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STP agi na COP22 para adaptar-se às mudanças climáticas e mitigar a emissão de gases

O acordo de Paris sobre o clima que entrou em vigor no passado dia 4 de Novembro, prevê acções e medidas para reduzir o aquecimento do planeta terra por causa da emissão para a atmosfera dos gases que provocam o aumento da temperatura mundial, e também para ajudar os países e povos vítimas das mudanças climáticas a melhor se adaptarem a tal fenómeno.

Aqui em Marraquexe, a Cimeira COP22, pretende por as letras do Acordo de Paris, em “Acção”.

Desde 8 de Novembro que uma equipa técnica de São Tomé e Príncipe, composta pelo Director Geral do Ambiente Arlindo Carvalho, o Director do Instituto Nacional de Meteorologia, e o quadro técnico Adérito Santana, participa aqui em Marraquexe, em vários fóruns que visam a implementação de acções concretas para lidar com a problemática do aquecimento global e as mudanças climáticas.

aderitoPaís insular, São Tomé e Príncipe, é uma das vítimas da alteração do clima. Adérito Santana(na foto), ponto focal da convenção quadro das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, e membro do grupo de peritos dos Países Menos Desenvolvidos, que se ocupa dos Estados Insulares, considera ser momento chave, para o país se preparar para melhor absorver os fundos que serão disponibilizados pela comunidade internacional.

«Nós temos que nos preparar para quando os fundos estiverem disponíveis possamos aceder a eles, com base em projectos claros para mitigação dos gases e para adaptação às mudanças climáticas», declarou Adérito Santana.

No quadro do Acordo de Paris, COP21, foi criado um fundo verde. Os países mais desenvolvidos, assumiram o compromisso de a partir do ano 2020 alocar 100 bilhões de dólares anuais, para financiamento de projectos de mitigação dos gases que aquecem a terra e também para ajudar o mundo a adaptar-se as mudanças climáticas.

50% do valor vai financiar projectos para redução dos gases com efeito estufa, e outros 50% serão aplicados em projectos de adaptação às mudanças climáticas. Mais importante ainda segundo Adérito Santana, é o facto das negociações terem definido que dos 50% a serem alocados para a adaptação às mudanças climáticas, 25% do valor, será destinado apenas e exclusivamente aos países menos desenvolvidos e ilhas.

Activo nos trabalhos técnicos e de negociações entre as partes, aqui em Marraquexe para implementação do acordo de Paris, o quadro são-tomense garante que o consenso é quase total. «A convergência é quase total. Os países do G77 + a China, os países menos avançados e as ilhas, todos convergem na ideia de que todos temos que contribuir», assegurou.

Nas reuniões técnicas viradas para a adaptação às mudanças climáticas, o ponto focal de São Tomé e Príncipe na Convenção Quadro sobre as Mudanças Climáticas, destacou o mecanismo de Varsóvia para Perdas e Danos.

È um mecanismo que prevê fundos para ressarcir as populações de regiões em que os efeitos das mudanças climáticas, provoquem Danos e Perdas às comunidades. «Na última semana estivemos a procurar definir a forma como o mecanismo de Varsóvia pode agir», pontuou.

São Tomé e Príncipe, a semelhança de outros países insulares, e o continente africano no seu conjunto, não são grandes emissores de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera. Gases que são principais responsáveis pelas mudanças climáticas e pelo aquecimento do planeta.

coppO continente africano só emite 4% dos tais gases. «A diferença é que para os países menos avançados e ilhas, não faz sentido dizerem que são vanguardistas na redução de emissões de gases, quando na verdade não emitem gases. No entanto querem contribuir no processo, precisam de meios financeiros para o fazer. Mas nunca descoram que a sua prioridade é a adaptação às mudanças climáticas, porque e lá onde têm problemas», explicou..

No entanto, o perito são-tomense nas negociações no quadro da COP22, realçou que o capítulo da mitigação dos gases de efeito estufa, não deixa de ser importante para São Tomé e Príncipe, porque gera oportunidades de desenvolvimento.

O arquipélago que ainda não conseguiu resolver grande parte do seu problema em matéria de fornecimento de energia a população, deve aproveitar a cimeira de “ACCÃO” que decorre aqui em Marraquexe, para lançar as bases no sentido da reconversão da sua actual fonte de energia, que é poluidora, para uma fonte limpa. «Pode-se por esta via mobilizar meios financeiros para a produção de energias renováveis», sublinhou.

A partir desta segunda – feira a delegação são-tomense fica mais reforçada. O Primeiro Ministro Patrice Trovoada, lidera a comitiva nacional, e representa São Tomé e Príncipe na reunião dos Chefes de Estado e de Governos, que inicia esta terça – feira.

Abel Veiga – Marraquexe

 

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