A separação de resíduos sólidos ganha outro impulso

A construção de uma plataforma para a deposição de resíduos sólidos em Penha poderá vir a ser um forte incentivo à separação de resíduos em São Tomé.

Na última segunda-feira, a gestão de resíduos ganhou outro impulso com o arranque das obras da plataforma de deposição diferenciada de alguns tipos de resíduos sólidos. Trata-se de uma ação inserida nos trabalhos de conversão da lixeira de Penha em vazadouro controlado financiada pela cooperação australiana.

As pilhas, óleos, baterias, equipamentos de elétricos e eletrónicos – como TVs, computadores, etc – partilham de uma característica comum que se prende com a perigosidade associada à sua deposição, ou seja, uma vez acabado o seu período de vida útil, alguns dos elementos que os compõem devem ser devidamente acondicionados e tratados de forma a não porem em risco a saúde pública da população.

A plataforma de deposição diferenciada de resíduos permitirá a deposição diferenciada desses e de outros resíduos como, vidro, metais, pneus, monos – objetos de grande dimensão como restos de mobília e outros – numa única estrutura que representará o primeiro ecocentro do País. A sua divulgação junto da população funcionará como um forte incentivo à separação voluntária de resíduos.

A limitação do espaço disponível implica a sua deposição temporária, o que por sua vez representa a necessidade de assegurar o seu transporte para tratamento final de forma que o espaço possa estar disponível para novas entradas. O atraso na retificação de algumas convenções, que regulamentam o transporte fronteiriço de resíduos, obriga a uma identificação atempada dos eventuais interessados de modo a assegurar o seu escoamento. Se para alguns tipos de resíduos o tratamento obriga a uma exportação – com as óbvias dificuldades económicas – o mesmo não se passa com outros cujo aproveitamento pode ser realizado em solo nacional, contribuindo assim para a criação de riqueza.

Em resumo pode se referir que a correta gestão de resíduos deve ser também encarada como um setor ativo da economia – formal e não formal – dado o seu contributo ativo, pelo que os investimentos associados são ativos importantes que não devem ser ignorados.

Artigo escrito no âmbito do projeto “Conversão da Lixeira de Penha em Vazadouro Controlado” executado pela ONG ALISEI com o apoio do Governo Australiano, AusAid.

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    MSN Responder

    Bela iniciativa!

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