Destaques

Homens armados com catanas impediram a demolição do Parque da Trindade

Na última quarta-feira dezenas de homens armados com catanas, impediram que a câmara distrital de Mé-Zochi demolisse as barracas que circundam o parque da cidade da Trindade.

Numa nota de 13 de Outubro assinada pelo Presidente cessante da Câmara de Mé-Zochi, Nelson Carvalho, alguns proprietários das barracas que não chegaram ao entendimento com o poder local, foram avisados que a autarquia iria avançar para demolição forçosa.

A demolição forçosa deveria ser executada no dia 15 de Outubro. No entanto a operação não aconteceu porque dezenas de homens armados com catanas, circundaram as barracas, cujos proprietários ainda não chegaram a acordo com a autarquia de Mé-Zochi, em termos do valor da indemnização a ser paga.

No entanto a maioria dos proprietários das barracas já recebeu a respectiva indemnização proposta pela câmara de Mé-Zochi, e abandonou o espaço.

Face a resistência dos homens de catanas, os caterpílares não avançaram sobre a zona do parque da Trindade, que já foi adjudicada a um grupo privado angolano. Trata-se da empresa PROCONGEC, que apresentou o projecto de requalificação do parque da Trindade. Espaço que  deverá se transformar num complexo habitacional com 52 residências do tipo T1 e T2, incluindo campos de jogos e espaços comerciais com mais de 16 lojas.

A primeira pedra para construção do complexo foi lançada no dia 5 de Agosto último pelo Presidente da República Manuel Pinto da Costa. O grupo de Investimentos e Projectos Angolanos em São Tomé e Príncipe, é o arquitecto do projecto, que para já travado pelos homens armados de catanas.

Abel Veiga

    17 comentários

17 comentários

  1. Cacessa

    17 de Outubro de 2014 as 10:56

    Pelo que sei, para que se possa Adjucar e o mais grave proceder ao lançamento da primeira pedra da obra acima referida, deve-se esgotar todos os pressupostos. Um dos seria a regularização da indemnização equivalente a casa ou a barraca a ser destruida.

    Atnente a este casao, verifica-se que não ouve o consenço com entre a maioria dos proprientarios com a autarquia local. Agora pergunta-se.Porquê extermiar a única fonte de rendimento, de sobrivência ou até mesmo a residência daqueles proprietários, sem lhes dar o equivalente para que possam erguer os seus négocios e residências num outro local? É justo?

  2. Nitócris Silva

    17 de Outubro de 2014 as 11:02

    É de lamentar que seja necessário o povo recorrer a violência para poder resolver um problema que todos nós já sabemos o fim da novela. Muito provavelmente mais um espaço que seria demolido e que durante quatro anos iria servir para criar ratos e bicharada na cidade. Espero que o novo governo tenha em atenção a fiabilidade e a utilidade do mesmo projeto para a comunidade da cidade da trindade. Depois de ser analisadas as contas do país acredito que o novo governo irá arranjar meios para a conclusão do projeto, não fazendo o mesmo que a oposição fez com as obras iniciadas pelo ADI, como exemplo temos a estrada de Monte café. Desde que haja recursos já cabimentados pelo governo anterior para conclusão dessa mesma obra, eu acho que só ficaria bem ao governo. De uma vez por todas vamos parar com essa cultura: eu não acabo o que o outro começou, porque o que está em causa é o dinheiro dos contribuintes.
    Respeitem o dinheiro dos poucos que contribuem para o país.
    Uma abraço camaradas

  3. santos

    17 de Outubro de 2014 as 11:36

    Como é possível que o Célio mande seus trabalhadores com catanas impedir o início de uma obra que vai mudar a cidade da Trindade?
    Julgo que a Câmara deve avançar com a demolição o mais rápido possível. Eles (Célio, Chico Pardal e Abílio) sabiam que esse terreno era da Câmara, se construíram ilegalmente e não aceitam a indemnização, não há outra alternativa.

  4. Docente realista

    17 de Outubro de 2014 as 12:15

    Cuidado com o Célio!, Ele tem sua tropa: Ahahahahahahahahhahhahahaha, Só nos faltava esta!

  5. República das Bananas

    17 de Outubro de 2014 as 13:15

    Sa ca da kwa? Não ha autoridades no país para correrem com estes bandidos e po los na cadeia.
    Aonde que vamos chegar se não se está a favor manda se 20 arruaceiros com catanas.

  6. Arnaldo (santola)

    17 de Outubro de 2014 as 13:33

    Coloca na cadeia, homens armados é um perigo para a sociedade, há outras formas de resolver as coisas.

  7. Pega Leve

    17 de Outubro de 2014 as 19:56

    Para quem já fez obras sabe perfeitamente que Std 90 milhões não faz aqueles investimentos.

    Sou de opinião que a Camara deveria entrar numa negociação amigável e aumentar para pelo menos STD 500 milhões mais um terreno noutro local de modo que as relações sejam mutuamente benéficas.

    Lembre-se que a malagueta no olho do outro não é refresco.

    Viva o povo da Trindade.

