As cinco lições do Oriente aplicadas à São Tomé e Príncipe

Quando, pela primeira vez, li algo sobre a globalização, a minha primeira reacção foi de negação categórica porque acreditava ser inadmissível que todos os povos do mundo tivessem que adoptar o modus vivend do Ocidente.

O sanguê” não pode ser consumido pelas linhas de costura de outras paragens, o safu pode ser uma deliciosa sobremesa no lugar dos morangos. Trata-se de uma reacção ao estranho, hoje, porém, penso que a globalização é mais do que uma típica mente do arquipélago pode representar. Se desejo que um médico em Israel conduza uma cirurgia de um paciente internado no Hospital Dr. Ayres de Menezes, então, quiçá, há mais coisas para além do “sanguê” e do “safu”. Mas “sanguê” será sempre “sanguê” e “safu” será sempre “safu”, a não ser que o são-tomense deixe de ser são-tomense.

Este artigo visa demonstrar como podemos contornar as limitações mentais que nos são impostas pela geografia arquipelágica. A globalização também significa partilha de experiências e de modelos que, localmente aplicados, produzem excelentes resultados. O porto de águas profundas, o parque petrolífero, os grandes hotéis e os investimentos da Gunvor e dos Emirados Árabes Unidos não trarão desenvolvimento se as pessoas não mudarem a mentalidade. E isto é tão certo como a ímpar beleza de São Tomé e Príncipe.

Vejamos o que se pode aprender com o pensamento chinês, por exemplo.

1.ª “Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher o que plantamos”: São Tomé e Príncipe não é azarado e a instabilidade política não é uma fatalidade, as pessoas livremente votam e escolhem o ritmo do País, se escolho um Parlamento composto maioritariamente por empresários e “candongueiros”, sou obrigado a ter péssimas leis e bastante fraca fiscalização.

2.ª “Escave o poço antes que tenha sede”: no Arquipélago as pessoas vivem para ter o vadô panhá hoje e ponto final, este estilo de vida, para além de ser errado, é altamente perigoso. Se pretendermos ter a Nação desenvolvida, com óptimos níveis de bem-estar em 2020, teríamos de começar a trabalhar em 2000. Ups, então, estamos atrasados. Despertemo-nos. Criar condições para o investimento externo e atraí-lo efectivamente podem ser uma alternativa.

3.ª “Limitações são fronteiras criadas apenas pelas nossas mentes”: tem sido um fatal erro difundir a mensagem de que o País não tem nada para oferecer. É uma grande falacia que, infelizmente florescerá de geração em geração. Podemos oferecer paz, controlo e segurança, os americanos que o digam; podemos oferecer peixes de incomparável qualidade, os europeus que o confirmem e oferecemos tranquilidade e qualidade de vida, os turistas que o digam. Introduzir no curriculum escolar uma disciplina de “Pensamentos, Criatividade e Inovação” pode ser uma óptima alternativa.

4.º “Visão sem acção é sonho. Acção sem visão é pesadelo”: se lermos os programas dos últimos governos e analisarmos os discursos dos dirigentes, concluiremos que o sonho do País se baseia nos improvisos. Antes de 1975 a meta da Nação era conquistar a independência total. E hoje? As pessoas trabalham e estudam sob que plano? Por exemplo, qual é a meta para os sectores da saúde e educação? Em termos numéricos, o que esperam os dois respectivos ministros no final de 2012? Se me pedissem para escolher um sector e atribuir uma meta, diria: turismo e a meta seria atingirmos quarenta mil visitas durante 2013.

