Extracção ilegal de inertes como meio de sobrevivência

O terreno anteriormente  destinado ao projecto  de zonas francas é  agora, local escolhido por muitos para a extração e posterior venda de pedras para construção civil. Fica garantido o rendimento para sobrevivência, enquanto se abrem buracos para o paludismo crescer.

Um cidadão que foi apanhado na extracção de pedras no terreno próximo ao aeroporto internacional de São Tomé, disse que está desempregado. Avisou que é chefe de família. «Então é neste lugar que encontramos uma forma de defendermos o nosso dia-a-dia», explicou.

Os chamados “mareteiros” garantem que para além das suas acções individuais, existem empresas de construção civil, que também extraem pedras do local. Por isso grandes buracos pintam a extensa zona. «Quando entramos aqui, também encontramos aqui máquinas de algumas empresas a fazerem escavação», denunciou.

As chuvas já chegaram e as crateras abertas no bairro do aeroporto, vão se transformar em lagos. Ambiente propício para a reprodução de mosquitos.

A extracção ilegal de inertes  no país  alastra-se dia após dia perante a indiferença das autoridades competentes.

Sónia Lopes

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    Mina Téla23 Responder

    Aonde vamos parar? Será mesmo que dias melhores chegarão?

    É muito triste essa situação, mas não podemos negar que as dificuldades existem e precisam ser ultrapssadas. Muito mais quando se trata de uma questão de sobrevivência. É o caso. Infelizmente, essas pessoas são obrigadas a se enveredar por esses caminhos, pois não terão o que comer, o que vestir, nem onde dormir. Que futuro espera esse povo com tanta instabilidade que vive o país?

    Sem falar do mau exemplo que vem de cima. Como ficou claro, existem empresas fazendo o mesmo, uma vez que deveriam servir de exemplo para os demais.

    O trabalho em STP deveria ser em conjunto : Governo + População, mas o que acontece é a exploração dos mais fracos, demonstrando a covardia dos “grandes” (nancê sa ku plaga. Cela nancê pidji Deçu pédon).

    Abraços irmãos de terra.

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      pagagunu Responder

      Qualquer dia matar para ” sobriviver” vai ser permitido.

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    paludismoatéquando Responder

    o Ex-director de endemias tb cria um pantano ao lado do seu quintal.Será que ele não deveria dar exemplo?

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    NAINO Responder

    A procura de enertes é complicada o governo não cria condições para a sua aquisição,as pedreira funcionam a meio gaz os preços elevado,é preciso criar condições para depois punir,tratar de punir primeiro os coruptos que todos conhencemos,volta a tapar os burracos ja assim não forma poça de agua.A parte triste da história são as grandes empresas que tambem aproveitam da situação,a esses sim não respondo.

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    Pedro Couto Responder

    Caros leitores,
    fazer uma charca biologica, pode benediciar a morte desses mosquitos!!!
    Em Portugal fazemos piscinas biologicas onde por natureza as rãs e libelulas aparecem para viverem neste biotopo, as mesmas são predadores dos mosquitos!! sem quimicos e sem contaminar o ambiente nos fazemos com que a natureza combate a natureza – tal e qual como os romanos faziam á 2000 anos!
    informo tambem que para se fazer uma charca; ou uma piscina biologica não é só fazer um buraco e mandar agua, é necessario um projecto, com base na envolvencia local.
    No caso de intresse estamos ao vosso dispor.
    Pedro Couto

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