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Burros enviados por Angola foram salvos e vão ser úteis na  agricultura e no turismo

28 burros ofertados a São Tomé e Príncipe, por entidades privadas angolanas, foram salvos, após um período de abandono dos animais. Burros são uma espécie animal que se extinguiu em São Tomé e Príncipe, após a independência, e que ressurge agora como um meio económico de transporte na produção agrícola, e também para o turismo rural.

Os burros jogaram papel importante na agricultura são-tomense durante a era colonial, e nos primeiros anos da independência. Depois a espécie extinguiu-se no país. A mesma coisa pode-se dizer dos cavalos, que faz parte como os burros do gado equino. Não se vê um exemplar de cavalos em São Tomé e Príncipe.

No ano 2013 entidades privadas angolanas ofertaram ao país 28 burros. As autoridades nacionais não sabiam como tratar dos animais, e 12 morreram. A Direcção da Pecuária recorreu a Tiziano Pisoni cidadão italiano com experiência no tratamento do gado equino, para salvar os 16 burros que restaram.

burros-3Segundo Tiziano Pisoni, dos 16 burros que recebeu 2 morreram na mesma semana. «Os primeiros 3 meses foram de emergência sanitária, e depois começamos um programa de reprodução. Um ano e meio depois todas as fêmeas pariram e actualmente temos 16 burritos nascidos aqui em Mucumbli», explicou Tiziano Pisoni.

Mucumbli é uma unidade hoteleira localizada na região norte da ilha de São Tomé. Os 14 burros que chegaram ao local oriundos de Angola e os outros 16 nascidos ali, estão a ser treinados para transporte de carga e para participar em programas turísticos. «Estou convencido que em São Tomé os burros podem ser bem aproveitados para o trabalho agrícola. Em muitas comunidades agrícolas há dificuldades de acesso. Lugares em que as viaturas não podem chegar. Os burros podem ser muito úteis para o transporte de cacau, banana, matabala e outros produtos», assegurou Pisoni.

Mucumbli é um lugar de promoção turística e o administrador sente que os burros, podem jogar um papel importante. «São animais que podem ser utilizados para pequenos passeios, também para transportar água, mochilas para turistas em passeio», frisou.

Tiziano Pisoni evitou a extinção de burros em São Tomé e Príncipe, e considera que alguns investidores no domínio agrícola já manifestaram interesse em receber os burros. «Nossa prioridade era salvar os animais. Agora temos que definir com a direcção da pecuária o que fazer. Tendo em conta que a população está a aumentar. Temos ideias para ser utilizado no sector agrícola, algumas empresas manifestaram interesse em obter os burros, mas é algo que terá que ser definido em parceria com a Direcção da Pecuária», pontuou.

Em muitas comunidades do interior de São Tomé, sobretudo da região norte da ilha, que é mais montanhosa, homens e mulheres são obrigados a transportar cacau em distâncias superiores a 20 quilómetros.

burros-2Os burros estão aí a espreita para resolver o problema, e com a vantagem de serem meios de transporte sem qualquer custo de manutenção ou de funcionamento. O agricultor que tem o burro para transporte da produção agrícola, está livre de custos com combustíveis, pneus, etc etc.

Os burros assim como os cavalos que não existem mais em São Tomé e Príncipe, só precisam de pasto que é abundante no interior de São Tomé e Príncipe, para se alimentarem com o capim, que cada vez mais toma conta do país.

Abel Veiga

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    EX Responder

    Graças a Deus, é de tirar o Chapéu, recebeu 14 no espaço de 2 à 3 anos já tem 30, ele merece uma distinção.
    Que continue assim quem sabe daqui a 5 ou 10 anos poderemos ter esses animais em todos os Distritos a contribuírem para facultarão da vida dos agricultores.

    Bem Haja a esse Italiano

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    FÉDÉ KÁ DÓXI Responder

    Os burros foram desprezados, porque em STP as pessoas so querem destruir. Qdo os burros chegaram, a oposição, hoje no poder disseram tudo o que foi de mau sobre os burros. Hoje vão comer no prato em que cuspiram. O Sr. Tiziano disse-lhes, esperem que vão comer nesse prato em qu estão a cuspir. Se os burros morreram a grande parte da culpa está em quem está no poder há mais ou menos dois anos. (Quem rejeitou o burro)O dito povo pequeno que só vai atrás deses que lhes engana, ouviu e obedeceu a aqueles que os enganava. Se soubessem, teriam ficado com pelo menos um burro que os ajudava muito. O mal da coluna que chamamos vulgarmente dor d’as costas. Tudo o que é bom devemos apoiar, mesmo que sejam nossos inimigos a fazer, para o bem de S.Tomé e Príncipe.

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    ministerio finanças comercio e saco azul Responder

    Já são 14+16= 30.
    Estão a faltar mais 3 para distribuir um para cada um dos deputados de ADI.

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      rapaz de Riboque Responder

      e os do MLSTP não teem direito a uns burrinhos?

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    rapaz de Riboque Responder

    não era preciso vir burros de Angola temos tantos cá de duas patas

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    FCL Responder

    ” Burros sao uma espécie de animal, que se instinguiu …”
    Vocês ainda acreditam nisto?

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      rapaz de Riboque Responder

      tantos cavalos havia na era colonial nas roças o que foram feitos deles agora são burros pois até porque cá os burros é o que não faltam de 2 patas agora com estes vai nascer uma nova raça fusão de 2 patas com os de 4 patas não sei que raça vai nascer vai ser mais um fenómeno da natureza

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    Miss Carga Responder

    Burros não deixaram de existir não…muitos deles disfarçaram-se em políticos, deputados, ministros, etc

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      rapaz de Riboque Responder

      ainda vão comer carne de burro

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    Nuno Miguel De Menezes Responder

    e 12 morreram,gostaria de saber de que tipo de doenca causou a morte dos 12 BURROS.
    Penso eu a alimentacao dos mesmos sao igual as VACAS.
    é agradecer a Angola pela a oferta dos burros dado a Sao Tome e Principe e tambem deveriam perguntar aos mesmos como cuidar dos Burros ou das Vacas.

    Sinto-me ao contrário de um burro de carga que carrega seu peso sem saber por quê. Se mais notícias poderia dar, espero que em outra hora tenha inspiração …

    Nuno Menezes
    (Reino Unidos,Lincoln)

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