5.º “O medíocre discute pessoas, o sábio discute ideias”: as duas maiores demonstrações da nossa mediocridade ocorrem nas reuniões do Parlamento e nas eleições e existem momentos em que estamos abaixo do medíocre. Se perguntarmos aos eleitores o que acham do pensamento de Manuel Pinto da Costa, dirão que é “pai grande” e de Patrice Trovoada responderão que é um “homem viajado”. Em vez do MLSTP/PSD chamar o Primeiro- Ministro ao Parlamento para a discussão sobre as reais vantagens do provável negócio com a Gunvor, associou o dossier às ligações pessoais do dirigente e disseminou a mediocridade pelo País inteiro, à semelhança do que tinha feito o ADI quando Rafael Branco anunciou as negociações com os empresários de Abu Dhabi.

Corriqueiramente, diria que temos de ambicionar mais do que “vadô panhá”, alargando os horizontes através de uma agenda de acção e de pensamento que ultrapasse os mil e um quilómetros quadrados. E estamos a falar do puramente básico.

Abril de 2012

Ludmilo Tiny

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    Afonso Bandeira Responder

    Bom artigo, amigo.
    Agora temos de combinar uma ida aos santos.

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      Pai Ubu Responder

      tem um pensamento chines que diz que tem dia que a noite é escura, então devemos nos esforçar para tenah iluminação pública nas estradas

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    Abúbé & Gíquitxi Responder

    Os artigos do Ludomilo já estão mais virados para o povo que fazer. Já não é só falar de o que está mal. Se mais pessoas começarem a pensar assim, STP acorda para desenvolver.
    “O medíocre discute pessoas, o sábio discute ideias”
    Parece que esta frase serve para alertar aquelas pessoas que quando veem artigo de opinião em de discutirem o ponto de vista do autor, só dizem que o gajo está bem e vem aqui mandar bocas.

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    h silva Responder

    Seria o meio caminho andado oh jovem…Pois menos politiquice e mais TPC,seria um passo gigante rumo ao desenvolvimento sustentavel…parabens L.Tiny

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    Dhanyel Pires Responder

    Sábias palavras, meu caro Ludmilo Tiny, apenas fico triste por saber que os dirigentes do País sabem o que fazer, mas não o fazem por mera ignorância ou por alta vontade de exterminar a sociedade que os identifica. Meus primos de 5, 6 e 7, brincando com os seus vizinhos imitando o zoro ou butman, usando aquelas máscaras negras feitas pelos seus próprios punhos, disfarçavam melhor do que aqueles senhores que confundem o Parlamento com um BAILE DE MÁSCARAS. Quando nasci o país já era independente há cerca de uma década, e já se ouvia promessas de investimento e mudança e outras promessas pouco dignas de crédito.

    De facto o país não é azarado a instabilidade política é, até os dias de hoje, um mito e enquanto houver um parlamento mal organizado, ou melhor, desorganizado, o país jamais verá o seu Santo Graal. Enquanto houver dois irmãos se matando por um pedaço de casca de fruta-pão, sabendo que a comida que a mãe deixou no fogo está a queimar, o desenvolvimento permanecerá inalcançável. O povo está sempre a espera do formoso banho das campanhas para não dormir sujo, mas o facto é que acabam por lavar só alguns dedos dos pés enquanto o resto do corpo volta sujo para cama, e assim ininterruptamente. A verdade é que fazem a cama onde dormem.

    Os hipnóticos sermões evangelizados pelos dirigentes do Estado nas mentes ingénuas do povo estão a surtir efeitos, uma vez que estes se vêem satisfeitos com um pedaço de espinha que aqueles atiram pela janela fora. Sorte têm aqueles, que de vez em quando, catam algumas espinhas com pequenas migalhas de peixe encalacradas, que talvez foram rejeitadas por alguém que já não tinha espaço no estômago.

