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IPA resolve crise na ligação marítima entre São Tomé e Príncipe 

Investimentos, e Projectos Angolanos (IPA), um grupo criado em 2011 para promover investimento privados angolanos em São Tomé e Príncipe, decidiu atender as preocupações do Governo em relação a crise na ligação marítima entre as duas ilhas do arquipélago são-tomense.

Uma embarcação com capacidade de transportar 150 passageiros sentados, e cerca de 40 toneladas de cargas, começou a operar esta sexta – feira, garantindo a ligação entre as duas ilhas.

interior do barcoUma acção da IPA, que segundo o seu director executivo Baltazar Afonso, dá resposta as solicitações das autoridades nacionais, mas sobretudo às preocupações manifestadas pela população do Príncipe no Diálogo Nacional. «Mediante as dificuldades abordadas a nível do diálogo nacional em relação a região do Príncipe, e porque dentro do grupo temos uma pequena exploração marítima, assim decidimos rapidamente e pusemos este primeiro barco para ligar as ilhas», declarou o responsável da IPA.

O navio que zarpa esta sexta – feira do porto de São Tomé rumo a ilha do Príncipe, representa o início de um projecto maior da IPA no domínio dos transportes marítimos. Baltazar Afonso, anunciou que posteriormente o grupo angolano, vai adquirir um navio novo e com maior capacidade para ligar São Tomé à Angola e a Cabo Verde. «Esse barco maior terá capacidade para ligar São Tomé – Angola-Cabo Verde, isto porque encontramos preocupação dos são-tomenses na diáspora em fazer chegar os seus bens a São Tomé», assegurou.

O Presidente do Governo da Região Autónoma do Príncipe, não escondeu a satisfação. A população da ilha do Príncipe tem sido a mais prejudicada por falta de ligação marítima entre as duas ilhas. «É com grande satisfação que nós encontramos um grupo privado angolano a ajudar-nos a encontrar esta solução que vem nos ajudar bastante, sobretudo a população do Príncipe que vem padecendo nos últimos anos com a situação de ligação marítima», enfatizou José Cassandra.

Há vários meses que não tem havido ligação marítima entre as duas ilhas, principalmente para o transporte de pessoas e seus bens.

O abastecimento do Príncipe em combustíveis chegou a estar em causa. Um dos navios pesqueiros que tentou levar 30 mil litros de gasóleo para produção de energia elétrica na ilha autónoma naufragou mesmo ao largo do porto de São Tomé, em julho último.

Por sua vez o secretário de Estado das Infraestruturas, José Maria, anunciou que o navio disponibilizado pela IPA, vai também dar resposta a circulação de pessoas e bens entre o país e a costa africana.

O secretário de Estado, recordou que o Estado são-tomense beneficiou de um fundo da União Europeia para aquisição de uma nova embarcação. Segundo José Maria, o fundo foi desbloqueado e já começaram os trabalhos d construção do navio que  deverá reforçar a ligação marítima entre as duas ilhas.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. Mé Zemé

    5 de Setembro de 2014 as 8:14

    Esperemos que seja dessa vez…

  2. santa catarina

    5 de Setembro de 2014 as 8:18

    Mais uma publicidade barata para nos convencer, tambem estamos em campanha. Barcos como este já passaram varios, falando mesmo dese o navio Paguê entre outros. Este é o sol de pouca dura. Estamos habituados as propanganda. STP tem que resolver os seus problemas com os seus braços e esforço, não esperando como tem sido habito pela benevolencia do outros, tambem têm as suas dificulidades e grandes.Espero que não seja uma actitude de campanha que estamos.

  3. servo de Déus

    5 de Setembro de 2014 as 8:42

    De qualquer forma, só tenho que dizer “”Bem haja””

  4. JOAQUIM SILVA

    5 de Setembro de 2014 as 8:59

    Não estou contra a operação de navios de parceiros como o IPA. Entendam-se bem isto. Mas fica-me a sensação de insatisfação da inoperância da nossa administração. O sector de transporte, tal como os outros, deve obedecer a um plano director e a planos operacionais para implementação do mesmo. Mesmo que não tenhamos, verba de imediato, para a concretização dos mesmos, estes devem existir e devem ser actualizados periodicamente a fim de poder responder as nossas constantes necessidades. Agora, esperar pela “chuva” que caia do céu?!!! Somos um pequeno país e empobrecido, mas comecemos a pensar “grande” para tirá-lo do marasmo que teima em partir. Afinal de contas somos independentes ou não?

