“Arte Solidária” para ajudar doentes de STP em Portugal  

É uma iniciativa da estilista e escritora são-tomense Goretti Pina, que conquistou outros artistas e ONGs da comunidade são-tomense radicada em Portugal.

A difícil situação dos doentes de São Tomé e Príncipe em tratamento em Portugal, despertou a atenção da estilista e escritora, que através da arte pretende angariar financiamentos para aliviar o sofrimento dos são-tomenses que por problemas de saúde tiveram que deixar a terra natal e a família, para enfrentar em Portugal a luta pela vida.

Segundo Goretti Pina, a sua intenção de encontrar ajuda para os doentes são-tomenses, tornou-se mais urgente, porque a embaixada do país em Portugal, cada vez mais foi perdendo capacidade para dar resposta as necessidades do grande número de pacientes. «Após o conhecimento da abolição do pagamento dos vistos para São Tomé e Príncipe até 15 dias de estadia (verba essa que constituía também um apoio do qual a Embaixada de STP se valia para colmatar algumas solicitações nesse âmbito) percebi que a situação dos doentes tornar-se-ia mais delicada. Assim, senti que não mais podia adiar uma tomada de atitude em relação à causa e, elaborei o projecto da campanha», declarou numa comunicação com o Téla Nón.

A campanha de solidariedade que começou a ser desenhada em Setembro de 2015, entra em campo o dia 20 de Fevereiro, das 18 às 19 horas e 45 minutos, na Casa do Alentejo – Restauradores – Lisboa, com um evento artístico, acompanhado por acções de informação e sensibilização do público sobre os grandes desafios da saúde. «Solicitei o envolvimento das associações Mem Non, Bué Fixe, PROSAUDESC, Liga Humanitária Santomense, ACOSP, pois, por todo o importante trabalho que têm desenvolvido pela comunidade, seguramente comungam desta preocupação. Solicitei igualmente a parceria do artista plástico Ismael Sequeira que, também aceitou colaborar. Na sua companhia apresentei o projecto à Embaixada de São Tomé e Príncipe solicitando da mesma o apoio institucional. A Embaixada, na pessoa do Sr. Embaixador Dr. Luís Viegas, acolheu o projecto, reconhecendo a sua utilidade», explicou Goretti Pina.

Uma campanha solidária, que une uma importante franja da cidadania são-tomense em Portugal. Melhorar a situação dos doentes que são enviados para tratamento nos centros de saúde portugueses é o único alvo. A campanha “Arte Solidária”, já criou uma comissão para realizar os eventos que servirão para angariar fundos para o apoio solidário. O embaixador Luís Viegas, está na cabeça, seguido pelo artista plástico Ismael Sequeira, Maria Smith da ONG Men Non , Marta Costa, Maísa Leal e Goretti Pina.

Goretti Pina indicou os três grandes objectivos da campanha. Primeiro é angariar apoio financeiro que será aplicado para suportar as despesas com os doentes.

O segundo propósito é elucidar o público sobre a saúde e as doenças principalmente os flagelos da Sida e do Cancro.

O terceiro grande objectivo é transformar a “Arte Solidária” numa rede de apoio social aos doentes são-tomenses, com novos intervenientes em acção pela causa.

No dia 20 de Fevereiro na Casa do Alentejo, nos Restauradores –Lisboa, será realizado um espectáculo, com destaque para passagens de modelo em que as manequins irão despir-se parcialmente pela causa dos doentes são-tomenses. «Trata-se de “NU ARTÌSTICO”», frisou Goretti Pina.

Haverá também pintura corporal feita pelo artista plástico Ismael Sequeira,  em conjugação com saias e calças da estilista Goretti Pina. Seguira o momento de declamação de poesia pelos escritores/declamadores Filipa Vera Jardim, Mário Máximo e Samuel Pimenta.

Tonecas Prazeres e Filipe Santo, abrilhantam o espectáculo com as suas composições musicais.

O ingresso para o espectáculo é de 10 euros, e as receitas reverterão totalmente para a causa dos doentes são-tomenses em Portugal. Segundo Goretti Pina o ingresso poderá ser adquirido mediante transferência bancária e apresentação do respectivo comprovativo à entrada. Haverá também bilhetes à venda na Casa do Alentejo, no dia do evento .

Conta – Mén Non – Caixa Geral de Deposito

NIB-003500970000817053048

IBAN PT-50003500970000817053048

A campanha “Arte Solidária” tem mais dois programas de actividades a partir de 20 de Fevereiro :

2. Exposição e venda de saias e calças apresentadas no evento e das respectivas pinturas, noutro suporte (tela).

Espaço da exposição:

Casa do Alentejo, nos Restauradores, em Lisboa

A partir de 20 de Fevereiro de 2016.

Duração:

Duas semanas.

Estarão a cuidar da exposição voluntários/as que se irão revesando.

50% das receitas da exposição reverterão igualmente para a causa.

 

3.Lançamento de um livro com fotografias do evento e textos de escritores santomenses.