  8. pascoal de carvalho

    17 de Outubro de 2014 as 23:23

    em nada essas atitudes (nem dos habitantes e proprietários nem do ainda presidente da câmara) dignificam as nossas raízes de povo de paz e de harmonia.

  9. Belmiro da Graça Soares

    18 de Outubro de 2014 as 1:09

    É o direito de propriedade?

  10. Belmiro da Graça Soares

    18 de Outubro de 2014 as 1:13

    Não existe respeito ao direito de propriedade. Como foi dito acima primeiro esgota-se as pendências quer seja administrativa ou judicial e posteriormente a obra. Não sei o porquê de tanta pressa para a construção deste empreendimento passando por tudo e por todos.

  11. boca pito

    18 de Outubro de 2014 as 12:28

    Meus senhores,
    Intervenho para dar a minha modesta opinião sobre este assunto:
    1º) O espaço em questão é pertença do Estado Santomense, aliás encontra-se no centro de uma Cidade do país, a qualquer momento o estado pode apropriar-se dele, querendo;
    2ª) Para o efeito, cabe tão somente ao Estado, registar os cidadãos ocupantes e indemnizar-lhes;
    3º) Feita a indeminização completa ou por completar, desde que todos estejam conscientes e provem estar registados como ocupantes do espaço para serem indemnizados, já está garantido a sua indemnização;
    4º) Aquele que se opuser de forma solitária ou em grupo, armados ou não para a realização das obras previstas, estarão a cometer crime que, poderá chegar as barras dos tribunais e com consequências imprevisíveis;
    5º) Após o tempo dado pelo governo para conclusão das indemnizações aos beneficiários, o tal compromisso se não for cumprido, os lesados têm o direito em recorrer aos Tribunais e até a outras instancias internacionais para verem ressarcidos os seus direitos.
    6º) São Tomé e Príncipe não é um estado sem lei, em que cada um faz aquilo que bem pretende, como se uma tribo da era primitiva se tratasse.

    Esta imagem é muito triste e feia para o nosso país que acaba de ser elogiado internacionalmente, como onde decorreram eleições justas, livres e transparentes, enfim…

    • Mé pó Feladu

      20 de Outubro de 2014 as 15:32

      olha o complexo club
      náutico no centro da capital uma vergonha

  12. Pega Leve

    18 de Outubro de 2014 as 16:49

    Boca Pito.
    Da forma como tu escreves compreende-se perfeitamente que tu não tens sentimentos e não és do bem.
    Pensa um pouco comigo: ” falam-se em desenvolvimento, tudo bem, mas como tu deves calcular não se pode desenvolver qualquer coisa do nada. Tem que obrigatoriamente ter um estudo de viabilidade, ou um projetista. Sabiam que para erguer aquele novo investimento na Trindade, tinha que pensar em desocupação, ou seja indeminização compatível aos atuais investimentos objetos de demolição”.

    E lembras ainda, que os ocupantes atuais não serão beneficiários destes novos investimentos. Dou-te um exemplo: Mercado Novo (Coco-coco), Feira do Ponto, etc.

    Cuidado, o peixe morre pela boca!

  13. boca pito

    19 de Outubro de 2014 as 12:35

    Ok,
    meu caro Pega Leve.
    Compreendi que não me entendeste bem. Por um lado, eu sou contra a demolição do espaço, sem se prever os danos colaterais, querem eles monetários aos actuais ocupantes do espaço, estudos prévios e impactos posteriores. Isto não deve ser o procedimento de governo que se diz responsável. Por outro lado, não pode ser um grupo de cidadãos, armados ou não que vão impedir o acto de demolição, porque o país tem leis que devem ser acatadas por todos. Para impedir a demolição, seriam as instâncias judiciais a procederem para tal, me entende? Porque se não, isto vai criar um vício na sociedade, que quando o Estado pretende construir uma obra qualquer e que, um cidadão por uma razão ou outra achar-se prejudicado, ele vai buscar um grupo de indivíduos e por vezes com outras armas que não brancas, para fazer valer a sua pretensão. É só isto. Se se provar que o valor da indemnização não é o previsto, o beneficiário tem como recorrer. ALERTO PARA NÃO ENTRARMOS NA FASE DE QUE CADA UM FAZ A JUSTIÇA COM AS SUAS PRÓPRIAS MÃOS.

  14. pichotada

    20 de Outubro de 2014 as 13:33

    Um estado que não dá nada ao seu povo onde as pessoas lutam constantemente pela sua sobrevivência, não da para acreditar nisso…. todos os dias temos provas que para alem de não fazerem nada, também não se importam com as pessoas…. Sei que a violência não é caminho certo mais gostei da atitude dessas pessoas

  15. Ébola

    20 de Outubro de 2014 as 14:59

    Esses delinquentes são todos de São Marçal, Olha são todos vadios e medrosos. Falta de autoridade de Estado… Patrice já voltou para por fim nisso.

  16. Olios no Pais

    21 de Outubro de 2014 as 10:41

    Enfim, temos que saber que o nosso pais tem leis e ninguém esta em sima dela, por isso temos que resolver os problemas com base legal meus irmãos, espero que este caso encontre um entendimento saudável pera a sua resolução.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo