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Governo anuncia reforma do sistema nacional de saúde na recepção de medicamentos

O Ministério da Saúde recebeu o primeiro carregamento de medicamentos ofertado por Portugal, para travar a constante rotura de stock de medicamentos no sistema nacional de saúde. 10 Toneladas de medicamentos essenciais, foram entregues ao hospital central Ayres de Menezes pela ministra da saúde Maria de Jesus Trovoada na companhia da embaixadora de Portugal no arquipélago Paula Silva.

No porto de São Tomé foram desembarcados dois contentores de medicamentos num total de 10 toneladas, para repor o stock no sistema nacional de saúde. Uma oferta de Portugal, numa parceria com o Governo são-tomense que envolveu a indústria farmacêutica portuguesa e o Governo português.

A embaixadora de Portugal Paula Silva, que entregou a oferta a ministra da saúde Maria de Jesus Trovoada destacou a eficácia e pontualidade de Portugal. «Portugal procura ser eficaz e pontual nas necessidades que nos são demonstradas e São Tomé e Príncipe, tem a mesma preocupação de eficácia», declarou a embaixadora.

Paula Silva, sublinhou também o empenho demonstrado por São Tomé e Príncipe, no «sentido que esses medicamentos sirvam os pacientes de São Tomé e Príncipe».

Anti- inflamatórios, soros, vitaminas, antibióticos, fazem parte da longa lista de mais de 200 tipos de medicamentos essenciais, que começaram a chegar a São Tomé e Príncipe.

A Ministra da Saúde aproveitou o momento, para anunciar as medidas do governo, para travar a cíclica rotura de stock de medicamentos no país. «A gratuitidade proporcionada pelo actual sistema nacional de saúde tem conduzido a frequentes roturas de stock dos medicamentos e de outros produtos de uso médico hospitalar. A aposta deste governo é acabar com esta situação de rotura através da criação de uma central de abastecimento de medicamentos», assegurou Maria de Jesus Trovoada.

Para o Governo os cidadãos devem ser chamados a co-participarem no financiamento do sistema nacional de saúde. «Urge a necessidade da introdução em São Tomé e Príncipe de um sistema de financiamento de saúde que permita garantir a sustentabilidade do nosso débil sistema actual», acrescentou a ministra tendo, frisado que os mais carenciados, continuarão a ter acesso gratuito ao sistema de saúde.

Com a chegada do primeiro de 3 carregamentos de medicamentos previstos para este ano, o stock de medicamentos em São Tomé e Príncipe deverá conhecer estabilidade em 2015.

Abel Veiga

    5 comentários

5 comentários

  1. Quilixe Furtado

    23 de Abril de 2015 as 8:54

    Muito bem senhor PM e senhora Ministra
    O nosso sistema de saúde precisa de melhorias urgentes e sérias
    Apoio o Governo neste sentido
    Bem haja!

  2. arelitex

    23 de Abril de 2015 as 16:53

    senhor Patrice Trovoada e senhora ministra .a melhor forma de calar a boca aos que falam mal do actual governo ,é mostrar a diferença de trabalho feito . e ensinar eles como se trabalha . a saúde no nosso país necessita sim de alterações profundas . os meus agradecimentos pela vossa dedicação ao país e pelo vosso bom trabalho .

  3. atento

    24 de Abril de 2015 as 2:31

    Agora sim é que ,vai. Que reforma avulsa se pretende implementar?
    Senhora Ministra, cuidado a que o remedio nao seja pior que a doenca.
    O que e que se vai pagar? Quem ira pagar? Quem pagara pelos os que nao podem pagar? Podera haver pretencao de se evitar rotuara de stock, mas nao havera doentes com capacidade para alimentar tal sistema. A Saude esta prenhada de voluntarismos que nao deram em nada. Porque?

  4. Silton Monforte

    24 de Abril de 2015 as 4:01

    Que caminhos para a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde? Que características deverá ter o sistema de saúde do futuro?

  5. ANCA

    25 de Abril de 2015 as 18:16

    A saúde pública, deve ser vista, para além do tratamento hospitalar, físico e mental, estende-se ao bem estar social coletivo e pessoal de cada cidadão SãoTomense.

    Quando temos miséria, fome, doenças epidémicas, falta de água potável,falta de energia luz, carência de saneamento de meio, carência de boa alimentação, falta de emprego educação, criminalidade elevada, altas taxas de mortalidade e mortalidade infantil, corrupção, falta de justiça, falta de boa gestão e administração, população com carência de recursos financeiro e económicos, é uma questão de Saúde Pública.

    Há que enquadrar, criar e organizar o Sistema nacional, tendo em conta realidades atrás mencionadas, mobilizando recursos e equipamentos, económicos e financeiros, Humanos pessoal qualificados, Ciências Medicas/Universidade/Investigação, mobilizar a nível da sociedade civil.

    É preciso ter uma visão nacional do Sistema Nacional de Saúde, Região Autónoma do Príncipe.

    Todas instituições devem, organizar, mobilizar, modernizar, promover a saúde e bem estar mental e físico, á nível social pessoal individual e coletivo, mediante ações, concretas, investimento, para debelar questões de saúde que jamais se resume á tratamento médico hospitalar e medicamentoso.

    Falar de Sistema de Saúde é muito mais do que somente Hospitais e Centros de Saúde, Farmácias, Clínicas, etc….

    Quando há carências de alimentos, carências de agua potável, falta de satisfação de necessidades básicas dos cidadãos, clima de falta de paz e estabilidade, corrupção, má gestão e administração, etc,etc… só par citar alguns exemplos, temos problemas no nosso sistema de saúde nacional.
    Necessário se torna ter uma visão mais abrangente de saúde publica e sistema de saúde.
    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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