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Governo não implementou o pagamento do salário mínimo – UGT-STP

Desde finais do ano 2015 que o Governo são-tomense definiu no quadro do conselho de concertação social, o salário mínimo nacional.

Para a função pública o salário mínimo foi fixado em 1 milhão e 100 mil dobras, cerca de 44 euros mensais. No início do ano 2016, o Conselho de Ministros anunciou a entrada em vigor do decreto que fixa o salário mínimo nacional.

O ano vai ao meio, e ainda nenhum funcionário público de base, recebeu o seu salário mínimo fixado por lei. «Aprovou-se a fixação do salário mínimo, mas infelizmente até este momento em que estou a falar não foi pago. Procuramos saber porquê e disseram-nos que talvez fosse um problema informático e nada mais do que isso. Já vamos em 4 de Maio e ninguém dá uma explicação sobre o não pagamento do salário mínimo. Pelo menos a satisfação deviríamos ter direito num Estado de Direito», declarou Costa Carlos(na foto), Secretário-geral da União Geral do Trabalhadores de São Tomé e Príncipe, Central Sindical.

O líder sindical que expressou para o Téla Nón, a frustração dos trabalhadores, a luz da recente celebração do seu dia internacional, 1 de Maio, denunciou também o que considera ser o esmagamento pelo poder da liberdade sindical. «Verificamos o esmagamento das iniciativas dos trabalhadores. Vimos como é que foi a greve dos professores, o aparato policial colocado para intimidar os professores. Vimos a falta de vontade de dialogar com os trabalhadores e o sector privado copia exactamente o que as entidades oficiais fazem», sublinhou.

Ainda a analisar a celebração do dia internacional dos trabalhadores, a central sindical UGT, considera que o regime está a se endurecer. «Não há essa liberdade sindical que nós pensávamos poder construir neste novo xadrez político que se tentou desenhar com a nova maioria. Estávamos persuadidos que teríamos uma nova forma de fazer política e dar liberdade as pessoas para que elas pudessem falar em liberdade», frisou.

A UGT a par da ONTSTEP (Organização Nacional dos Trabalhadores de São Tomé e Príncipe), são as únicas centrais sindicais do país e com assento no conselho de concertação social. «O conselho de Concertação Social não se reúne. Não temos esta reunião há muito tempo. Muitas solicitações que levamos ao conselho superior de concertação social não são resolvidas», pontuou, Costa Carlos.

A UGT denunciou também a postura da imprensa estatal que não deu cobertura as suas actividades no dia 1 de Maio, com destaque para a Rádio Nacional que apesar de ter sido paga para realizar a reportagem, simplesmente não compareceu.

O acto central do dia dos trabalhadores realizado na capital São Tomé, foi considerado por Costa Carlos como uma mascarada, uma vez que muitos parceiros sociais não foram sequer convidados.

Abel Veiga

 

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    explicar sem complicar Responder

    GOVERNO que venha explicar sem complicar.
    Tem maioria absoluta.
    E agora?

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    Sensa Responder

    Muito bom quando ainda existem Grupos organizados para defender o direito do “POVO PEQUENO”…
    Falar não eh erro, e não se consente…
    Isso de facto necessita de justificação por parte do Ministro das Finanças, o porquê de não pagamento do Salario minimo ate o momento.
    Brincadeira tem hora… ate ao momento sem vencimento, hoje dia 4 de Maio… e os Senhores com bolsos cheios!!!
    Quem eh incompetente e quer atrasar o Pais que fique fora disso… não atrasa mais o k temos… k estamos a milhas de desenvolvimento de facto.
    Bem haja “nosso” StP

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    Antonio Josè Responder

    Bem feito para o povo e trabalhadores santomenses. Não votaram no ADI e Patrice Trovoada? Agora aguenta. não reclama nada. O Patrice trovoada já disse: “se é para levar para a AN não há problemas. Nós temos a maioria.”
    Num dos encontros privados que o Patrice trovoada teve com os seus admiradores ele disse que ninguém tem poderes neste governo. O governo é dele e só ele manda no governo. Perante uma declaração deste tipo, quem são os sindicatos?
    Não há dinheiro para implementar o salário mínimo, não há dinheiro para pagar salario, mas o sr. Patrice trovoada continua a fazer viagens infrutíferas e desnecessárias. Hoje o homem vai a ilhas Seicheles. Fazer o quê? Porquê?

