Marcha silenciosa na Trindade para gritar contra a violência

Uma marcha silenciosa saiu as ruas da cidade da Trindade na tarde de terça – feira para protestar contra todo tipo de violência que nos últimos tempos tem ceifado vidas humanas, e provocado maus tratos as crianças e mulheres. O poder local do distrito de Mé-Zochi, que organizou a manifestação, exigiu reflexão nacional em torno da violência crescente no país.

Trindade,  uma cidade que em 1953 foi palco da maior violência colonial da história do país, conheceu na passada semana, mais um momento de violência sanguinária. Uma mulher foi assassinada em casa juntamente com as suas duas filhas.

marcha geralAgentes da polícia e autoridades políticas, juntaram-se a dezenas de populares da Trindade e de outras regiões e São Tomé, que marcharam silenciosamente para travar a violência crescente no país.

No meio da manifestação Tereza Guadalupe, desabafou para o Téla Nón, a sua preocupação face ao crime quase generalizado que assaltou o país. «O nosso país está com uma violência que eu não estou a entender o que é que está a passar neste momento. Mesmo com essa marcha que estamos a fazer agora, não está a trazer solução para esta violência que está a aumentar», declarou.

O Téla Nón encontrou também no meio da marcha, Adelino Pereira, cidadão residente no distrito de Mé-zochi. Advogado de profissão, Adelino Pereira, considera que é tempo de dizer basta, ao fenómeno. «Acho que através desta marcha pretendemos que as autoridades, os cidadãos, todos tomem consciência e todos juntos possamos combater este fenómeno que nos atinge a todos. È tempo de dizermos basta aos crimes de cariz sexual, a violência doméstica porque são fenómenos nefastos para a sociedade e que põem em causa a nossa coexistência pacífica», pontuou.

Assassinatos, agressões físicas, e outros crimes violentos, estão a ameaçar a paz social que sempre caracterizou São Tomé e Príncipe. O poder local de Mé-Zochi, que organizou a marcha, exige reflexão. «Mais do que palavras é momento de reflexão. É momento em que as pessoas se juntaram aqui para quebrar o gelo, quebrar o silêncio se unir numa só vez que ao sairmos daqui essa reflexão continue em nós», declarou Isabel Domingos, Presidente da Autarquia de Mé-Zochi.

Com uma lágrima no canto do olho, a Presidente da Autarquia de Mé-Zochi, apelou a união nacional. «STP – Somos Todos Primos. Somos todos parentes. Se iniciarmos essa onda de violência e morte estamos a nos matar. É bom lembrarmos que não somos muitos assim», frisou.

Trindade em momento de luto e consternação, apelou a união dos são-tomenses para travar a violência.

Abel Veiga

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