Ações internacionais de combate ao vírus Zika

O Governo brasileiro tem promovido diversos esforços de cooperação internacional com o objetivo de combater o mosquito Aedes aegypti e o vírus Zika. O Ministério da Saúde, em particular, tem estabelecido parcerias com instituições de pesquisa de vários países, além de manter contato frequente com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O Ministério da Saúde comunicou à OMS e à OPAS o aumento de casos de microcefalia em Pernambuco em 26 de outubro passado, quatro dias após ter recebido a primeira notificação da Secretaria de Saúde do estado. Ao decretar a Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, no dia 11 de novembro, o Ministério da Saúde já sinalizou à OMS a possibilidade de um evento de importância internacional.

A OMS, efetivamente, declarou, em 1º de fevereiro, Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, em razão do vírus Zika e de sua possível associação com a microcefalia e síndromes neurológicas. A Emergência Internacional é um evento extraordinário, que exige resposta coordenada. O reconhecimento internacional facilita a busca de parcerias em todo o mundo, reunindo esforços de governos e especialistas para enfrentar a situação.

Desde o início do ano, representantes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (“Centers for Disease Control and Prevention” – CDC) estão no Brasil desenvolvendo pesquisas em parceria com técnicos do Ministério da Saúde. Já foram firmadas duas parcerias com o CDC, uma para a investigação dos casos de Guillain-Barré (atualmente na fase de análise laboratorial) e outra, com a participação do governo da Paraíba, para identificar a eventual presença de outros fatores, além do vírus Zika, associados à microcefalia, como a existência de anticorpos para citomegalovírus e aspectos comportamentais (a exemplo do uso do cigarro e bebidas alcoólicas).

A Presidenta Dilma Rousseff conversou com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 29 de janeiro, com o objetivo de aprofundar a cooperação bilateral na área de saúde e promover o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Zika. Os presidentes acordaram a criação de Grupo de Alto Nível entre Brasil e Estados Unidos para desenvolver parceria na produção de vacinas e produtos terapêuticos. O Grupo terá como base a já existente cooperação entre o Instituto Butantan e o “National Institutes of Health” (NIH) para pesquisa e produção da vacina contra a dengue. Na ocasião, os presidentes determinaram, ainda, a realização de contatos entre o Departamento de Saúde dos Estados Unidos e o Ministério da Saúde do Brasil, com o objetivo de aprofundar a cooperação bilateral em torno do tema.

O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, reuniu-se, no dia 3 de fevereiro, em Montevidéu, com 13 ministros da saúde de países do Mercosul e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). Durante o encontro, coordenado pela Organização Pan-Americana da Saúde, foram discutidas ações integradas para o combate às infecções causadas pelo mosquito Aedes aegypti e, em especial, o vírus Zika. As autoridades presentes assinaram declaração de apoio recíproco para o enfrentamento ao mosquito e o Ministro brasileiro ofereceu aos países da região treinamento para a realização laboratorial de testes para detecção do vírus Zika. A iniciativa havia sido proposta pela Presidenta Dilma Rousseff durante a última reunião da CELAC, em 27 de janeiro, no Equador.

O Ministro Marcelo Castro anunciou, em 11 de fevereiro, o estabelecimento de parceria entre o Instituto Evandro Chagas, sediado em Belém, e a Universidade do Texas (EUA) para desenvolvimento de vacina contra o vírus Zika. O Governo brasileiro irá investir US$ 1,9 milhão, em cinco anos, para o desenvolvimento da vacina.

Em 16 de fevereiro, o Ministro da Saúde reuniu-se com 24 Embaixadores de países da União Europeia em Brasília, para tratar de ações internacionais de combate ao Aedes aegypti e para transmitir informações sobre a situação no país e os esforços do Governo brasileiro. Na ocasião, o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomez Cravinho, informou ao Ministro da Saúde sobre a abertura de linha de crédito para pesquisa sobre o Zika, no valor de 10 milhões de euros.

Embaixada do Brasil em São Tomé e Príncipe

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