Paludismo recuou para nível residual de 1974

A luta contra o paludismo entrou na fase decisiva. Segundo o Centro Nacional de Endemias, há 40 anos que o arquipélago não registava índice de paludismo tão baixo. O Plano Estratégico que visa a pré eliminação da doença tem meta em 2016, mas o centro de endemias garante que o objectivo será alcançado antes da data prevista no Plano estratégico.

A eliminação do paludismo pode ser realidade a curto prazo, se no entanto não houver falhas no processo em curso, como aconteceu no durante os anos 2011 e 2012, em que o paludismo tentou ressurgir.

Em declarações ao Téla Nón, Arlindo Carvalho, Director do Centro Nacional de Endemias, manifestou-se seguro de que a ilha de São Tomé vai entrar na fase de pré – eliminação do paludismo, como já acontece na ilha do Príncipe.  «Os resultados indicam que estamos a chegar a meta antes do prazo previsto, no Plano Estratégico que é 2016», precisou.

Por isso o Centro Nacional de Endemias, está reunido com os seus técnicos em seminário para rever o Plano Estratégico de Luta Contra o Paludismo. Os resultados alcançados nos últimos 2 anos, no combate ao paludismo são históricos. «Em relação a aquilo que é a incidência do paludismo, neste momento temos a incidência mais baixa dos últimos 40 anos. Estamos no mês de Novembro e ainda não registamos qualquer caso de óbito por paludismo», assegurou Arlindo Carvalho.

Conquista que impõe maior responsabilidade. O país caminha para a eliminação da doença e não deve haver recuos. «Isso traz responsabilidades acrescidas, isso significa que nos próximos anos a luta anti-vectorial(mosquito causador da doença) deve ser aprimorada e os aspectos logísticos que suportam a luta vectorial sejam acautelados para que não haja falhas nesta luta», frisou o Director do Centro Nacional de Endemias.

No ano 2012, o paludismo tentou ressurgir na ilha de São Tomé, com o registo de mais de 6 mil casos. Em 2014 e até o mês de Novembro as autoridades dão conta do registo de pouco mais de 1000 casos. No entanto o arquipélago foi martirizado com o paludismo até o ano 2004, altura em que foi lançada a grande campanha de luta contra a doença que era responsável por centenas de mortes por ano no país, sem falar de invalidez, e outros problemas sociais que causava.

Neste período o sistema nacional de saúde registava uma média de 60 mil casos de paludismo por ano. «Partidos de 60 mil casos por ano, para menos de 2 mil casos num ano, pelo menos até Novembro», sublinhou.

Na ilha do Príncipe já a muito tempo que a luta contra o paludismo entrou na fase de pré – eliminação, e na ilha de São Tomé os resultados alcançados, apontam no mesmo sentido.

Abel Veiga

 

 

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    Colomba Responder

    O ano de 1974 diz-me qualquer coisa… o que será?

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      jose Responder

      E verdade os tugas só trouxeram miséria a este belo pais.
      Depois de 74 foi só a crescer

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    luisó Responder

    Ao fim de 40 anos voltaram aos níveis de 1974?
    Afinal não era preciso na altura a china-taiwan para a luta contra o paludismo.
    Porquê?

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    Munõz Responder

    Devemos nos regozjar com esta notícia. Numa altura em que só ouvimos f do nosso país por maus motivos, sinto-me muito esperançada com esta notícia, pois acredito que se a mesma for bem divulgada nacional e internacionalmente, STP poderá conhecer nos próximos tempos um crescimento a nível turístico, uma vez que o paludismo tem sido um fator inibidor desse crescimento.

    Com alguma cautela vamos torcer para que as nossas autoridades continuem fazendo este trabalho cujo mérito deve ser realçado, sendo certo que devemos agradecer a China-Taiwan, pelo apoio técnico, sem o qual não seria possível alcançarmos este resultado.

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