OMS anuncia vacina que pode ser “divisor de águas” no combate ao ebola

Parceria / Téla Nón – Rádio ONU

Resultados de análise preliminar mostram que a vacina VSV-Ebov, em fase de testes na Guiné, é “muito eficaz” contra a doença; para a chefe da agência da ONU, “este é um desenvolvimento extremamente promissor”.

Vacina contra o ebola é administrada a participante em teste na Guiné. Foto: OMS/S. Hawkey

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Resultados de uma análise preliminar mostram que a vacina VSV-Ebov, em fase de testes na Guiné, é “muito eficaz contra o ebola”.

A avaliação foi anunciada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e os dados foram publicados na revista médica britânica The Lancet.

Eficácia

O grupo independente de especialistas internacionais que conduziu a revisão aconselhou que os testes continuem.

A OMS afirmou que embora a vacina tenha mostrado até o momento 100% de eficácia nas pessoas, “evidências mais conclusivas são necessárias sobre sua capacidade de proteger as populações”.

Segundo a agência, os testes com a vacina na Guiné começaram no dia 23 de março deste ano nas comunidades afetadas. Eles buscam avaliar a eficácia e segurança de uma dose única da imunização usando a chamada estratégia da vacinação em anel.

Até o momento, mais de 4 mil pessoas próximas a quase 100 pacientes da doença, incluindo familiares, vizinhos e colegas de trabalho participaram de forma voluntária no teste.

Promessa

Para a chefe da agência da ONU, “este é um desenvolvimento extremamente promissor”.

Margaret Chan falou a jornalistas que se for provada eficaz, a vacina será um “divisor de águas” e vai mudar a gestão do atual surto de ebola e de crises futuras.

Parceria

No anúncio da OMS, a diretora-geral afirmou que o crédito para o desenvolvimento da vacina contra o ebola vai para o governo da Guiné, as pessoas vivendo nas comunidades e os parceiros da agência da ONU neste projeto.

De acordo com a OMS, a vacina foi desenvolvida pela Agência de Saúde Pública do Canadá.

Os testes estão sendo implementados pelas autoridades do país africano, a OMS, a organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras, MSF,  e o Instituto Norueguês de Saúde Pública, com apoio de diversas instituições nacionais e internacionais.

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