    Temos tanto para oferecer e somos cobiçados por outras nações e ao mesmo tempo incompreendida, visto que temos tudo mas não temos rigorosamente nada. A inovação nem sempre consiste em criar coisas novas, muitas das vezes resume-se em dar uma manutenção e utilidade diferente às coisas velhas. Temos muitas antigas roças ricas em solos férteis e mundialmente invejado, temos antigos hospitais, que com o passar de tempo tende em se transformar num centro de refúgio dos desabrigados e não dos doentes, temos água para abastecer as próximas gerações, temos uma natureza de outro mundo, «un têndê cuma non tê petlóle – dochi munto ôh, mano mun» só não temos quem transformar a nossas matérias num produto digno de comercialização. Enfim.
    Dizem que a culpa sempre morre solteira, mas para mim, o povo e outros elementos do Estado são os seus herdeiros legitimários da culpa. É a ignorância do povo que o faz carregar STP nas costas. «Povo põe, povo tira» rsrsrsrs ahahahah – talvez será mais conveniente dizer: povo burro/cego, povo na mentira!
    STP tem muito por onde pegar, temos que curar a preguiça mental que se invade o nosso cérebro se queremos dar um paço, pelo menos médio, ao desenvolvimento, e não perdemos tempo a bocejar nas nossas responsabilidades nem contaminar os outros com as nossas mediocridades.

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    Emilio Pontes Responder

    Se você correr com lobos, você vai aprender a uivar, mas se você associar com as águias, você vai aprender a voar a grandes alturas.

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    Mina Tela Responder

    Brother.
    Concordo contigo principalmente no pontos em que falas da composicao do tipo e qualidade de gente k compoe a a nossa ASSEMBLEIA. Pra mim é uma vergonha para o pais. No debate das decisoes da nossa ideia a gente se e ouvi conversas(assuntos pessoias si derivamos as coisas). Criao Leis a favorecer a eles e nunca a lembrar do povo… Eu espero com esse tipo de pessoa como Tu pouco a pouco o Pais vai um dia a vancar… tarde ou cedo esses Caboes malandros estarao de lado e ver outras geracoes a levar o pais pra frente..

    Mina Tela

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    Santosku Responder

    Sem dúvida é uma opinião fantastica para aqueles que de facto têm capacidade de interpretação. Porque pensar sempre qque qualquer negócio para STP é cambalacho deste ou aquele jamais sairemos do marasmo em que nos encontremos. Todavia não apenas aceitar porque prometeu mundos e fundos a STP, temos que na verdade conhecer as fontes do capiatal a investir e as ligações destes empresários, etc. Escrevo isto por experiência vivida em Angola com os Libaneses e outros.

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    gente felizom lagrimas Responder

    este miudo é mesmo esperto

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    Zozé Lové Responder

    Um melhor artigo do que este eu não esperava ler. Realmente o meu compatriota tem razão, acho que devemos começar a banir essa classe de politico que só sabe dizer este não presta aquele não sabe nada, vamos esperar que os nossos filhos formem para vir ocupar o lugar que estamos a criar. Coisas dessas,… é que está a contribuir para o nosso fracaço.

    O país terá futuro se começar-mos a cultivar ideias, desenvolvidas com bases em algum fundamento bem sustentado.

    Isso de escolher candongueiro e comerciantes para o parlamento, é a cultura de pedintes e mendigos que os nossos politicos lançaram em viveiros desde 1991, que até então o terreno continua fertil, de contrario as pessoas não teriam a ideia de sair de casa para exercer direito de voto com a condição de receber alguma gimola em troca “banho”

    Os candidatos quando apresentam ao eleitorado não tenhem outros argumentos ao não ser enganar os pedintes com o dito “banho” o que fazer…

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    lizélia neves Responder

    por mais uma vez , encanto.me com a forma com que expressas as tuas ideias .
    a junção do comum, obvio ao mais complexo.continue assim , produzindo bons artigos , e todos eles com uma mensagens de melhoria , apelando sempre o, e pelo melhor do nosso tão querido país.

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    Anca Responder

    Muito bem

    Um artigo, com contribuições e ideias, bem formulado e escrito.

    É esta uma das formas, que como cidadãos todos podemos contribuir, para a elevar a nossa cidadania, mediante a expressão de opiniões válidas e sábias.

