Sociedade

EFACEC vai produzir energia solar em São Tomé

A empresa portuguesa ligada a produção de energias renováveis, está a negociar com o Governo são-tomense a instalação de uma central de produção de energia solar, num espaço de tempo de 7 meses. Anil Murargi, Director Geral Adjunto da EFACEC, anunciou o projecto após reunião com o Ministro das Infra-estruturas Osvaldo Abreu.

A parceria entre a empresa portuguesa EFACEC e o Governo são-tomense, visa produzir energia a base de grupos de geradores, produção térmica,  e também a exploração de energias renováveis. A energia solar, é a prioridade imediata, segundo o Director Geral Adjunto da empresa portuguesa. « Nós temos um projecto concreto para instalação de uma central solar de 1 mega watts que pode ser estendida para 5 mega watts. Vamos formalizar acordo com o Governo e a EMAE. Temos capacidade de por na rede 1 mega watts em 7 meses», assegurou Anil Murargi.

Será a primeira unidade de produção de energia solar a ser instalada em São Tomé e Príncipe, para abastecer a população. As negociações em curso entre o Ministro das Obras Públicas e Infraestruturas, Osvaldo Abreu, e a Direcção da EFACEC , vão permitir também, a instalação de duas centrais térmicas, uma na ilha do Príncipe e outra na ilha de São Tomé. «Também temos projectos concretos que estamos a acordar com o ministério na área térmica para fazer face as necessidades que vocês vão ter nos próximos 2 anos, e assim instalar centrais térmicas rapidamente, num período de 4 à 5 meses», precisou o Director Geral Adjunto da empresa privada portuguesa.

Formação do pessoal técnico da EMAE em manutenção das centrais eléctricas e a reforma da rede de distribuição de energia são outros pontos que sustentam a parceria entre a EFACEC e o Governo são-tomense. «Na área de manutenção queremos colaborar com o Governo formando equipas da EMAE, para fazerem manutenção não só dos equipamentos pertencentes a EMAE mas também os equipamentos dos privados», confirmou.

A rede de distribuição de energia, é outro alvo da parceria. A EFACEC, anunciou que dentro de 4 meses vai concluir o estudo sobre da situação da rede de distribuição de energia no país. Anil Murargi, disse que a sua empresa vai ajudar São Tomé e Príncipe, na separação da rede de transporte de energia, da rede de distribuição. Por outro lado será aumentada a capacidade das redes de 30 kvolts para 60 kvolts. «Sem uma rede sustentável não se pode injectar energia na rede», concluiu.

O Director Geral da EMAE e a equipa técnica da empresa de electricidade, marcaram presença nas negociações com a EFACEC que decorreram quarta – feira nas instalações do Ministério das Obras Públicas, Infraestruturas e Recursos Naturais.

Abel Veiga

    22 comentários

22 comentários

  1. Jose Povo

    21 de Novembro de 2013 as 15:02

    Muito boa notícia. É mesmo assim senhor Osvaldo Abreu.
    Parece que o senhor, o Ministro da Agricultura e o novo Secretario de Estado da Comunicação Social, associados ao Pai Grande 8Pinto da Costa) são os únicos que estão a tentar trazer algum alento à esta governação e a este país.
    Continuem assim e muita força. O país precisa de vocês com trabalho sério, com iniciativas e não com o blá-bla-blá de sempre.

    • Zeca Afonso

      21 de Novembro de 2013 as 18:03

      Depois veremos se é blá blá blá ou não!

      • Juka Valentim

        22 de Novembro de 2013 as 21:45

        Mãos à obra, senhor ministro Osvaldo!
        Mãos à obra porque isto tem de andar.
        Obrigado.

  2. Santomense

    21 de Novembro de 2013 as 15:08

    Muito bem.o governo a trabalhar.
    QUEREMOS S.tome e Príncipe a crescer.
    Acabou a brincadeira.
    Força Pinto da Costa.Força Governo.
    Não vamos perder mias tempo.Já perdemos dois no Governo de ADI.Chega.

  3. izaquente

    21 de Novembro de 2013 as 16:29

    São Tomé e Príncipe tem que apostar em energias limpas e não em energias que além de serem caras, tão grande mal fazem ao nosso ecossistema!

  4. ««##**+paparazi+**##»»

    21 de Novembro de 2013 as 16:31

    póis é meus compatriotas, vendo bem, si estas oportunidade de desenvolvimento nesta área existe porque é que STP encoontra inluminado, (com quebra de energia constatante desda tomamada da independencia 1975 até então)falamos da “baragem e de outras situações “…É **##**BOM QUE OS NOSSOS ESTÁDISTAS REFLITÃO BEM… E NÃO FAÇÃO COMO “ACONTECEU COMIGO EM 1994/1995, “ENTÃO JOVEM” QUANDO DIRIGI-ME À GABINETE DE UM MINISTRO, EM AUDIENCIA COM O MESMO, NO MEIO DE ALGUMAS CONVERSA E ANÁLSE DA SITUAÇÃO DO PÁIS; O MESMO TITULAR RESPONDEME QUE STP NÃO É VIÁVEL… (senhores governates e estadistas STP, á uma coisa que devemos intender de uma vez para todas um diregente tem que ser criativo, imaginario, e sonhador … para conresponder todas as espetativa do seu povo).
    Espero que esta geração que tarda em chegar traga a luz “inergia” suficiente para o desenvolvimento de todos nós…!

