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ONU em São Tomé apresentou os eixos dos ODS

A representação das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe, convocou a imprensa no início desta semana para apresentar e debater os eixos fundamentais da nova agenda global para o desenvolvimento, com meta em 2030, designada Objectivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os novos objectivos que serão lançados ainda esta semana, em Nova Iorque, por representantes de cerca de 70 países do mundo, substituem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, lançados no ano 2000.

São Tomé e Príncipe ficou longe de cumprir o primeiro grande Objectivo de Desenvolvimento do Milénio, que é a redução da pobreza e da fome. Com a maioria da sua população considerada pobre, nos últimos 15 anos, o país só conseguiu reduzir os índices de pobreza na ordem de 1%.

Segundo a representação das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe, desta vez, ou seja, na agenda global de desenvolvimento para os próximos 15 anos, as coisas são diferentes. Coube a cada país a definição das suas prioridades em termos de objectivos a atingir. «Desta vez esses objectivos foram escolhidos pelos governos. Desta vez os governos têm a possibilidade de definir prioridades em termos dos objectivos que o seu país decidiu seguir», explicou José Salema, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em São Tomé e Príncipe.

Na conferência de imprensa, a representação das Nações Unidas, lançou desafio aos órgãos de comunicação social são-tomenses, no sentido de acompanharem de perto e de forma contínua a implementação dos 17 objectivos definidos pela nova agenda de desenvolvimento. «Não quer dizer que os países têm que cumprir os 17 objectivos. Mas sim um mínimo de 5 deles. Agora os objectivos que o Governo conseguir realizar, 5 6 ou 7, é que seria importante debater, e conseguir consensos e financiamentos», explicou José Salema.

Fontes de financiamento ao desenvolvimento, é uma das preocupações da actualidade, sobretudo para os países pobres. São Tomé e Príncipe é um exemplo palpável. Um país deficitário. Arrecada receitas de exportação na ordem de 12 milhões de dólares por ano, mas para sobreviver em 12 meses tem que gastar 160 milhões de dólares. Para cumprir os objectivos de desenvolvimento sustentável, depende da ajuda financeira Internacional.

O representante da ONu em São Tomé e Príncipe, recordou que em Julho último realizou-se em Addis Abeba-Etiópia, uma cimeira sobre o financiamento ao desenvolvimento, que sustenta os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. «Nessa cimeira foi definida que logo que os objectivos do desenvolvimento forem aprovados em Setembro, os mesmos seriam financiados globalmente. Portanto existem condições de financiamento para os países que definirem os seus objectivos claramente com as metas que querem atingir e esse financiamento será promulgado para estes países», assegurou.

Desta vez, ou melhor nos próximos 15 anos, o papel das Nações Unidas será o de auxiliar os países, abrindo corredores para as fontes de financiamentos, e sobretudo auxiliar os países em matérias importantes como as mudanças climáticas. «Nosso papel é advogar para que o financiamento chegue, advogar para que os grupos mais vulneráveis sejam integrados, e criar as condições para que os recursos naturais que cada país tem sejam preservados», precisou José Salema.

Para encontrar futuro sustentável, num mundo que em 2030 terá 10 mil milhões de habitantes São Tomé e Príncipe tem pela frente novos objectivos a tingir, e 169 metas a cumprir.

Abel Veiga

    5 comentários

5 comentários

  1. MIGBAI

    24 de Setembro de 2015 as 8:51

    Minha gente.
    Tenho nas minhas intervenções por vezes chamado a atenção para a necessidade de efetuar um referendo ao povo de STP se quer integrar em Angola ou em Portugal, passando STP a ter um estatuto de Autonomia Especial, ou se pelo contrario decidir manter-se como está.
    Tenho sido criticado por uns e apoiado por outros, contudo minha gente, o texto acima reflete a necessidade de os nossos políticos terem mesmo que avançar para o referendo, dando a palavra ao povo de STP se quer continuar nesta miséria ou se quer mudar de rumo.
    Estamos, e eu pelo menos estou farto de em 40 anos, de ver o meu país, sempre de mão estendida á procura de esmola perante a comunidade internacional.
    Como estamos e vivemos, seremos sempre aos olhos dos outros países o eterno mendigo, que nunca terá possibilidades de ser financeiramente e economicamente viável.
    Vamos meditar um pouco minha gente, no que queremos para o nosso querido STP.
    Por favor minha gente, vamos pensar um pouco no futuro que nos reserva STP para os nossos filhos e netos, nos termos em que vivemos e no nosso enquadramento político.
    Um bem haja para todos os meus conterrâneos.

    • HELNETT Rodrigues

      22 de Outubro de 2015 as 9:17

      Estes senhores que deixam mensagens não sei se é questão partidário mas quando leio as vossas mensagens é uma pena porque não pensam nos pequeno nada vos agrada nem quando 1º Ministro teve tanto trabalho para realizar essa conferência vocês reclamam, vocês reclamam tudo

  2. Blaga Pena

    24 de Setembro de 2015 as 8:59

    E pena que os africanos não se apoiam mutuamente, nem são capazes de reconhecer o que de bom uns e outros fazem ou dizem, sobretudo quando esses africanos são pessoas de países pobres como é o caso de S.Tome e Príncipe.
    Basta pegarem o discurso do ex-presidente de S.Tome e Príncipe Fradique de Menezes proferido na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2007 que irão de certeza encontrar as linhas mestras dos 17 pontos da proposta de agenda das Nações unidas daqui ate 2030 – ou seja da ODS – Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
    Na ocasião tratou-se de um discurso bastante aplaudido, sobretudo pelos países americanos e asiáticos, onde o ex-presidente Fradique questionava qual o rumo da humanidade depois de 2015 – depois do limite do prazo dos 15 objectivos do desenvolvimento do milênio.
    Porque os grandes discursos certamente sao devidamente estudados e analisados nos gabinetes de estudos e analises da ONU, ate pode ser bem possível que a contribuição do presidente do pequeno pais africano na altura tenha servido de matéria de reflexão. O Dr.Salema que o diga, se por acaso ele tiver esses dados.
    Todavia, acho que isto deveria ser tarefa para ops nossos jornalistas, irem buscar o tal discurso e produzir um trabalho a altura.

  3. Diaspora franca

    24 de Setembro de 2015 as 16:45

    Felicito o blaga pena pelo seu comentario. Na verdade o ex presidente fradique era um estadista de ideias e produxiu discursos em foruns internscionais que chamavam atencao de outros estadistas. Ate para o caso de cuba hoje reconhecido pelos eua fradique chamou atencao e exigiu o fim do embargo. O fradique deve ser rrconhecido por isto e por muito mais

  4. Helnett Rodrigues

    22 de Outubro de 2015 as 9:22

    bomu subli liba balança pa non pesa

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