Sociedade

Uê Tela começa a dar frutos

A cooperativa Uê Tela, formada no âmbito do Projeto de Apoio à Produção de Artesanato em São Tomé e Príncipe, está pronta a tornar-se a primeira empresa santomense com foco em vendas, inclusive a crédito, para o mercado estrangeiro.

O projeto – que conta com a ativa participação da Agência Brasileira de Cooperação, tendo como executor o Instituto Mazal, com sede em Brasília – apostou no empreendedorismo e nas tradições do artesanato santomense: por um lado, apresenta peças de fino gosto, em design arrojado, trabalhadas com as matérias-primas e símbolos locais; por outro, busca a sustentabilidade, motivando o associativismo e a venda de produtos de alto valor agregado ao mercado estrangeiro, superando a ausência de escala local, pouco estimulada pelo turismo, que não atrai, pelo menos ainda, mais do que quinze mil pessoas por ano.

Cerca de setenta artesãos venceram, ao longo de quatro anos, todas as dificuldades impostas pelas circunstâncias e capacitaram-se não só no âmbito de suas habilidades, como nos aspectos que envolvem a gestão eficiente dos negócios, envolvendo produto, gestão, mercado, comunicação e sustentabilidade.

No sábado, 9 de novembro, a cooperativa Uê Tela lançará sua coleção de roupas, com desfile, e de demais produtos, que ficarão expostos no Centro Cultural Brasil-São Tomé e Príncipe por uma semana. Os eventos serão imediatamente posteriores à cerimônia de encerramento do projeto, que contará com pronunciamentos do Embaixador do Brasil, de representantes do Instituto Mazal, da cooperativa Uê Tela e da CPLP, bem como do Ministro santomense responsável pela tutela do projeto. O público em geral terá acesso à exposição a partir de domingo, 10 de novembro, das 9 às 16h.

Os artesãos muito se orgulham da conquista. Buscam atualmente um ponto de vendas de fácil acesso ao mercado local e ao turista. O rendimento, hoje, já alcança nível razoável, mas o projeto somente poderá sustentar-se em bases sólidas com o ganho do mercado estrangeiro e o aumento das vendas locais.

Tal lição, multiplicada, faz parte de uma inteligente estratégia de incremento de renda em São Tomé e Príncipe. Empresas económica e ecologicamente sustentáveis, com produtos de alto valor agregado, com aceitação no mercado estrangeiro, farão a diferença. O caminho está aberto e o exemplo se oferece para ser seguido.

    3 comentários

3 comentários

  1. Barão de Água Izé

    8 de Novembro de 2013 as 1:22

    Parabéns aos artesãos.
    Se a cooperativa tem como plano exportar, deve ter assessores de design que ajudem à escolha de materiais com qualidade e definição estética, de forma que a produção artesanal não seja demasiado étnica sem perda da cultura Sãotomense.
    Também importante quem divulgue no exterior sem deixar que o artesanato se torne uma vulgaridade.
    Vendas a crédito para o mercado externo???
    Não parece aconselhável essa forma de venda. Não desistam! Quem não arrisca, vê a vida passar.

  2. dezanove

    9 de Novembro de 2013 as 11:45

    PArabens.
    Seria bom que 15% dos alunos que saem das universidades/instit. politecino do pais, fossem capazes de recriar e seguir o caminho do empresariado.

    O pais precisa de mais iniciativas em todos os sectores.

    ]e hora deixarmos de olhar para o estado ccomo unico empregador.

  3. acredito

    13 de Novembro de 2013 as 10:04

    Isso é verdade, mas antes de exportar-mos temos primeiro que trabalho de casa, as pessoas têm que saber verdaeiro sentido do conceito exporta,depois conhecerem bem seus direitos, é muito bonito iniciativas como essa mas tb é preciso a gente si conhecer bem, e conhecer-mos tb nossos benfeitores, e assim prossiguir-mos num caminho certo, que todos ganham , vençam e acalçam a mas desejada, bem haja a todos que Deus vos proteja e vos abençoes, que fique ai a reflecção…

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