Moçambique e Angola com mais suicídios entre os lusófonos

Maior número de casos ocorre entre indivíduos com mais de 70 anos; OMS quer que casos reduzam em 10% até 2020.

Anualmente 800 mil pessoas cometem suicídio.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Moçambique é o país lusófono africano que registou mais casos de suicídio em 2012. Cerca de 4360 tiraram a própria vida, sendo que 2721 foram homens e 1939 mulheres.

De acordo com um relatório da Organização Mundial da saúde, OMS, em Angola suicidaram-se 2206 pessoas, sendo 1594 homens e 612 mulheres. 

Taxas

O sexo masculino é o que mais regista casos, principalmente na faixa dos 50 anos. O documento realça que as taxas de suicídio são maiores entre os que têm mais de 70 anos, mas atinge também outras faixas etárias.

Entre os países africanos de língua portuguesa, a Guiné-Bissau teve 51 suicídios e Cabo Verde 19. 

Depressão

A Rádio ONU conversou com a psicóloga e psicoterapeuta Karen Scavacini, uma das revisoras do relatório da OMS. A especialista abordou a necessidade de combate à depressão considerada uma das maiores causas para tentativas de suicídio.

“A primeira coisa é detectar casos de depressão e encaminhar as pessoas com depressão para tratamento. Porque 90% das pessoas que cometem o suicídio têm depressão no momento do ato. Além disso, reduzir o uso do álcool, o acesso ao álcool e drogas e o acesso ao meio, como a gente chama armas de fogo, pesticidas, acesso a pontes e edifícios. Esses são alguns dos meios que nós temos para diminuir essa alta do número de suicídios.” 

Saúde Mental

Anualmente, mais de 800 mil pessoas cometem suicídio no mundo. Trata-se da segunda maior causa de mortes entre indivíduos de 15 a 29 anos.

O Brasil é o oitavo maior país com o problema, com 11821 casos. Portugal registou 1324 e Timor-Leste 60 casos de suicício. A lista é liderada pela Índia com 258 mil casos seguida da China com 120 mil.

O plano de ação de saúde mental da OMS prevê que os Estados-membros reduzam a taxa de suicídios em 10% até 2020. 

Tabu

A diretora-geral da agência da ONU, Margaret Chan, afirmou que o relatório “é um chamado para ação para lidar com um grande problema de saúde pública que tem sido visto como um tabu há muito tempo”.

A organização afirma que para reduzir o número de suicídios é necessário impedir o acesso das pessoas aos meios que levam a ação. Outras medidas incluem uma forma responsável de informar o público sobre esse tipo de caso.

Segundo a agência, é importante evitar uma linguagem sensacionalista e dar detalhes dos métodos utilizados.

A OMS recomenda que os governos envolvam vários departamentos no desenvolvimento de uma resposta compreensiva para combater o problema.

*Apresentação: Denise Costa.

Parceria Téla Nón – Rádio das Nações Unidas

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    Afonso tafula Responder

    Tou em moz

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