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ONG Budista estende mão solidária às crianças e aos deficientes de STP  

Hui Li mestre budista de Taiwan, e Presidente da ONG- AMITOFO,  está em São Tomé para lançar as bases de um projecto de apoio social de grande importância para as crianças da rua e de rua, mas também para aliviar o sofrimento dos deficientes.

Segundo Hui Li, é a sua primeira visita a São Tomé e Príncipe. Trouxe cadeiras de rodas e canadianas para os deficientes que segundo dados do Ministério da Solidariedade representam mais de 6 mil pessoas no país de cerca de 190 mil habitantes.

Mas no alvo principal da ONG AMITOFO, são as crianças de rua. «Vim para conhecer a realidade de São Tomé e Príncipe, sobretudo das crianças da rua, para podermos construir um lar para elas e também escolas para as mesmas», declarou o mestre budista taiwanês.

Para já a ONG taiwanesa, pretende criar uma delegação em São Tomé. Hui Li, disse que os estatutos da Associação estão em fase de preparação, e que vai negociar com o Governo, a concessão de um terreno para a edificação da sua sede no país.

Budismo é a maior ceita religiosa da Ásia. Através da ONG AMITOFO, está a estender a sua missão humanitária ao mundo, com destaque para a região da África Austral. O mestre Hui Li explicou, que a ONG vai inaugurar ainda neste mês a sua sede na cidade da Beira em Moçambique, e prevê a construção de um orfanato na África do Sul. Malawi, Suazilândia, Lesoto e Namíbia são outros países da África Austral, onde a AMITOFO, opera no apoio social às crianças desfavorecidas.

São Tomé e Príncipe é o próximo alvo. «Decidimos que daqui há seis meses virá para cá um nosso colega para tratar da criação do Estatuto da nossa associação, e também negociar com o Governo a concessão do terreno para a construção da sede. Neste ano é um pouco difícil, mas credito que já no próximo ano o projecto estará em execução», pontuou o mestre budista.
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Hui Li, garantiu que a sua associação pretende construir um orfanato para acolher as crianças de rua e escolas para a sua formação e integração social. Segundo o mestre budista, a associação terá a missão de acompanhar a formação das crianças até a universidade.

O Presidente da ONG taiwanesa que se reuniu com o Ministro do emprego e dos Assuntos Sociais, Carlos Gomes, entregou a Associação dos Deficientes mais de 100 cadeiras de rodas e canadianas. O Ministro Carlos Gomes, prometeu acelerar o processo de constituição da Associação AMITIFO em São Tomé para que os projectos de construção de orfanatos e escolas, aconteçam já em 2017.

Téla Nón

    1 comentário

1 comentário

  1. MIGBAI

    15 de Março de 2016 as 11:07

    Um pais que não cuida dos seus deficientes, muito menos cuida dos seus cidadãos.
    Isto é, se não se cuida dos que têm necessidades especiais, muito menos se cuida dos que não têm necessidades especiais.
    Fico muito triste, quando este assunto dos necessitados (deficientes), passa ao lado de quase todos os colegas comentadores.
    Mais depressa comentam uma embarcação que ardeu, um ex-jornalista que faleceu, uma atitude de algum governamental, porém, os nossos deficientes são completamente ignorados, direi mesmo ostracizados, por quem vem a este site dizer imensas vezes somente asneiras e mostrar a sua fraca/inexistente cultura, bem como pelos próprios governos de brincadeira que temos tido ao longo dos 40 anos de independência.
    Estou em Portugal neste momento, pois a minha saúde assim o impõe.
    Ontem dia 15 enquanto almoçava, via o telejornal da SIC. Que prazer meu DEUS, ver jornalistas profissionais lerem as noticias locais e do mundo com lucidez de linguagem, com brio profissional.
    Mas chamou-me a atenção uma notícia de Viseu. Um grupo de jovens, reuniu-se e fizeram uma campanha por São Tomé e Príncipe, a que chamaram AJUDAR e AMPARAR.
    De todos os jovens que trabalharam na campanha de angariação de roupa, medicamentos, material escolar, não vi um único negro com interesse em participar na campanha, que tristeza.
    Estes jovens altamente empenhados em angariar todo o material possível para STP, vão eles mesmo suportar todas as despesas com o envio do contentor para STP, para além das despesas de desalfandegamento do contentor, e transporte dos equipamentos para o hospital e locais de distribuição.
    Comentei eu com um amigo saotomense que me acompanhava na refeição, mas que está em Portugal a trabalhar, ” Já viste isto, nem um negro na campanha, só brancos a ajudar o nosso povo mais necessitado, e ainda existe em STP, pessoas burras que querem identificar estes jovens empreendedores brancos com os antigos colonialistas”.
    Acreditem, que o meu amigo simplesmente disse-me “povo de STP é complexado e invejoso e como tal facilmente é influenciado pelos oportunistas, o povo vai ter que um dia acordar deste sono forçado, em que os políticos o colocaram”.
    Enfim, tristezas de um povo que um dia foi levado na conversa da independência, por alguns políticos oportunistas que olharam unicamente para os seus interesses, esquecendo o interesse do povo.
    Hoje podíamos estar bem, muito bem mesmo, se estivéssemos com Portugal e caso os políticos independentistas olhassem menos para as suas contas bancárias e para as barrigas gordas que queriam ter à custa do povo que não respeitaram e continuam a não respeitar.
    Por fim, os nossos deficientes são pessoas, e como tal, todos os sãotomenses devem respeitar os nossos mais necessitados, por favor, e já agora sempre podemos aprender com os que não tendo qualquer ligação a STP, estão na linha da frente para ajudar os nossos deficientes e carenciados.
    Obrigado povo “Branco”, pois vocês dão-nos ensinamentos de humildade e solidariedade que teimamos em São Tomé e Príncipe em não querer aprender!

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