  5. arroz podre

    21 de Novembro de 2013 as 17:11

    O Governo já se encontra na campanha.
    Todos os ministros estão a anunciar obras, mas, só com boca.
    Na prática não iremos ver nada. Barragem, agora é energia solar, amanhã será o quê?
    O Governo Português está falido, os promotores irão instalar a energia com que meio?
    Sejamos sério senhores, o povo está cansado de promessas enganosas.

    • Vaima Shamar

      25 de Novembro de 2013 as 20:24

      Lida a notícia não vi a que propósito um comentador traz á baila o governo português. A notícia diz que a EFACEC é uma empresa PRIVADA. Agora se são Tomé dispõe de condições climatéricas para uma central voltaica, não sei, não vi os estudos. Esperemos que a EFACE meta dinheiro seu no projecto. Seria a meu ver indispensável que o Governo publicasse a estrutura financeira e o estudo de custo benefício do projecto para análise pública antes de assinar o contrato.

  6. Observador

    21 de Novembro de 2013 as 18:58

    Portugueses andam desesperados. Não têm solução para energia em Portugal, acabando por vender a maior empresa portuguesa de energia aos chineses e agora querem resolver problemas em África. O que de facto querem é roubar aos santomenses. Energia solar não funciona em São Tomé e Príncipe. É muita chuva e o céu sempre nublado, não pega não!
    Por outro lado, resta saber por que preço querem fazer esta experiência em São Tomé e Príncipe.
    Portugueses montaram um sistema de energia solar em Cabo Verde e levaram 20 milhões de euros, para produzir 2% da energia que se consome na cidade da Praia-Capital de Cabo Verde. Temos de ter cuidado para não sermos enganados como enganaram os cabo-verdianos.
    Se queremos painéis solares temos de negociar com a China. Chineses são especialistas na matéria e custam 1/4 do preço.
    Viva São Tomé e Príncipe sem exploradores europeus.

    • POIS POIS

      22 de Novembro de 2013 as 22:00

      gostei,

      aviso, cuidado com o sol de são Tomé…
      SERÁ APENAS UMA LAVAGEM DE DINHEIRO PORQUE O SOL DO PAÍS NAO FUNCIONA COM ESTE TIPO DE ENERGIA, EU SEI O QUE DIGO, MAIS UMA VEZ EU SEI O QUE DIGO..

      CUMPRIMENTOS E UM GRANDE ABRAÇO AOS SANTOMENSES QUE NAO MERECEM ESTE TIPO DE COISAS….

    • verdade

      22 de Novembro de 2013 as 22:42

      Como sou leigo na matéria e não sou racista frustado, fui consultar informação da empresa e a informação que recolhi é que se trata de uma empresa cotada em Bolsa e que teve em 2012 um volume de negócios de 780 milhões de Euros, ou seja, quase 6 vezes o orçamento de estado de São Tomé e principe

      Sinceramente acho que a empresa tem credibilidade, já o Ministro não sei

    • Vaima Shamar

      25 de Novembro de 2013 as 20:40

      Anda por aí muito desconhecimento e/ou muito sentimento recalcado. A Chinesa Three Gorges comprou 20% do capital da EDP Portuguesa por 2.6 mil milhões de Euros, quase o dobro do que oferecia a segunda concorrente. ora ninguém faz favores a ninguém: negócios são negócios. Então porque pagou tanto a Three Gorges? Porque, como ela própria acabou por confessar, queria ter acesso ao know-how da EDP nas energias renováveis! A propósito a EDP (de que a Three Gorges é, como se disse acima, apenas um sócio minoritário, mas que dispõe de fundos muito para além do que a EDP conseguiria mobilizar) vai investir dois mil milhões de Euros em renováveis até 2020. Estará STP contemplado? Não sei… Mas o que sei é que é tempo de pensar o País em termos positivos e não de ressabiamentos passadissos.
      Siide.

      • Vaima Shamar

        25 de Novembro de 2013 as 21:11

        Queria dizer: …Vai investir dois mil milhões “em África” até 2020…

  7. Odair Costa

    21 de Novembro de 2013 as 22:47

    É de elogiar a iniciativa do GOVERNO com projectos concretos para o nosso país,mais só acreditarei quando tudo sair do papel e passar para obras no terreno,se todos esses projectos começar a ser executado no terreno agora que muitos vão falar valeu á penas este GOVERNO PARA SALVAR O PAÍS,POR ISSO APELO VAMOS UNIR PARA O DESENVOLVIMENTO DO NOSSO.VIVA O PINTO DA COSTA,VIVA O GOVERNO VÃO EM FRENTE QUE TUDO DE CERTO.