O livro será composto não só por textos poéticos e fotografias, mas também por notas de referência aos sete distritos que compõem São Tomé e Príncipe, com informação sobre a situação geográfica, demografia (outras) e, a título de curiosidade, algum dado sobre acontecimentos ou personalidades importantes que se possa desse modo homenagear, destacando.

Espaço do lançamento:

Casa do Alentejo

Data:

Julho de 2016.

Editora:

Colibri

Nota: A edição do livro será paga com o contributo de um conjunto de cidadãos e/ou empresas que desta forma darão o seu apoio à causa.

O livro já conta com a promessa de apoio de quatro pessoas: Sabina Xavier de Pina, o Sr. Embaixador Luís Viegas, Mamu da Costa e Goretti Pina.

A receita da venda do livro reverterá totalmente para a causa.

Abel Veiga

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  1. img
    ANCA Responder

    Boa Iniciativa

    Goretti Pina

    Lamento que aqui exponho em baixo tenha pouco de verdade.

    “«Após o conhecimento da abolição do pagamento dos vistos para São Tomé e Príncipe até 15 dias de estadia (verba essa que constituía também um apoio do qual a Embaixada de STP se valia para colmatar algumas solicitações nesse âmbito) percebi que a situação dos doentes tornar-se-ia mais delicada. Assim, senti que não mais podia adiar uma tomada de atitude em relação à causa e, elaborei o projecto da campanha»”

    Por quanto mesmo antes deste Governo, implementar esta reforma nos vistos, os doentes SãoTomenses debateram e continuam a enfrentar enormes carências de acompanhamento no solo Português, desde os anos 90.

    A Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal de pouco ou nada tinha e tem capacidade a resolver estes problemas, e assim também de objectivo nada compadece.

    Penso que a que informar bem as pessoas

    Quando um doente saí de São Tomé e Príncipe, beneficiando de uma junta médica para tratamento no exterior, estes doentes e familiares sabem que a junta médica cobre o visto de entrada por vezes a viagem e acesso ao tratamento nos Hospitais Portugueses, mas o custo com a estadia no solo Português para o tratamento fica a inteira responsabilidade dos pacientes e familiares.

    O que acontece muitas vezes é que os pacientes após durante e após o tratamento ficam entregues a sua sorte por de nada dispor de meio para sua sobrevivência, no solo Português, vivendo em estado de carência sem apoios familiares.

    Outra situação que muitas vezes característica, é que as pessoas aproveitam da junta médica para sair do País, a qualquer custo, após o tratamento para emigrar , como em dispõe de meio de apoio, rede de apoio familiar, ou da comunidade, ficam entregue a sua sorte e culpam a Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal, ou os consolados de nada lhes valer, ou apoiar, esta situação é característica em Lisboa e em Coimbra.

    Desde os anos 1990 que está é a realidades dos pacientes, que vão a tratamento com junta médica, sendo que as condições de apoio deterioram uma vez que a crise que enfrenta Portugal e o Mundo leva a ajustamento na sociedade Portuguesa como é óbvio.

    Outra situação semelhante, é a dos estudantes, tantos os que vão fazer cursos profissionais bem como formação Superior, embora hoje com menos frequência uma vez que algum regressam aqui, ao País.

    Chegou altura de tentar-nos por cobro a estes flagelos, criando condições internas para tratamento e Formação Académica Superior de excelência no nosso solo Território/População/Administração.

    Para formar, qualificar, nossos especialistas, sem descurar a formação e actualização de conhecimento no exterior, organizar as nossas instituições(Escolas, Universidades, Tribunais, Hospitais) para poder fazer face, aos problemas que levam os cidadãos requerer a junta médica para tratamento ou Formação no exterior, o que acarreta custos enormes para o Estado, ao qual todos nós pertencemos.

    De recordar que os problemas de Diálise, Problemas no Rins, derivado de consumo de agua imprópria, falta de higiene e segurança alimentar, é um problema que deve ser atacado logo na base do nosso solo Território/População/Administração, tal qual estamos a fazer com o Paludismo.

    E de nada nos vale afirmar que é um problema deste ou daquele governo, afecta a nossa comunidade, afecta os SãoTomenses de São Tomé e Príncipe.

    Há que procurar parcerias, apoios, investimento, apoios técnicos, equipamentos tecnologias, requalificar organizar ou construir centros de saúde equipados, Hospitais com especialidades, para colmatar os flagelos de doenças que assolam as populações no nosso Território/População/Administração.

    Há que deslindar um caminho de estratégias de organização, apetrechamento das Instituições, um quadro de educação que prevê, Instituições de formação académica superior mediante parcerias e apoios técnicos, bem como tecnologias e conhecimentos, saber saber fazer.

    No quadro Jurídico, Sr Presidente da República, Sr Responsável máximo da Justiça, Sr Responsável do Tribunal de contas, é urgente imperioso a reforma do sector qualificação, formação, auditorias, cumprimento da constituição, da legislação, actos e procedimentos jurídicos, ética e deontologia profissional.

    É um desafio de todos para todos

    Se se queres ver o País(Território/População/Administração) bem

    Acredita

    És capaz

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

    Bem haja Goretti Pina

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