Doentes solidarizam-se com os médicos em greve

A greve dos médicos entrou no terceiro dia e conta com o apoio de alguns pacientes internados no hospital Ayres de Menezes. As negociações com o governo prosseguem esta tarde com vista a encontrar uma solução para a greve.

Os 30 médicos são-tomenses que há 3 dias estão em greve, desmentiram as informações postas a circular segundo as quais teriam suspendido a greve esta manhã, após consenso com o governo. No hospital Ayres de Menezes, o Téla Nón testemunhou esta manhã, que todos os médicos continuavam em greve.

As negociações com o Governo na noite de quinta – feira, foi inconclusiva. Por isso segundo os médicos ficou agendada para esta tarde mais uma ronda negocial com o Governo, no sentido de encontrar uma solução para o problema. Enquanto não houver consenso a greve continua, disse um dos médicos.

O Téla Nón apurou que os médicos propuseram ao governo a subida das horas extraordinárias de piquete, de 40 mil dobras por hora, para 90 mil dobras hora. É este o valor que está a ser negociado nesta altura com o Governo.

No entanto esta manhã no Hospital Ayres de Menezes, o Téla Nón registou a solidariedade de muitos pacientes internados para com a greve dos médicos. Domingos Cravid, está internado no bloco operatório há mais de 3 meses. «Estes dias os médicos não têm vindo para nos atender. Estão em greve e a reivindicar os seus direitos», declarou o paciente.

Questionado pelo Téla Nón sobre o impacto da greve, o paciente respondeu. «Acho que a greve é positiva porque os médicos aqui fazem milagres para tratar os doentes. Não há meios materiais. Por exemplo no bloco operatório, várias vezes ocorrem situações de não haver materiais, como fio de sutura. Tenho aqui companheiros do quarto que já foram para sala de cirurgia cerca de 3 vezes para serem operados, e não foi possível realizar a cirurgia por falta de meios», desabafou Domingos Cravid.

Danilo Santos, há cerca de 30 dias internado, também contesta a situação que se vive no hospital Ayres de Menezes. «Fui para a sala de operação 4 vezes e não foi possível operar. Estou aqui sem solução por falta de equipamentos de cirurgia», reclamou o paciente.

Abel Veiga

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    MEU DEUS Responder

    HÁ SOLUÇÃO PARA TUDO.

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