São-tomenses no Luxemburgo lançam projecto solidário

A Associação de São Tomé e Príncipe no Luxemburgo apresentou no sábado um projecto solidário para ajudar os são-tomenses, durante um almoço-convívio que contou com a presença do representante diplomático do país na Bélgica. 

O projecto “Ajude-nos a ajudar”, criado pelo escritor são-tomense Carlos Cardoso, que esteve recentemente no Luxemburgo, tem como objectivo recolher fundos através da venda de T-shirts para apoiar crianças e idosos carenciados em São Tomé e Príncipe.

“Setenta e cinco por cento do lucro da venda das camisolas revertem para os projectos da associação que visem o apoio a crianças e idosos em dificuldades em São Tomé”, explicou o escritor ao CONTACTO.

As T-shirts custam 15 euros e podem ser adquiridas junto da Associação de São Tomé e Príncipe no Luxemburgo (ASTPL), através da página de Facebook da associação.

Jailson Spencer, presidente da ASTPL, explicou ao CONTACTO que a ajuda ao desenvolvimento do país é um dos principais objectivos da associação, assim como a  união dos são-tomenses no Luxemburgo.

“Temos hoje um almoço de confraternização com a comunidade e também com a nossa representação diplomática. Ajudar as crianças carenciadas é outro dos nossos grandes projectos e para isso já temos algumas iniciativas em andamento”, disse o dirigente associativo, destacando que a associação já recolheu até agora “80 colchões e material escolar para enviar para São Tomé e Príncipe”.

No almoço de sábado, a que não faltou o “calulu”, o prato tradicional do arquipélago, participaram também são-tomenses vindos da Alemanha, Holanda e França, num encontro que contou ainda com a presença do encarregado de negócios da Embaixada de São Tomé e Príncipe em Bruxelas, Américo Viegas.

Para o diplomata, a existência de uma associação que representa os são-tomenses residentes no Luxemburgo torna “mais fácil o diálogo entre a comunidade e a representação diplomática na Bélgica”.

“A associação permite não só juntar os são-tomenses, mas também ajudar aqueles que cá ou em São tomé e Príncipe passam por necessidades”, elogiou.

O diplomata sublinhou ainda que “as iniciativas da associação vêm ao encontro do projecto do governo” para desenvolver a colaboração com a diáspora.

“A diáspora deve ser envolvida no desenvolvimento do país, mas não pode ser vista somente como aquela que apoia financeiramente os seus familiares. A diáspora tem uma grande importância no que se refere à promoção da imagem de São Tomé e Príncipe e ainda na atracção de potenciais investidores e turistas para o país”, disse Américo Viegas ao CONTACTO.

O diplomata, que assumiu o cargo há dois meses, apelou à participação de toda a comunidade para que a associação consiga alcançar os seus objectivos.

“Sozinha, a associação não consegue resolver os problemas da comunidade. É para isso importante a contribuição da Embaixada e da própria comunidade residente”, concluiu.

Aleida Vieira / CONTACTO

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    T.A. Responder

    Força, são-tomenses! Bamu zunta mom dentro e fora.

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