Ainda o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos 2011-2016

Esta semana ficou marcada pela finalização da apresentação do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos 2011-2016 por parte da Direcção-Geral do Ambiente junto das várias Câmaras Distritais. Depois da aprovação do Governo e seu conhecimento por parte das autarquias, resta apenas dar continuidade à sua execução.

As Câmaras Distritais estão hoje mais informadas sobre a estratégia nacional para a correta gestão de resíduos sólidos urbanos. A apresentação e discussão do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos 2011-2016 (PAGIRSU) tiveram como principal resultado o conhecimento do documento e sua importância que, entre outros aspetos, permitirá às autarquias orientar os investimentos do setor.

A sua implementação é fundamental à manutenção dos resultados agora atingidos – nomeadamente o aumento da população servida com um sistema de recolha – que atualmente implicam já vários milhares de milhões de dobras que as autarquias são obrigadas a custear. A falta de soluções de recuperação de custos, complementada com a necessidade de investimento por um lado e sua harmonização no território, por outro, obrigam a uma ação concertada, que envolva além das várias autarquias, as instituições centrais e o próprio governo.

No âmbito do PAGIRSU foram previstas as infraestruturas apresentadas no quadro seguinte.
A necessidade de investimento para os próximos 4 anos é elevada. A Taxa de Impacto Ambiental (apresentada em artigos anteriores) permitirá arrecadar apenas uma parte do financiamento necessário e será imprescindível encontrar outras fontes de investimento.

A sinergia entre diferentes distritos está também patente no quadro apresentado, nomeadamente nos distritos de Cantagalo e de Mé-Zochi, uma vez que a deposição final dos resíduos “não valoráveis” deverá ser dirigida para infraestruturas partilhadas com outros distritos.

Sem a existência do PAGIRSU não haveria uma “baliza” e sem ela, dificilmente se poderia avaliar o desempenho dos esforços realizados no setor dos resíduos. Agora e durante os próximos 4 anos será possível avaliar o que se fez e o que ainda é preciso fazer. A efetiva melhoria da gestão de resíduos sólidos urbanos no País será por isso função de um envolvimento concertado das várias instituições responsáveis, que na base do PAGIRSU, deverão orientar os seus investimentos no setor.

Simão Dias

Artigo escrito no âmbito do projeto “Melhoria do Sistema de Recolha dos Resíduos Sólidos e Reforço das Competências das Câmaras Distritais” financiado pela AECID e executado pelas ONG’s ADAPPA, ALISEI, Fundação da Criança e Juventude e MARAPA

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    Justino Manuel Abreu dos Ramos Responder

    Senhor director geral do meio ambiente é de louvar o seu esforço que trem sido a debater esse flagelo que no nosso pais tem estado muito difícil de sensibilizar as nossas populações, para que tomasse a consciência de saber, quais os prejuízo que iria causar.
    Espero que essa tarefa, não seria só pela direcção do ambiente mas sim pelo estado, pela rádio televisão, afim de incentivar nossas populações.
    Já se tem verificado os prejuízo que se tem causado em matéria de a não comparência de chuva constante, devido ao corte abusiva das madeiras existente,a não conservação dos resíduos mal conservados, não um saneamento adequados evitando os micróbios que tem existido, tudo isso tem causado várias doenças nesse país.
    Tenho verificado o seu esforço de tornar isso num caso funcional, e que não havido a encenação pela parte dos governos sucessivos. Espero que continuo com o seu esforço e dedicação que tem feito parta que tornasse a realidade.Digo isso, porque os nossos dirigente só tem o espírito de adrabisse, quando se é o caso do dinheiro.

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    Vane Responder

    Gestão ambiental para ter sucesso é necessário a participação popular e informações sobre cada detalhe de cada processo…enfim tem que pesquisa na internet e busca informações de países que já tem esse tipo de segmento desenvolvido!

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