Tensão latente entre o Sindicato dos professores e educadores e o Ministro da Educação, Cultura e Formação

“O descontentamento é total no seio dos professores e educadores”. Declaração de Gastão Ferreira, Secretário-geral do Sindicato da Educação. O Ministro da Educação Olinto Daio é acusado de falta de diálogo. Situação que a continuar pode pôr em causa o sucesso do novo ano lectivo.

O novo ano lectivo aberto, há mais de uma semana, poderá conhecer graves sobressaltos, caso o Ministro da Educação Olinto Daio, insista em evitar o diálogo com o Sindicato dos Professores e Educadores. O aviso foi feito por Gastão Ferreira, Secretário-geral do Sindicato dos Professores e Educadores em entrevista ao Téla Nón.

Reunidos na última sexta feira, para analisar a situação da classe docente, os professores e educadores, chegaram a conclusão que se o diálogo e o consenso não prevalecerem nos próximos tempos, o país vai conhecer uma greve geral no sector da Educação.

Tudo porque segundo Gastão Ferreira, o sindicato dos professores e educadores não foi tido nem achado nos preparativos para a abertura do novo ano lectivo. O líder sindical disse ao Téla Nón que «dois meses antes do início do ano lectivo, entregamos uma carta ao ministro da educação chamando a atenção para a resolução de alguns problemas que punham em causa o arranque do novo ano lectivo», referiu.

O sindicato explica que em várias escolas do país não há carteiras para os alunos. «Há turmas que ainda não têm carteiras. Os alunos sentam 3 em cada carteira. Escola de Claudino Faro e outras não têm careiras. Há escolas que não têm quadros. Temos consciência que não se poderia resolver tudo, no entanto o certo seria não iniciar as aulas nestas condições», pontuou Gastão Ferreira.

Giz é outra carência, que o ministro da educação tinha sido alertado pelo sindicato, antes do início do ano lectivo. «Não se aceita que o ano lectivo começa, e que ao professor é dado um giz, para trabalhar durante uma semana», reforçou.

O pagamento de horas extraordinárias do ano lectivo passado, é outra preocupação levantada pelo sindicato na carta enviada ao ministro da educação desde Junho passado e que não teve qualquer reacção do ministro.

O mais grave ainda, segundo Gastão Ferreira, é o facto do ministro Olinto Daio, ter declarado na abertura do novo ano lectivo que não tinha conhecimento de tal reivindicação dos professores e educadores. «A carta enviada ao ministro fazia referência a lei publicada em diário da república, que diz claramente que os professores que trabalham com mais de 60 alunos, beneficiam do desdobramento, ou seja, é-lhes pago um subsídio. Pagamento que vinha sendo feito desde o ano passado», sublinhou o líder sindical.

Com a lei do silêncio instalada no Ministério da Educação, Cultura e Formação, o sindicato chega a conclusão que o Ministro pretende bloquear as acções do sindicato, ao invés de encarar a organização como um parceiro. Segundo Gastão Torres a voz do sindicato também está a ser licenciada nos órgãos de comunicação social estatais.

Após a reunião da última sexta – feira, o sindicato orientou os seus delegados a trabalharem intensamente junto aos professores e educadores no sentido de sensibilizar a classe para os problemas do momento. Gastão Ferreira, garantiu que ainda nesta semana, o sindicato vai solicitar o último encontro com o Ministro da Educação. O sucesso ou o fracasso do tal encontro determinará o destino do novo ano lectivo.

Movimentos de reivindicação adensam no sector da educação. O Téla Nón teve acesso a uma carta dos professores do ensino básico do distrito de Cantagalo, que foram formados no âmbito da cooperação com o Brasil.