  5. Eterno Madiba

    5 de Setembro de 2014 as 9:27

    O grande problema nosso (santomenses) é que nos contentamos com muito pouco. E fazemos festas com podridão e lixeiras dos outros. Tudo porque perdemos a dignidade de um homem médio, graças aos nossos politicos. A dignidade, para este caso, consegue-se simplesmente com trabalho e nunca como pedintes!

  6. Cima e Baixo

    5 de Setembro de 2014 as 13:55

    A noticia da semana para mim, é o Telmo Trindade que anda a dizer nos programas de agenda de informações úteis já há uma semana, que esta a venda uma casa com “Cima e Baixo” nos arredores da Capital.
    Meus senhores como é possível. Alguém pode corrigir este senhor dizendo-lhe que uma casa com “cima e baixo”, é na língua Portuguesa, uma casa de 1º andar. Obrigado.

    • geste

      10 de Setembro de 2014 as 16:36

      Esta observação é irrelevante…preocupe-se com coisas mais importante. Uma casita simples de baixo e cima pode ser a denominação mais prática, simples e correta de dizer, mesmo em português, do que o emprego do conceito de primeiro andar…tem coisas mais importantes…é um tric tric issooooooo tudo..e se for de primeiro andar, onde estarão os segundo andar, tem muitos???..

  7. SEMPRE ASSIM

    5 de Setembro de 2014 as 15:53

    “A honra não vive de joelhos esperando o arrastar do osso. Quem não sabe onde quer chegar todo o caminho lhe serve. o princípio da dignidade da pessoa humana é um valor moral e espiritual e este preceito constitui o princípio do estado de direito democrático. Quem muito pede respeito perde”! Por isso vamos indo somando a perda de valores, a pobreza, a vileza. Não será que com o valor que compramos o famoso navio Príncipe, teríamos um navio que nos servisse e nos dignificasse, para que não estivéssemos hoje a sermos pedintes como sempre? Não será que todos nós devemos exigir mais dos nossos dirigentes para a melhor gestão dos fundos públicos? Já procuraram saber quanto custou o navio Príncipe? Temos que ser mais exigentes!!

  8. Original

    5 de Setembro de 2014 as 16:31

    Analizando este assunto com cabeça fria,tenho a dizer o seguinte:

    Temos tanto ditos empresários em S.Tomé e Príncipe que para assuntos desta natureza nunca apareceu alguém ou grupo que tivesse apresentado alguma ideia para barco,avião ou outra coisa parecida.
    Preferem comprar quintas e vivendas no País e no Estrangeiro em vez de investirem em projetos que tem impacto na população.O Fradique e os demais que são considerados empresários de sucesso no nosso país,só dedica à venda de cimento ,arroz e outro géneros e quando o Governo estabelece algum contacto no exterior para fornecimento através de uma linha de crédito no valor X os gajos matam-se uns aos outros para conseguir a maior fatia do bolo. Pergunto:é necessário que seja Empresários Angolanos a sentirem pena deste Povo? Será que o custo deste barco está para aquém das possibilidades dos nossos Empresários se estivessem empenhados?
    Onde está o Slogan construamos com as nossas próprias mãos uma Pátria renovada? Desculpem esta expressão:O pedinte morre escravo de qum dá.Fico por ai e espero que vocês que estão a desgraçar este País criando burguesia interna através de corrupção, tenham vergonha na cara ou hão-de continuar a tirar chapéu aos outros e andar com cabeça vergada.

  9. pedro neto

    5 de Setembro de 2014 as 17:07

    Mas os responsaveis pelo navio Principe não estão preso porque a justiça em S.Tomé é deficiente, chouxo e frouxo.
    Nunca saberemos o preço do navio Principe porque ninguém pede contas a ninguém. Autentica Republicas das Bananas.

  10. paparazzi

    8 de Setembro de 2014 as 9:09

    Concordo com o original assino em baixo

  11. Odair Costa

    8 de Setembro de 2014 as 11:07

    Eu desejo um seja bem vindo á este barco que muita falta fazia a população da Região Autónoma do PRÍNCIPE ,mais sou aquele que defendo que a JUSTIÇA SANTOMENSE deve fazer uma investigação sobre compra do navio PRÍNCIPE para apurar responsabilidade sobre quem comprou este NAVIO que nada beneficiou S.TOMÉ.

  12. Antonio Neto

    9 de Setembro de 2014 as 7:38

    Criticar é a nossa bandeira.

  13. Noel Santos

    22 de Setembro de 2014 as 15:13

    Se precisam de comandante responsável e com muita experiencia para o navio falem comigo ,tenho 52 anos sou português mas gosto muito de São Tome já passei por la algumas vezes com navio de pesca com Santomenses.

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