    Um grande abraço, coragem, força

    Bem haja

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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    Original Responder

    Precisamos de gente que diga coisas assim.

    Obrigado.

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    Valentim Cravid Responder

    Gostei, bom artigo para alterar as mentalidades.

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    João Responder

    Parabens jovem. Acaba o curso e volta. Volta para vir contribuir, na prática. Penso que a nível teórico já passaste.
    João

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    Hdalva Responder

    Ola meu caro jovem antes de mais quero felicitar pela boa linha de pensamento que tu tens,o problema do povo de São Tomé e Príncipe esta na mentalidade, o modo de pensar refletir e de reagir perante as situações em que são espostos…é preciso muito trabalho de casa para reverter essa situação devido o altissimo nivel de corrupção que existe em S.T.P…

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    Filipe Samba Responder

    É melhor sermos autênticos do que nos escondermos atrás de uma imagem ou manipularmos nossos sentimentos na direcção de um ideal.

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    GRINGO Responder

    Excelentíssimo Artigo.

    os tribunais baralhados.

    PIC sem transporte e materiais mínimos para investigação.

    tribunais contra Procuradoria,procuradoria contra os tribunais devido injustiças .

    fuga de Adelino Izidro depois de cortar
    um cidão perna por causa de uma pinha de bana,para além de outros crimes por este praticado.

    Juiz contra Bastonário dos advogados.

    Teatro realizado no Parlamentos e que terá continuidade este mês após ferias parlamentares.

    POR FAVOR ENQUADRE ESTAS ACÇÕES E ACTOS NO SEU ARTIGO MEU CARO TINY E DIGA-ME ALGO.

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    Macalacata Responder

    Artigo?Nada mais sim conjunto de ideias vazia.

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    Voçê entendeu!!! Responder

    Bem dito Milo….Meus parabéns bom raciocínio temos-nos de avançar porque país já esta ancorado desde Independência.

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    DON VEIGA Responder

    meu caro amigo, camarada e compadre.
    grande artigo
    o iluminista é aquela que tem a capacidade de sair da menoridade em que ele esta inserido, e tu ês um deles. força meu amigo mercantilista.

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    Helves Santola Responder

    É impressionante como as ideias do Milo Tiny conseguem tocar-me a mim e às outras pessoas que certamente concordarão. Essas ideias são revolucionárias…. consegues sintetizar todos os problemas (essências) num artigo, com poucas palavras. E digo mais, eu não as vejo como palavras, mas sim como acções…. o Milo Tiny não está a “falar”, está a agir na nossa mente, nos estimula, nos dá esperança. O Milo Tiny semeia e os frutos aparecerão brevemente, acredito.

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    Abilio Neto Responder

    Caro,

    Outro muito bom artigo.

    Desta vez, os elogios têm de ser partilhados com os comentários dos leitores, estão carregados de esperança (na onda do artigo) e de crença no país. Melhor, impossível.

    Abr.,

    An

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    Francisca Cara Linda Responder

    O nível de instrução dos nossos deputados esta perfeitamente em linha com o nível de instrução da maioria de nos santomenses. E o que acontece em toda a parte do mundo e neste contexto, estamos perfeitamente representados no parlamento. Para aqueles “intelectuais” que estão descontentes a única forma de reduzir esta ligação é procurar de vez em quando tirar as luvas e ir convivendo com os eleitores “o Zé Povinho”. Qualquer tolo pode criticar, condenar e a maioria dos tolos o faz. Existem inúmeros casos de pessoas inteligentes que acabam por ser marginalizadas na sociedade porque passam a vida a criticar. Não seja uma delas. Se não gosta de algo faça algo para mudar. Se não pode mudar mude a sua atitude.