Depois de três anos de formação, os professores não foram enquadrados. «Repudiam veementemente a postura do Ministério da Educação e Direcção de Ensino Básico pelo facto de se posicionarem como se não percebessem, que foram Formados os professores, uma vez que os mesmos principalmente os de Cantagalo, estarem até presente data sem serem enquadrados e nem sequer remunerados na qualidade de professores Formados. Agudizando ainda o nosso constrangimento, fomos informados que os colegas de Caué foram enquadrados e por conseguinte já recebem as devidas remunerações, graças ao empenho da delegação de Educação de Caué, enquanto a Direcção do Ensino Básico, ficou indiferentes as nossas situações. Se somos todos divulgadores dos valores da cidadania e justiça, por que aplicar tal injustiça?», interrogam os 37 professores do distrito de Cantagalo.

Problemas para os quais o Sindicato dos Professores e Educadores, pretende encontrar solução imediata por parte do Ministério da Educação, Cultura e Formação.

Abel Veiga

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    lino Responder

    coitados!
    revoltem-se.
    tem de ser assim. senão nada feito.
    o que temos é uma educação da treta.

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    Mê Paciência Responder

    Embora estando no exterior o que me dá a perceber é que a falta de dialogo provém desde o próprio 1.º Ministro e a consequência é o que estamos a ver.

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    optimista Responder

    MEU DEUS

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    leu Responder

    Esse ministro da educação é pior ministro que S.tome já teve, mas o senhor foi padre poderia ter mais dialogo com as pessoas, deveria ser acima de tudo um amigo desinteressado e sem complexos.Deveria ser alguém que, dada a sua formação “técnica” e humanista, consiga fazer passar a mensagem.Deveria saber escutar e depois opinar da melhor maneira. Simplicidade e prudência são virtudes que deve cultivar.Deveria ser um ouvinte atento. Deveria ser um bom diplomata e um trabalhador participativo com a comunidade e professores.
    Por isso Sr. Ministro de educação tem que falar com as pessoas, nao ser arrogante

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      Lévé-Léngue Responder

      Olá “Leu”

      Não te esqueças q qnd o padre fala, só respondemos o q está combinado: Amém, Graças a Deus, Glória ao Pai+Filho+E.Santo. etc… Aquele q infrigir essa ordem de ideias fica mal visto diante de tds e tem as consequências q tds sabemos… Sem ironias!

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    INCOMODADO COM ISTO Responder

    No ano passado ouvi e lí várias veses, ” Deixem-nos trabalhar “. e estão mesmo….. agora se está á trabalhar bem, é que eu não sei.

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    Feijoada Responder

    Os professores de cantagalo são relogio sem cabeça.

    Por eles tudo passava impune. Têm um presidente de câmara banana. Porq não preocupam com outros permenores potenciais do distrito.

    Tudo vai ser pago e vão recoloca-los brevemente. Este é o resultado da lentidão dos delegados do cantagalo.
    Deviam é ser mais dinámicos.

    Sempre foram menos interessados e gostam muito de deixa outros fazerem por nós.

    Cojas de incompetentes. Estão a abrir olhos….

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    HLN Responder

    Que situação, sempre os mesmo problema.
    no comment……………………….

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    Francisco Ambrósio Responder

    Os sindicatos dos Professores são montagem para perturbar o regular funcionamento dos anos lectivos. São formados por grupos de pessoas com vínculos partidário neste caso “ partido oposto ao que está no poder “, explorando a fragilidade deste para se fazer valer. Desde que passamos a ser o dono da terra, a educação passou a ser como a Ponte Tavares, local onde como o meu selado. Há professores muito mal formado; carente na educação”chá de berço”, nem se quer sebe expressar, outros com grave problema da dicção. É claro, que o ganha-pão é necessário, mas que corrijam estes males para o bem do País. Perdoa-me a ignorância, às reuniões de classes acompanhadas de aulas demonstrativas, são muito importante para a capacitação dos professores.
    Bom trabalho, que os dias melhores virão.

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    nucha Responder

    Nesses casos as coisas se resolvem pelas manifestações e greves … isso é que tem que ser feito , nada de ficar de braços cruzados!