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    Angelino Louro Responder

    Neste momento tão difícil para os trabalhadores e a população, o que fez a presidência? Estamos indefesos, abandonados, sem proteção de ninguém. PT. que faz de nós o que ele muito bem entender. É bem feito.

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    ESTUDANTES MORREM DE FOME Responder

    Imcopetentes, estes gajos todos. Estudantes estao la fora a morrer de fome com 8 meses de atraso enquanto voces andam por ai a gozar da vida a Francesa, e depois vem falar em plano de desenvolvimento , desavergonhados

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    Herlander Carvalho dos Santos Responder

    Dois estudantes são-tomenses no exterior morreram de fome esta madrugada , devido do atraso de estipêndio , ate onde se sabe os estudantes eram de famílias pobres os familiares não tem dinheiro para manda-los, não podendo trabalhar , forma expulsos das casas de rendas , eles viviam na rua , tiveram que suspender as aulas, tentarem comer buscastes mas não conseguiam , vieram a falecer esta madrugada, vitima de fome porque o estado não paga há 9 meses , estado manda estuda depois vira costa.
    Aos familiares as mais sentidas condolências
    Informação por atualizar , a qualquer momento.

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      Yordanis Ferreira Sousa Pontes Responder

      Bro, necesito saber emque paí sestava a estudar estes dois companheiros, e se possivel contacto de alguem que esteja la para comonicar ok. Obrigado

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    luisó Responder

    Numa terra em que o principal empregador é o Estado e esse Estado não tem dinheiro e os doadores não dão mais, como pode pagar salários ?
    Acordem, País sem futuro…..

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    Iatacar dos Santos Responder

    Este Patrice Trovoada está a brincar com o povo Santomense. Bem feito. O homem não tem dinheiro para pagar salário nem para as promessas mas anda a dar volta ao mundo. Acabei na radio dita radio nacional de que o homem viajou para DJIBUTI e ILHAS MAURICIAS. Fazer o quê? Gastar dinheiro do povo?

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    maioria absoluta Responder

    Meu Senhores,
    Não vamos brincar com coisas sérias.
    S. Tomé e Príncipe não está nada bem. Há ditadura sim e todos nós que somos santomenses sabemos disso, principalmente aqueles vivem nessa terra querida abençoada por Deus e querida pela natureza.
    O motorista do Presidente da Assembleia teve um acidente mortal com o carro oficial e a Assembleia assumiu todas as despesas porque a família queria fazer escândalo. Atropelou uma criança na estrada e o carro ficou todo danificado. Alem de Assembleia abafar o caso ainda assumiu as despesas. O motorista em questão nada lhe aconteceu, continua em liberdade.
    Mas o acidente que vitimou o segurança de PM o motorista que vinha no outro carro foi preso.
    Meus senhores assim se faz a justiça em S. Tomé e Príncipe.
    E o PM está todos os dias na televisão a dizer que vai haver justiça para aqueles que estão a margem da lei.
    Bem haja a todos leitores

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    Yordanis Ferreira Sousa Pontes Responder

    Em Cuba se adoptou uma meidida bastante plausivel desde o meu pondo de vista, a medida consistiu em reduzir precos de alguns productos de necessidades basicas. Sei que uma coisa é pagar o salario minimo e outra a que estou referindo,de qualquer forma gostaria que o governo tb pensasse nessa politica e as suas vantagens

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