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    arlindo fernandes Responder

    Muito bem pensado e escrito Tyni mas posso acrescentar dizendo o seguinte ; Para alcansarmos a verdadeira democracia todos vamos passar por coisas desta pelo menos ate 50 anos depois da independencia esperemos todos os atuais governantes transformarem em Burgueses e dai comeca outra era. Infelizmente o povo esta a ser mas inteligente que os governantes

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    Francisco Castanheira Responder

    Bom artigo. Veja o Albertino Braganca “DOUTOR” colado ao Delfim Neves por causa do dinheiro ou fatalidade?
    E tantos outros neste rumo.
    Acham que o Pais avanca assim?

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    Argenezio Antonio Vaz Responder

    Boas ideias. Sou daqueles que sempre digo: ESSSE PAIS UM DIA VAI MUDAR:
    Acontece que os nossos politicos, muitos não são santomenses, pois, mesmo sendo comerciantes ou seja o que for, popderiam fazer algo para o Pais, mas o problema é que temos no Parlamento, na Presidencia, no Governo enas outras instituições, apenas estrangeiros. E sabem o que faz um estrangeiro, ganha o seu dinheiro e vai se embora.
    Por isso vamos sim votar em Santomenses. Essa é a solução

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    Engenheiro( LISBOA) Responder

    Eu acho óptimo o artigo. Mas não concordo com um comentarista que designou o ALBERTINO BRAGANÇA de “DOUTOR”.
    Este senhor é formou em que faculdade? É Doutor em quê? Olha, pede-lhe para exibir um DIPLOMA de formação Superior.
    DOUTOR!!!

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    gente Responder

    Bom artigo.

    Força meu caro jovem

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    dPires Responder

    Sábias palavras, meu caro Ludmilo Tiny, apenas fico triste por saber que os dirigentes do País sabem o que fazer, mas não o fazem por mera ignorância ou por alta vontade de exterminar a sociedade que os identifica. Meus primos de 5, 6 e 7, brincando com os seus vizinhos imitando o zoro ou butman, usando aquelas máscaras negras feitas pelos seus próprios punhos, disfarçavam melhor do que aqueles senhores que confundem o Parlamento com um BAILE DE MÁSCARAS. Quando nasci o país já era independente há cerca de uma década, e já se ouvia promessas de investimento e mudança e outras promessas pouco dignas de crédito.

    De facto o país não é azarado a instabilidade política é, até os dias de hoje, um mito e enquanto houver um parlamento mal organizado, ou melhor, desorganizado, o país jamais verá o seu Santo Graal. Enquanto houver dois irmãos se matando por um pedaço de casca de fruta-pão, sabendo que a comida que a mãe deixou no fogo está a queimar, o desenvolvimento permanecerá inalcançável. O povo está sempre a espera do formoso banho das campanhas para não dormir sujo, mas o facto é que acabam por lavar só alguns dedos dos pés enquanto o resto do corpo volta sujo para cama, e assim ininterruptamente. A verdade é que fazem a cama onde dormem.

    Os hipnóticos sermões evangelizados pelos dirigentes do Estado nas mentes ingénuas do povo estão a surtir efeitos, uma vez que estes se vêem satisfeitos com um pedaço de espinha que aqueles atiram pela janela fora. Sorte têm aqueles, que de vez em quando, catam algumas espinhas com pequenas migalhas de peixe encalacradas, que talvez foram rejeitadas por alguém que já não tinha espaço no estômago.

    Temos tanto para oferecer e somos cobiçados por outras nações e ao mesmo tempo incompreendida, visto que temos tudo mas não temos rigorosamente nada. A inovação nem sempre consiste em criar coisas novas, muitas das vezes resume-se em dar uma manutenção e utilidade diferente às coisas velhas. Temos muitas antigas roças ricas em solos férteis e mundialmente invejado, temos antigos hospitais, que com o passar de tempo tende em se transformar num centro de refúgio dos desabrigados e não dos doentes, temos água para abastecer as próximas gerações, temos uma natureza de outro mundo, «un têndê cuma non tê petlóle – dochi munto ôh, mano mun» só não temos quem transformar a nossas matérias num produto digno de comercialização. Enfim.
    Dizem que a culpa sempre morre solteira, mas para mim, o povo e outros elementos do Estado são os seus herdeiros legitimários da culpa. É a ignorância do povo que o faz carregar STP nas costas. «Povo põe, povo tira» rsrsrsrs ahahahah – talvez será mais conveniente dizer: povo burro/cego, povo na mentira!
    STP tem muito por onde pegar, temos que curar a preguiça mental que se invade o nosso cérebro se queremos dar um paço, pelo menos médio, ao desenvolvimento, e não perdemos tempo a bocejar nas nossas responsabilidades nem contaminar os outros com as nossas mediocridades.
    Continue com os seus ideais, caro jovem.

