afirmou que há muitos meios baratos que os governos poderiam adotar para combater doenças potencialmente fatais.

Doenças não transmissíveis – como ataques cardíacos, derrames, cânceres, diabetes e doenças crônicas respiratórias, são responsáveis por mais de 63% de todas as mortes do mundo, matando 36 milhões de pessoas por ano. 

A OMS prevê que a epidemia global de doenças não transmissíveis acelerará nas próximas duas décadas, tanto que, em 2030, o número de mortes por essas doenças poderia alcançar 52 milhões por ano.

Doenças não transmissíveis são, muitas vezes, consideradas doenças do mundo rico, onde os alimentos gordurosos, o sedentarismo e o alto consumo de tabaco e álcool tornaram-se normais para muitas pessoas.

Mas nas últimas décadas, esses fatores de risco e doenças se tornaram muito mais prevalentes em países mais pobres, onde o acesso a médicos e remédios é limitado, e o conhecimento e comprometimento com a prevenção é desigual. 

A lista de recomendações da OMS inclui medidas que atingem todas as populações, como impostos especiais sobre consumo de tabaco e álcool, legislações que impeçam o fumo em ambientes fechados de trabalho e locais públicos, como campanhas para reduzir os níveis de sal e gorduras trans nas comidas, e programas de conscientização pública sobre como melhorar a dieta e aumentar a atividade física. 

Outras medidas incluem aconselhamento, triagem e remédios para as pessoas com riscos de doenças cardíacas, câncer do colo do útero e imunização contra a hepatite B para prevenir o câncer de fígado. 

Em um estudo separado lançado no último domingo, o Fórum Econômico Mundial disse que o impacto econômico global das cinco principais doenças não transmissíveis – câncer, diabetes, doenças mentais, doenças cardíacas e doenças respiratórias – podem chegar a US$ 47 trilhões nos próximos 20 anos, se nada for feito para prevení-los.

Fonte: O Globo

Por : Leonildo Barreto

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    Anca Responder

    A isso se chama governar(boa governação) para o bem estar da sociedade, das populações,do país.

    Mas em África, ou se quisermos nos países pobres, não há uma preocupação séria em matéria de boa governação.

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