Ajuda alimentar do Japão financia centro de produção de oxigénio para hospitais

O Governo japonês vai financiar a instalação de dois centros de produção de oxigénio para uso clínico em São Tomé e Príncipe. Um no hospital central Ayres de Menezes e outro no hospital Manuel Quaresma Dias da Graça na ilha do Príncipe.

Um projecto que o Governo considera de importante para a prestação dos cuidados de saúde no país. A rotura do stock de oxigénio no hospital Ayres de Menezes, é constante. O produto que salva vidas, é importado pelo Estado são-tomense, que anualmente despende vários milhões de dobras para a sua aquisição.

O financiamento dos centros de produção de oxigénio advém da venda do arroz ofertado pelo Japão. O Ministro da Economia e Cooperação Internacional, Agostinho Fernandes, anunciou que o Governo japonês aceitou a proposta feita pelo executivo no sentido de canalizar parte dos fundos de contrapartida para financiar a construção dos centros de produção de oxigénio.

O Ministro destacou a importância do projecto que pode salvar muitas vidas, e deu o exemplo da ilha do Príncipe, onde segundo ele registou-se casos de morte de pacientes por falta de oxigénio no hospital regional.

As declarações de Agostinho Fernandes na manhã desta quinta – feira foram feitas na cerimónia de entrega ao Estado são-tomense de 1800 toneladas de arroz, ofertadas pelo Japão.

Arroz do Japão que é vendido por mil dobras o quilo, cerca de 53 cêntimos do euro, é o mais consumido pelo povo, e contribui para resolver problemas básicos do próprio povo. «O objectivo da ajuda é de contribuir para a segurança alimentar em São Tomé e Príncipe, e reduzir a pobreza através do financiamento do processo económico, utilizando de forma benéfica o fundo de contra-partida da venda do arroz», explicou Madoka Funatsu, Primeira Conselheira da Embaixada do Japão.

O Governo Japonês exige uma gestão criteriosa da ajuda alimentar. O executivo são-tomense, responde garantindo que a gestão melhorou bastante. «É graças a esta gestão criteriosa e séria que o Governo do Japão decidiu não só de não cortar a ajuda alimentar a São Tomé e Príncipe, situação que representava uma ameaça para o nosso país, mas sobretudo aumentar essa ajuda em relação ao ano passado», pontuou o Ministro Agostinho Fernandes.

A partir de 2017 a ajuda alimentar do Japão salta das  1800 toneladas em 2016 para 2300 toneladas.

Arroz do Japão alimenta e atende as necessidades sociais da população são-tomense.

Abel Veiga

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    Original Responder

    O Sr. Ministro quase ia partindo a mão da Senhora porque pensou que era homem.

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