São Tomé e Príncipe vai estabilizar stock de medicamentos com importação a partir de Cabo Verde

Instituições públicas e privadas de São Tomé e Príncipe, estão a estabelecer parceria com o laboratório cabo-verdiano de produção de medicamentos, INPHARMA, com vista a importação garantir a estabilidade do stock de medicamentos. Uma delegação do laboratório cabo-verdiano está a negociar com as autoridades nacionais a execução de um projecto sustentável e vantagens mútuas.

A delegação da empresa cabo-verdiana INPHARMA, visitou esta quarta feira o hospital Ayres de Menezes, onde teve a oportunidade de apresentar os seus produtos a direcção do hospital e ao pessoal clínico.

A apresentação convenceu o sector público. José Luís Director do Hospital Central Ayres de Menezes, manifestou-se confiante no sucesso da parceria com o laboratório cabo-verdiano.

A nível do sector privado, Paulo Lima(na foto), Presidente do Conselho de Administração da INPHARMA, visitou as farmácias de São Tomé e chegou a conclusão que há um importante nicho de mercado, que pode ser atendido com medicamentos made in cabo verde. «Há lugar de facto para que os nossos produtos possam entrar em São Tomé e Príncipe. Estamos neste momento servidos de transporte aéreo com regularidade semanal que nos permitirá por aqui medicamentos com uma certa rapidez, evitando assim muitas delongas no processo de fornecimento», assegurou.

O Presidente da Associação Nacional de Farmácias de São Tomé e Príncipe, também está confiante no sucesso da parceria. Abílio Afonso Henriques, reconhece que a importação de medicamentos a partir de Cabo Verde, traz muitas vantagens para São Tomé e Príncipe. «As vantagens começam por ser a chegada mais célere em termos de abastecimento do mercado tendo em conta a distância mais curta. Temos dois voos por semana com Cabo Verde. E também a produção de Cabo Verde poderá nos oferecer custos menores», pontuou.

A rotura do stock de medicamentos essenciais é comum em São Tomé e Príncipe. Até agora o abastecimento do mercado são-tomense em medicamentos está dependente da importação a partir de Portugal.

A empresa cabo-verdiana INPHARMA, que produz 73 tipos de medicamentos, segundo a Associação das Farmácias de São Tomé e Príncipe, oferece oportunidade única para estabilizar o stock de medicamentos. «O nosso governo está a preparar-se para tentar formar no país uma central de aprovisionamento de medicamentos essenciais, o que irá regular o fornecimento de medicamentos ao país. Achamos que o INFARMA está em condições de ser um parceiro privilegiado neste processo de mudança que o governo quer implementar no sector dos medicamentos», acrescentou Abílio Afonso Henriques.

A par do fornecimento de medicamentos, a INPHARMA, quer ajudar o sistema nacional de saúde a melhorar a fiscalização de qualidade dos medicamentos que chegam ao país. «Temos outra valência que é o laboratório de controlo de qualidade que poderá de certa forma prestar algum serviço a São Tomé e Príncipe. São Tomé recebe muitos medicamentos em donativos e outros tipos de compra que são feitos no exterior, podermos por o nosso laboratório de controlo de qualidade que é internacionalmente acreditado, ao serviço de São Tomé, para que possa ter segurança nos produtos que está a consumir», garantiu Paulo Lima.

Dentre os 73 tipos de medicamentos que o laboratório cabo-verdiano pretende colocar no mercado são-tomense, destacam-se xaropes para tratamento de infecções respiratórias, como o cotrimoxazol e outros, assim como comprimidos para tratamento de doenças cardíacas como o captopril, etc,etc.

Note-se que em termos de cuidados de saúde, São Tomé e Príncipe importa tudo. Desde o algodão até a água oxigenada.

Abel Veiga

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    Nikilay Monteiro Responder

    Uma boa parceria.STP pode támbem ter uma idustria farmaceutica.

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    luis Responder

    Exelente noticia, que as medidas sejam beneficas para a população pois bem as merecem.

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    Francisco Ambrósio Responder

    Com o país desacreditado como é o nosso caso, vale todo.
    Dissemos que sim, porque precisamos, mas é submisso.
    Homens São tomense! Põem as mãos na consciência, procuram alcançar o que é essencial para o nosso País.

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    Isidoro Porto Responder

    CITAÇÃO:«As vantagens começam por ser a chegada mais célere em termos de abastecimento do mercado tendo em conta a distância mais curta. Temos dois voos por semana com Cabo Verde. E também a produção de Cabo Verde poderá nos oferecer custos menores», pontuou.FIM DE CITAÇÃO

    Custos menores? Tenho as minhas dúvidas pois, regra geral, os custos de produção nos nossos países são mais caros que no ocidente e os seus aliados ( Energia, água, peças de reposição, matérias primas, know-how especializado, etc, etc). Pelo que sei INPHARMA é uma sociedade privada mista espanhoalo-caboverdiana. Se realmente forem mais baratos, serão bem vindos, não esquecendo a bandeira da coperação SUL-SUL.

