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Resíduos hospitalares ameaçam saúde pública em STP

São Tomé e Príncipe não tem condições para a incineração dos lixos hospitalares considerados de resíduos perigosos para a saúde pública.

As dificuldades são acrescidas na gestão deste resíduo, devido a inexistência de infra-estruturas. No hospital Ayres Menezes, os resíduos são seleccionados e colocados nos diferentes contentores e transportados em camiões de caixa aberta para a lixeira instalada na localidade de Penha. Alí são queimados a céu aberto sem terem nenhum tipo de procedimento e controlo, outros são enterrados, usando prática não conveniente para o ambiente.

O director do hospital, Eduardo Monteiro reconhece que a forma como os lixos hospitalares são tratados e queimados na lixeira de Penha não é a melhor e pode trazer consequências graves para a saúde Pública, sobretudo quando os lixos são espalhados pelos cães, os chamados “ Catadores de Lixos”.

HospitalO engenheiro químico da direcção geral do Ambiente, Darnel Baia, também considera que os resíduos hospitalares pela sua natureza  e se não forem devidamente tratados, acarretam riscos para a saúde e para o ambiente. Esses resíduos tratados ao ar livre numa ligeira sem tratamento prévio pode provocar problemas ambientais de saúde pública. «Existem vários riscos que estão associados aos resíduos hospitalares como o caso de riscos biológicos infecção por micro organismos, riscos químicos que é a contaminação por produtos químicos e físicos. Se nós queimarmos os resíduos hospitalares a céu aberto ou seja se fizermos uma incineração não controlada, vai libertar um composto químico denominado dioxinas e furanos que são compostos muito voláteis e cancerígenos que podem acumular no nosso organismo durante um longo período de tempo», afirmou o engenheiro.

Segundo ainda o engenheiro químico é necessário que os resíduos hospitalares sejam esterilizados antes de serem deixados nas lixeiras, ou então que seja construída uma incineradora que atinja uma temperatura de cerca de 800 graus compatíveis com as normas internacionais.

No hospital Ayres de Menezes existe uma incineradora que foi construída com o objectivo de incinerar os resíduos hospitalares, mas no entanto por motivos operacionais encontra – se inactiva.

Por outro lado a sua estrutura não está de acordo as normas internacionais, ou seja, a altura da chaminé não atinge o mínimo recomendável para o bom funcionamento do dispositivo e a temperatura de incineração no interior do forno é insuficiente para evitar a formação de dioxinas e furanos, razão pela qual está inoperante. «A queima desses resíduos hospitalares juntamente com outros resíduos sólidos urbanos não diminui totalmente o perigo e já estamos a diligenciar junto aos parceiros internacionais para que num futuro próximo termos no país uma incineradora», declarou Arlindo Carvalho. Director Geral do Ambiente.

Sabe-se ainda que na fase de transporte ou tratamento desses resíduos, na lixeira de Penha encontra-se muitas populações expostas e dentre as várias consequências estão a poluição do ar, através da queima, emitindo vários gases tóxicos, nomeadamente, dioxinas e os furanos, e dióxido de enxofre para a atmosfera. As partículas em suspensão na forma de poeira ou originárias da combustão vão contaminar o solo e a água.

Téla Nón

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    Fia Kundu Muala Vé Responder

    Ken deçu padê klusso! Problemas demais estão por resolver no nosso país..

    E a verdade seja dita este problema já vem de muitos anos atrás e dos sucessivos governos nenhuma medida foi tomada para resolver este envenenamento

  2. img
    Vexado Responder

    Vamos ter problemas com febre amarela…não há recolha eficaz de lixo, moscas, ratos e não só.

    Portanto, é medicar a população

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