Organizações se posicionam contra restrições de viagens devido ao ebola

Força-tarefa internacional formada pela OMS, OMT, Icao e Iata alega que medidas proibitivas podem criar “falsa impressão de controle”; outra preocupação é com chances de reduzir comércio de bens essenciais.

Triagem aos passageiros que deixam os países afetados pelo surto. Foto: OMS/S. Bolton

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Força-Tarefa de Viagem e Transporte divulgou um comunicado esta segunda-feira, onde reafirma sua posição contrária a qualquer tipo de restrição de viagens ou de comércio devido ao surto de ebola.

O grupo é formado pela Organização Mundial da Saúde, OMS; Organização Internacional da Aviação Civil, Icao; Organização Mundial do Turismo, OMT; Associação Internacional de Transporte Aéreo, Iata; Organização Marítima Internacional, OMI e outras.

Comida

O comunicado lembra que a OMS não está recomendando nenhuma proibição de viagem nem de comércio ou quarentena para passageiros que chegam dos países mais afetados pelo surto: Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Segundo a força-tarefa, tais medidas podem criar “falsa impressão de controle e prejudicar o número de profissionais de saúde voluntários”. Outra preocupação é com a possibilidade de redução do comércio de bens essenciais, como comida, combustíveis e suprimentos médicos que são enviados à África Ocidental.

Medidas

As organizações explicam que fazer a triagem dos passageiros que deixam as três nações por meio de aeroportos, portos e fronteiras terrestres é o recomendado pela OMS. A medida pode evitar que pessoas com sintomas saiam dos locais com altos níveis de transmissão.

Entre as medidas de proteção recomendadas pela força tarefa, estão altos níveis de vigilância e planejamento para garantir resposta rápida e segura de casos suspeitos. Outra sugestão é para campanhas informativas para quem viaja, companhias aéreas e funcionários do setor de carga sobre os sintomas do ebola.

Casos e Mortes

Aos passageiros que voltam da Guiné, Libéria e Serra Leoa, o indicado é ficar atento a sintomas como febre, fraqueza intensa, dores musculares e de cabeça, vômitos e diarreia. Em caso de febre acima de 38 graus, a pessoa deve ligar para o serviço médico de emergência e informar o itinerário da viagem. As recomendações precisam ser seguidas por 21 dias após o retorno.

Segundo a OMS, foram reportados 13.268 casos confirmados, prováveis e suspeitos de ebola em oito países: Guiné, Libéria, Serra Leoa, Espanha, Estados Unidos, Mali e na Nigéria e no Senegal, duas nações onde o surto já foi controlado.

Até o dia 4 de novembro, 4,960 pessoas tinham morrido após contrair o vírus.

Parceria TÉLA NÓN / RÁDIO ONU

 

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