    Também temos dois voos LISBOA/STOME/LISBOA por semana (1 da TAP e outro da STP AIRWAYS) e a horas de voos Sao Tome/Lisboa e Sao Tome/Praia nao diferem muito entre si. Por isso os ganhos em celeridade de transportacao me parecem infundados.

    Esta troca de fornecedora e transportadora não acrescenta nem um centavo ao PIB de Sao Tome e Principe. Cabo Verde ganha com o fornecimento, Angola com a transportação e São Tomé tanto gastará tanto com a compra dos medicamentos, como com a transportação dos mesmos.

    Para que esta troca de fornecedora e transportadora possa acrescentar algo ao PIB de São Tomé e Príncipe, sugiro que o Governo e outros atores influentes em matéria diplomática TRIPARTIDA (Angola/Cabo Verde/Sao Tome e Principe) acordem que o trajecto de LUANDA/SAO TOME/PRAIA/SAO TOME/LUANDA seja operado de forma sincronizada pelas duas companhias congeneres (pela TAAG no troço LUANDA/SAO TOME/LUANDA e pela STP AIRWAYS no PRAIA/SAO TOME/PRAIA, às segundas e sextas-feiras).

    Assim, as segundas e sextas-feiras, a STP Airwairs transportará os passageiros e carga de PRAIA a SÃO TOMÉ e seguirão para Luanda via TAAG. Uma hora depois, a STP AIRWAYS regressará à LISBOA via PRAIA, transportando passageiros e carga vindos de Luanda com destino a PRAIA. No regresso da STP AIRWAYS a LISBOA o troço PRAIA/LISBOA não será comercial.

    Desta forma, nesta simples troca de fornecedora e transportadora de medicamentos, 4 países ficarão a ganhar:
    1- ANGOLA ganhará com transporte de passageiros e carga de LUANDA/SÃO TOMÉ/LUANDA pela TAAG e o abastecimento de combustíveis aos aviões da TAAG e da STP AIRWAYS nesses dois 4 voos semanais;
    2- CABO VERDE ganhará com a venda de farmacos via INPHARMA;
    3- SÃO TOMÉ E PRINCIPE ganhará com a transportação dos medicamentos, passageiros e outras cargas , pela STP AIRWAYS;
    4- PORTUGAL perderá parte do mercado de fármacos em São Tomé e Principe, mas em contra-partida, ganhará com a transportação dos medicamentos, passageiros e outras cargas via EuroAtrantic, sócia da STP AIRWAYS no troço PRAIA/SAOTOME/PRAIA;

    Do meu ponto de vista, só assim será possível São Tomé e Príncipe ganhar algo com esta nova oportunidade, baseada na cooperaação concreta entre esses 4 países da CPLP ou seja “MATANDO 4 COELHOS COM UMA SÓ CAJADADA”.

    Está lançado o repto e só espero que QUEM DE DIREITO possa fazer tudo para que este sonho possa se transformar em realidade, para o bem de STP.

    Nesta matéria, os santomenses devem ter uma visão nacionalista que persiga SIMULTANEAMENTE, uma cooperação SUL-SUL, de países irmãos e que traga algum valor adicional ao PIB nacional. Não importa que a STP AIRWAYS não seja uma sociedade 100% santomense. Ela é de bandeira nacional e ao participar na transportação de medicamentos e passageiros entre os dois países haverá, ainda que pouco, crescinmento da riquesa nacional com entrada de umas poucas e importantíssimas divisas na economia santomense.

    De outra forma, esta oportunidade não terá nenhum valor acrescentado ao PIB santomense.

    CITAÇÃO; «O nosso governo está a preparar-se para tentar formar no país uma central de aprovisionamento de medicamentos essenciais, o que irá regular o fornecimento de medicamentos ao país.
    Achamos que o INFARMA está em condições de ser um parceiro privilegiado neste processo de mudança que o governo quer implementar no sector dos medicamentos», acrescentou Abílio Afonso HenriquesFIM DE CITAÇÃO

    CITAÇÃO:«Temos outra valência que é o laboratório de controlo de qualidade que poderá de certa forma prestar algum serviço a São Tomé e Príncipe. São Tomé recebe muitos medicamentos em donativos e outros tipos de compra que são feitos no exterior, podermos por o nosso laboratório de controlo de qualidade que é internacionalmente acreditado, ao serviço de São Tomé, para que possa ter segurança nos produtos que está a consumir», garantiu Paulo Lima.FIM DE CITAÇÃO

    Porue razão não foi possível criar uma CENTRAL DE APROVISIONAMENTO DE MEDICAMENTOS, nem a implantar um LABORATORIO DE CONTROLO DE QUALIDADE em São Tomé e Príncipe durante os 36 anos de cooperação estratégica e previlegiada com Portugal? Será que os Laboratórios de controlo de qualidade de Portugal não são internacionalmente acreditados?
    Porque razão STP não nunca vai às fontes, ficando sempre na periferia? Esta attitude não sairá mais caro ao pais?
    Os dirigentes deste país devem perder o medo de ir buscar o know-how às fontes, pois sairá mais barato a nação que precisa poupar cada centavo. Este é o meu ponto de vista.

    22/SET/2011

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