Sociedade

Sindicato da Função Pública marca greve geral para 7 de Novembro e manifestação pública contra o governo para 10 de Novembro

O Sindicato da Função Pública, que se reuniu esta manhã em Assembleia Geral, decidiu avançar com um pré-aviso de greve para o dia 7 de Novembro, e um pedido de autorização para manifestação pública dos trabalhadores licenciados, no dia 10 de Novembro. Aumento salarial e o pagamento de indemnizações aos licenciados, são as principais reivindicações.

Com palavras de ordem como “ a luta continua”, os trabalhadores da Função Pública reunidos em Assembleia Geral, sob a liderança de Aurélio Silva, consideram que «a vida dos trabalhadores continua a degradar-se de dia para dia. Não é novidade para ninguém que os trabalhadores estão depauperados», reclamou Aurélio Silva.

O líder sindical, responsabiliza o Governo pela actual situação dos trabalhadores. «Não se nota nenhuma iniciativa do Governo, no sentido de inverter esta situação. O Governo não abre as portas ao diálogo, e não apresenta nenhuma esperança de melhoria da situação», acrescentou.

O sindicato diz que a sua luta visa combater a injustiça salarial praticada na Função Pública. «Há uma injustiça em que uma minoria de funcionários públicos, ganha salários avultadíssimos e a maioria está na miséria. Todos pagamos impostos e o governo pega no dinheiro dá uma maioria para enriquecer, e empobrece a grande maioria. Vamos combater esta injustiça», reforçou.

Por tudo isso, o sindicato da função pública, avançou com um pré-aviso de greve geral. O documento tem apenas duas propostas. Primeira exige a afixação do salário mínimo nacional no valor equivalente a 200 dólares norte americanos. Actualmente o salário mínimo não ultrapassa os 60 dólares norte americanos. «Pedimos um salário mínimo de 200 dólares mensais, que em função do custo de vida não é grande coisa. Em contrapartida exigimos que o governo facilite o abastecimento do mercado em produtos de primeira necessidade, porque os trabalhadores estão a fome, nota-se mesmo um emagrecimento físico dos trabalhadores», referiu Aurélio Silva.

Segundo Aurélio Silva, esta sexta – feira o governo receberá o pré-aviso de greve. Segundo a lei o executivo terá um tempo para analisar o pré-aviso e decidir. «Se o governo não decidir já no dia 7 de Novembro entraremos em paralisação geral», precisou.

O pagamento de indemnização aos trabalhadores das antigas empresas públicas, é outra exigência do sindicato. Um assunto que tem-se arrastado no tempo. Aurélio Silva garante que os anteriores governos disponibilizaram 4 bilhões e 100 milhões de dobras, para indemnizar os ex-trabalhadores das empresas públicas. Mas o montante nunca saiu do banco para ser pago aos licenciados. «Exigimos a reposição deste dinheiro», advertiu.

Para reforçar a luta a favor dos licenciados, o sindicato já avançou com um aviso de manifestação pública, que deverá acontecer no dia 10 de Novembro.

Aurélio Silva, vulgo Cauíque, deixou mais uma advertência. «Se o Governo persistir com a falta de diálogo, não tenha dúvidas que paralisaremos todo o país», concluiu.

Abel Veiga

    13 comentários

13 comentários

  1. Lôginu

    13 de Outubro de 2011 as 15:17

    Cauíki, va mas é trabalhar!!!

  2. Tinito

    13 de Outubro de 2011 as 15:23

    O senhor Cauíque “Aurélho Silva” deve começar a trabalhar.
    Existe direitos e existe deveres. O Sr. Cauíque anda na boleia da ideminização dos trabalhadores e este homem nunca trabalhou na vida. Anda de chantagens em chantagens contra todos os Governos. Ele está a procura de envelopes escondidos, como aqueles que Rafael Branco andava a dár-lo. Agora, trabalha para depois reclamar

  3. móço lazon

    13 de Outubro de 2011 as 16:24

    Num dos pontos fulcrais apresentados, concordo plenamente com a proposta. Há que se fazer algo para que o abastecimento do mercado nacional com alimentos de primeira necessidade seja uma constante de modo que a inflação não seja tão drástica, como tem acontecido nos últimos tempos.