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    BRUNO DAS NEVES Responder

    GOSTEI, TAI SABIAS PALAVRAS, SABIAS VERDADES DO COUTIDIANO SANTOMENSE. MUITO OBRIGADO dPires!!!

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    Amor a stp Responder

    Ah colega, falou bonito e falou a pra verdade amei o artigo parabens

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    joao carlos Responder

    jovem amei as suas palavras, isto sim é falar mas sabes bem que sao precisas muito mais acções que as palavras, mas é um bom começo (excelente começo) espero ver-te um dia do meu lado e com o mesmo tipo de pensamento porque as tuas palavras que eu tambem as tenho muitas sao optimas mas na pratica quase nao alteram nada, vamos ver o seguinte: as palavras sao lindas e adequadas mas numa orbita de 100% em que 70% é analfabeta e as tuas palavras não chegaram a eles porque os curuptos vao tratar de ti antes que abras boca, a 5% ou menos que ti vão ouvir estão no estrageiro ja perderam a fé, e desses 5%, 4.75% deixaram de acreditar e acha que o pais é azarado achas que vao alterar alguma coisa? nao, atenção nao estou a criticar mas o que eu quero passar é que pessoas que ainda acreditam e que tem capacidade e inteligencia para alterar as coisas nao podem lutar sozinhas porque vao fracasar, eu vejo uma sociedade desfeita na alma, eu falo com muitos jovens como eu e mesmo com mais adultos e o que sinto é que perderam a esperança, ja nao acreditam que alguem faça frente aos curuptos que ali estão, temos que unir porque somos poucos mas somos inteligentes e podemos fazer muito viste o que aconteceu nos peises da ditadura nos peises arabes, temos que regresar e atuar, fazer mais e falar menos, se eu nao conseguir vou morrer tentando, e nao falo em guerras mas no despertar das pessoas e isso so la no terreno de boca em boca sera o nosso facebook, nao temos facebook para 95% da sociedade mas temos boca argumentos se ue falar vao me calar logo, se tu falares vao fezer o mesmo mas se forma-mos um grupo piqueno ou grande sera dificil nos calar, mas uma coisa é certa eu sozinho dificilmente vou conseguir, tu sozinho tantem tenho muitas duvidas agora nos eu tenho uma certeza vamos consiguir sim, tu falaste em (2020 para o desenvolvimento) e (nada para oferecer) eu digo-te o seguinte eu tenho projetos e medidas que colocavam o pais em 3-7 anos no topo, sao tome tem muito mar muita terra para ser exploradas sem falar na energia eolica que temos e muito mais para tao pouca população, o teu nome ja sei portanto eu ti encontrarei e juntos vamos encontra mais alguns como nos, antes de começar-mos esta batalha procurare-mos mais força junto a quem ainda as tem e depois sim iremos para frente, vamos vencer acredite, ete breve.

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    Amo stp Responder

    Muito bom artigo! Escreves muito bem, parabens. Obrigada por nos proporcionar essas escritas inteligentes!

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    Fredy Brito Responder

    Meus Parabéns, L.Tiny
    Sábias constatações meu velho, mais uns tantos artigos como esse irá despertar atenções de quem realmente precisa ser despertado…keep with good work,
    Abraços

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