1 Jornalista é assassinado em cada 5 dias do ano 2012

A denúncia do aumento da violência contra os jornalistas é feita pela organização “Repórteres sem Fronteiras”, na celebração quinta – feira do dia internacional da liberdade de imprensa. Segundo a organização o número de predadores dos jornalistas subiu para 41 em 2012.

No total desde o início de 2012, pelo menos 21 jornalistas foram assassinados. O número de mortos avançado pelos Repórteres Sem Fronteiras, refere-se tanto a jornalistas como a cidadãos que utilizam as novas tecnologias de comunicação e informação, para relatar factos ou denunciar situações anómalas.

Na celebração esta quinta – feira do dia da Liberdade de Imprensa, a organização internacional que promove a liberdade dos jornalistas, denunciou o ritmo acelerado da violência contra os jornalistas. Segundo os Repórteres Sem Fronteiras, «a partir de 1 de Janeiro de 2012, um jornalista ou cidadão emissor de informação é morto em cada 5 dias. Desde o início do ano pelo menos 21 jornalistas foram mortos em todo mundo, principalmente nas zonas de conflito nomeadamente a Somália e a Síria», sublinha a organização num comunicado enviado ao Téla Nón.

Ao mesmo tempo 2012 regista um aumentou do número de predadores da liberdade de imprensa. Agora são 41, principalmente regimes totalitários e grupos armados hostis a liberdade de informar.

Bachar Al-Assad, Presidente da Síria, as milícias somalis, o falecido Mouammar Kadhafi da Líbia, o Presidente Ali Abdallah Saleh do Yémen, são indicados como os grandes predadores de jornalistas em 2011.

O clube sinistro de predadores da liberdade da imprensa engrossou em 2012, com o grupo islâmico nigeriano Boko Haram, o Conselho Supremo das Forças Armadas no Egpito, Vasif Talibov dito como poderoso dirigente da região de Nakhitchevan no Azerbaijão, a polícia secreta paquistanesa, o ministro de informação e das telecomunicações do governo de transição na Somália e por fim o Presidente da Correia do Norte Kim Jong-un.

Face a escalada de assassinatos de jornalistas, a organização, Repórteres Sem Fronteiras, «apela os países a adoptarem com urgência o plano de acção e o projecto de decisão sobre a segurança dos jornalistas e combate a impunidade elaborada pela UNESCO em Março de 2012».

A Organização Internacional, propõe também a revisão dos Estatutos do Tribunal Penal Internacional de forma a incluir os Jornalistas na categoria de civis indefesos, como acontece com o pessoal humanitário, presente em zonas de conflito.

Abel Veiga

  1. img
    Ôssôbô Responder

    É muita pena isso!
    Os jornalistas são assassinados porque a verdade dói!
    Sei que muitos ainda estão por morrer!

Deixe um comentario

*