  4. Afonso Pereira

    13 de Outubro de 2011 as 17:43

    Ha pessoas na empresa emae ganhando 80 milhoes de dobras, depois dizem que a empresa esta falida, esta falida por gestão danosa , quem diz emae diz outros setores como enaport e finanças, ha que se por cobro a isso tudo, uma pena a greve ser nesse momento de tanta dificuldade mundial, mas sinceramente ha toda uma necessidade de equilibrar esse salario todo, porque isso é um absurdo.

    Então que se faça a greve mesmo ja que o governo que veio pra por cobro a corrupção nada tem feito pra inverter esse quadro.

    Mas Aurelio, esta na hora pra compadre dar esse cargo pra outra pessoa, porque compadre ja n tem mais credito na praça, é muito tempo a frente disso, boa gestão começa tb nessas simples atitudes, bota cargo pra outro assumir, seus malandros

  5. jão

    13 de Outubro de 2011 as 19:32

    vamos criar oportunidades para outros

  6. optimista

    13 de Outubro de 2011 as 20:03

  7. "Nós por cá e a nossa maneira"

    13 de Outubro de 2011 as 20:03

    …a função publica santomense deveria ter vergonha de ter um dirigente sindical que não trabalha, que vive a custa das quotas do socios e que só pensa sacar dinheiro ao estado para si proprio,….. tenham vergonha e mudem este senhor que lá esta….com esse personagem a vossa luta será sempre ingloria…..

  8. xikito

    13 de Outubro de 2011 as 21:55

    E de entender os trabalhadores da funcao publica em relacao a injustica salarial, mas os tais trambalhadores nao produzem quase na da.

  9. coitado do povo

    14 de Outubro de 2011 as 9:34

    são tomé até quando?
    ate quando que saimos dessa situação,
    cada dia chora tudo cada hora grita pessoas, acredita se vocês vivecem no no sol mesmo la no porto-alegre podiam ver o que é bom para toce, mas não muitos que estão la dependem daquilo que os seus vizinhos tenhem para le dar.
    Quantas mudança vamos fazer para melhorar são tomé?
    quantos pedido o povo tem que fazer para sair dessa situação? muitos pega no dinheiro dá uma maioria para enriquecer, e empobrece a grande maioria que tristeza. ate Quando. vamos revoltar todos para que o o povo sai dessa situação.

  10. Feijoada

    14 de Outubro de 2011 as 12:02

    Meus senhores;
    É certo que man Cauík não trabalha como muitos aqui disseram.
    Uma coisa é certa, ausência do Cauík ninguem faz mais nada para este povo sofredor. muitos criticam e não fazem nd.

    Má distribuição equitativa dos bens públicos.
    Solicitam salários que Chefões de: Enasa, Emae, AGER, ENAPORT ganham e dizem se a coisa vai bem.
    Sou daqui…..

  11. Preguiçoso

    14 de Outubro de 2011 as 18:07

    Sempre que Kawike faz essas palhaçadas, a seguir vem a queda do governo ou golpe de estado. Esse homem tem começar a trabalhar e deixar de criar confusão em STP… Kawike e Adelino Izidro são autênticos destabilizadores da vida pública em STP! Cuidados porque as coisas não vão só..!

    • Do Contra

      15 de Outubro de 2011 as 12:55

      Olha. Este país alimentou e alimenta muitos parasitas. Por não terem o que fazer, vão divertindo a plateia santomense com os seus teatros e filmes.

  12. Do Contra

    15 de Outubro de 2011 as 12:52

    Olhem só para imagem e vejam o que se diz ser os funcionários públicos santomenses.
    Desculpem, mas há hora para tudo.

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