    • realista

      22 de Novembro de 2013 as 0:52

      oliha outro a dar graxa oh compatriota acorda pa ja ta aproximar eleicao

  8. Massude Afonso

    22 de Novembro de 2013 as 11:07

    O Governo está de parabéns, Uso de recursos renováveis não só tem uma apelo ambiental mas, como também ao longo prazo um beneficio econômico, pois o país, São Tomé e Príncipe importa toda a energia visto que o gasolina é importado.
    Creio que em 7 meses não seria possível a consolidar o projeto e implementa-lo, como nós sabemos o sol é um recurso natural e intermitente, ou melhor não se tem o sol o dia todo, e além disso há meses que chove, e outros fatores de devem ser considerado. Digo que 7 meses é um tempo pequeno, pois, se queremos fazer um projeto conciso, pelos que obedecer algumas normas e etapas, só o estudo de viabilidade leva pelo menos dois ano e meio no mínimo, pois temos que fazer levantamento de dados para poder processa-los e averigua o potencial. Esse potencial é avaliado em vários aspectos, temos que com o banco de dados fazer uma previsão de comportamento da irradiação solar para pelo menos 15 anos, que é o tempo de ‘vida de parte’ em plena ação. por essas e varias outras questões eu acredito que em 7 meses é inviavel implementar o sistema, a não ser que queremos mais uma obra que não vai funcional ao longo prazo devido a falta de planejamento. e tem varias outras questões que tem que ser analisadas, como por exemplo a produção vai ser autonomia ou vai se ligar a rede? se for na rede ao meu ver, precisamos melhorar muito as nossas linhas de transmissão, pois creio que com a atuação observa-se muitos casos de perdas, questões de harmônicos e etc.
    Fico por aqui e peço desculpas se falei de mais. E mais uma vezes parabenizo a iniciativa do Governos.

  9. Helmer

    22 de Novembro de 2013 as 11:16

    …deveria-se procurar alguma informação em relação às políticas de preço, se vai diminuir ou aumentar…. essa é a “segunda” principal preocupação das pessoas!

  10. cao sem sorte

    22 de Novembro de 2013 as 11:52

    Bom dia, ouvindo esta noticia fico satisfeito, é que eu fiz uma formação nesta área e estive a fazer contactos para levar esta energia a STP, os meu projecto esta a ser analisado mesmo para este ano com a empresa onde fiz a formação, mas estava virado para o privado, mas pronto
    aguardo com muita esperança que vai a
    frente, com tudo estou a disposição para entrar nesta equipa da EFACEC, estou em portugal neste momento contacto 00351968615329, espero ser contactado para dar meu contributo na implementação desse projecto tambem obrigado força ai

  11. papagaio

    23 de Novembro de 2013 as 19:16

    Senhor Presidente do GR, tenta ver com o Ministro Osvaldo Abreu, qual a possibilidade e de estender este projeto a Região do Príncipe, pois nos também precisamos, obrigado!!!!

  12. carlos

    23 de Novembro de 2013 as 20:18

    Taxo para Posik ele fez formacao na area

  13. Wilder Barreto/Neves

    25 de Novembro de 2013 as 9:15

    É assim que nós queremos Senhor Ministro , precisamos de pessoas com iniciativas , que cria ideias e projectos fazendo tudo em prol do desenvovimento de São-Tomé e Príncipe.Deixe os que tiveram oportunidade de fazer e não fizeram falar , agora é nossa vez , FORÇA, FORÇA .Senhor Ministro.

  14. Verdade

    25 de Novembro de 2013 as 19:52

    Ser dirigente é uma tarefa complexa e mais ainda no nosso País, onde já se perdeu a total confiança nos nossos dirigentes, devido a prestação que os mesmos têm nos brindado durante os anos de existência deste jovem estado. Ressalta-me no entanto, algumas iniciativas deste ultimo Governo, apesar de algumas duvidas relativamente aos partidos que o suportam. Parece que a agricultura está a se reorganizar, depois de se ter banido este Ministério no anterior Governo. O Sector das Infraestruturas parece ganhar um fôlego, problemas que não se conseguir resolver a mais de 10 anos como a iluminação da pista, teve uma solução relativamente fácil e rápida. A energia está bastante estável, parece que se conseguiu remediar o problema, mas o mais importante ainda é que se nota da parte do Ministro das Obras Publica, um empenho bastante grande em consolidar a solução deste problema em todas as direcções, produção (varias alternativas) e distribuição. Sinceramente, espero que o consiga e penso que tem competências para tal e deixo aqui um conselho: segue resolvendo os problemas um de cada vez e assim terá êxitos, não dê ouvidos a aqueles que criticam por criticar e faça o seu trabalho.
    Muitos êxitos Senhor Ministro, para o bem deste País…

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