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    filis gandu Responder

    Eu concordo totalmente com o comentário de Leun Diz,e fico triste com a atitude do Padreco Olinto Daio.
    Seja lá o que fôr o Ministro tem que dar satisfação aos sindicatos,tem que saber que o Ministério de Educação não é sua casa,e mesmo sendo sua casa,deveria ter outra conduta,comportamento na sociedade,porque já foi padre.
    Ouve-se tantas coisas desse Ministro e O Patricio Trovoada continua dandó-le cartão verde,pensando que ele tem um bom Ministro de Educação.Pelo contrário tratando-se de alguém que fez o curso de Padre, este é o pior Ministro que temos,caracterizado pela arrogância,indisciplina,falta de ética e a moral.A tua conduta é péssima,não tens vocação para ser Padre,nem Ministro,por isso deverias demitir-se imediatamente.
    Ok…

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    Cantagalo Responder

    Camâdas!
    Sabemos que a situação é mui complicada e que muitos pais de família estão a sofrer com está situação que muito nos desagrada e deveria ser a todos nós, porque somos um povo e devemos ser solidários e não aproveitar da situação para menosprezar os professores seja de que distrito for.
    Sou professor e tenho consciência que muito há por fazer e reconheço que temos potencialidade para darmos mais do que temos dado. Porém é também verdade que como existe mau professor existe mau médico, mau motorista, mau jornalista e sobretudo maus deputados que em consequência disso temos a Educação no ESTADO em que está. Tudo porque seus filhos estudam no IDF e outros no exterior e se estuda nas escolas públicas de tarde têm professores para dar explicações e mesmo nas escolas os professores dos seus filhos são seleccionados.
    A sociedade precisa exigir isso também em vez de só energia, água, estrada embora sendo básico, a educação também é.
    Por outro lado os professores não fazem mágia, não têm autonomia nem condições de recriar nada. Trabalham apenas sob os carris da Direcção de Ensino e da Direcção de Planeamento e Inovação Educativa, que brotou como Poder para Impôr esquecendo do seu real objectivo, querendo aparecer mostrar que tem poder, esses e o Senhor que pensa ser TODO PODEROSO o Ministro. Esses é que mandam
    Falam de formação dos professores de fachada porque mais tarde eles mesmos é que vão desprezar-nos.
    Enganosos, se não valorizam os já formados, que tratamento darão aos outros que serão formados?
    “Homé gaba”
    Contudo, há uma veradade inconfundível” homem manda com tempo, mas Deus manda para sempre”. Saíba disso srºs Ministros.

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    Leopaldo Responder

    O ministro da educação, já deu provas mais do que suficiente que não tem perfil para essa Pasta.Assim sendo, Rogo os bons ofícios do Senhor Primeiro Ministro no sentido de afastar o actual ministro das funções.

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    Maria Constância Soares Responder

    Todos nós estamos careca de saber que o geverno vê-se a braços com inúmeros problemas económicos-financeiros. Se não quisermos enfiar a cabeça na areia como a avestruz, podemos perguntar: O quê que o país produz para suster-se? com o horário laboral pouco abonatório e com pessoas…
    Os professores exigem, exigem e o que dão em troca? alunos mal formados? Porque a postura ética não é a mais desejável e a competência nem se fala. Será que só existe esta classe profissional? PROFESSORES, tenham calma e dão mostras de que realmente são profissionais competentes capaz de formar cidadão capaz de responder as exigências impostas pela sociedade. Exigimos mas também temos que saber dar e dar bem!!!!!!!!!

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      Cantagalo Responder

      Quando os professores reveindicam protestam.
      O problema financeiro é só nessa hora?
      Como sempre houve e há dinheiro para as campanhas?
      Se o governo tem este Espiríto de ajudar a nação, então que vá pedir ajuda de onde sempre tem para as campanhas.
      E quanto aos a má formação, é resultado de maus dirigentes que temos, maus pais que temose má condição que temos. E os professores não podem carregar todo esse fardo e calarem-se proque vão dizer isso de nós e sempre dizem.
      Fala do que não sabe eis a razão. Talvés és daqueles que só sentam no escritório a dar ordens. Já foste às escolas ou escola este ano? Viste as condições de trabalho? Foste as da zona rural?
      Os professores darão o bom fruto se tiverem condições mínimas de trabalhos.
      Bem haja.

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