Banco Mundial alerta que ébola vai afetar crescimento na África em 2015

PARCERIA / Téla Nón – Rádio das Nações Unidas

Relatório da Instituição financeira projeta redução da taxa de crescimento ou retração das economias da Libéria, em Serra Leoa e na Guiné; impacto regional da doença pode chegar a US$ 32.6 bilhões até dezembro do ano que vem.

Foto: Unicef/Suzanne Beukes

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Banco Mundial alertou que a epidemia do ebola vai afetar o crescimento econômico na África Ocidental em 2015.

O relatório da instituição financeira sobre o impacto da doença na economia da região, divulgado esta terça-feira, prevê uma redução neste ano na taxa de crescimento do produto interno bruto, PIB, da Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Difícil

Antes do surto de ebola, os especialistas projetavam um avanço de 5.9% para a Libéria. Os números revisados apontam agora para um crescimento de 2.2%. No caso de Serra Leoa a previsão inicial era de um crescimento de 11.3% e caiu para 4%. Na Guiné, a queda foi de 4.5% para apenas 0.5%.

Segundo o Banco Mundial, todos os três países africanos vinham registrando um rápido avanço em suas economias até o primeiro semestre de 2014.

Mas o relatório prevê um quadro mais difícil para o ano que vem. O PIB da Guiné deve ter uma retração de 0.2% e mais ainda para Serra Leoa, cuja economia pode ter um crescimento negativo de -2%. Esse dois países timham uma previsão de crescimento anterior de 4.3% e 8.9% respectivamente.

A situação muda em relação à Libéria, onde os especialistas projetam um crescimento de 3% do PIB em 2015 devido a sinais de progresso na contenção da doença e aumento da atividade econômica.

Essas previsões têm como base uma perda de receita para os três países de mais de US$ 2 bilhões de dólares, o equivalente a mais de R$ 5 bilhões, no biênio 2014-2015.

Impacto

Os especialistas do Banco Mundial disseram, em outubro, que se a epidemia continuar aumentando na região, o impacto financeiro pode chegar a US$ 32 bilhões até dezembro do ano que vem.

O relatório divulgado esta terça-feira afirma que esse cálculo continua válido já que o surto ainda não está sob controle.

O Banco Mundial está mobilizando quase US$ 1 bilhão em financiamento para os países mais afetados pela doença. Isso inclui US 518 milhões para as operações de resposta à epidemia e, pelo menos, US$ 450 milhões para facilitar o comércio, o investimento e a criação de empregos na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

O presidente da instituição, Jim Yong Kim, inicia uma visita de dois dias à África Ocidental para avaliar o impacto do ebola na região. Yong Kim vai manter contato com autoridades dos governos da região e agências internacionais.

Na agenda, eles vão debater quais medidas devem ser adotadas para se atingir a meta de “zero casos” da doença o mais rápido possível.

 

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    Isabel Judia Responder

    se calhar,… os gorilas do banco mundial devem sentir-se muito satisfeitos com os efeitos futuros da ebola, afinal é tudo o propósito das suas política, despir a África de todos os seus recursos, naturais e humanos

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