“Mel de Abelha” no tratamento da doença desconhecida

Maria Tomé Palmer, Directora dos Cuidados de Saúde, anunciou na quinta – feira que os centros de saúde estão a utilizar mel de abelha no tratamento da doença de origem ainda desconhecida designada Celulite Necrotizante. «O mel sim porque o mel tem características para cicatrizar a ferida, e tem a capacidade de isolar os germes», assegurou a directora dos cuidados de saúde.

Maria Tomé Palmer, reforçou ainda que « mesmo a cirurgiã plástica que está no país, nos aconselhou e enalteceu como temos a lidar comesses casos.  Isto quer dizer que sim, o mel é bom é útil, é bem vindo», declarou a directora dos cuidados de saúde.

.Na entrevista que deu a imprensa, a directora dos cuidados de saúde, explicou que o protocolo terapêutico foi reajustado. Par além da aplicação de mel de abelha, são administrados aos pacientes o reforço de antibióticos. «Fizemos o ajuste do protocolo e tanta a opinião dos especialistas nos aconselharam a fazer terapia com dois ou mais antibióticos», sublinhou Maria Tomé Palmer.

Segundo a Directora tem havido sucesso no tratamento dos pacientes. Confirmou que a equipa multidisciplinar da OMS, está no terreno a trabalhar com os quadros nacionais de saúde, em busca de respostas para a origem da doença, que ataca sobretudo os membros inferiores.

Em 31 de Janeiro passado, quando pela primeira vez, a Direcção dos Cuidados de Saúde, falou da doença que segundo os seus cálculos tinha surgido em São Tomé e Príncipe em Outubro do ano 2016, indicou o registo de 1094 casos.

No dia 23 de Fevereiro, a Direcção dos Cuidados de Saúde actualizou o número de casos, tendo anunciado um máximo de 1350 doentes registados.

Já na conferência de imprensa de 9 de Março, Maria Tomé Palmer, garantiu que o número de casos atinge em Março 1421.

Face a evolução dos números, a Direcção dos Cuidados de Saúde, considera que «o número de casos tende a diminuir. Registamos quer na semana 7, quer na semana 8, 51 casos e na semana 9 isto é, na semana passada 30 casos». Afirmou a directora dos cuidados de saúde.

No fundo a doença que o sistema nacional de saúde diz ter surgido em Outubro de 2016, já afectou até a primeira quinzena de Março de 2017, 1421 pessoas.

Abel Veiga

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    Dr.Joaquim Costa Responder

    Após a dissolução da União Soviética, todos os laboratórios para o estudo de doenças africanas permanecer no território da Ucrânia, e mais precisamente na cidade de Kharkov.
    Eu era capaz de encontrar fotos que estão na internet sobre esta doença não é conhecida, e mostrou-lhes com especialistas aqui e eles me disseram que é necessário olhar para o site e explorar todas as situações possíveis e, em seguida, eles podem dizer especificamente que não é qualquer um. E para isso é necessário que o Governo de São Tomé apelou ao governo da Ucrânia, a fim de ajudar a que era possível para nós para enviar um grupo de especialistas e médicos com o laboratório móvel para o estudo da doença e determinar o método de tratamento.
    Se o nosso governo fizer um pedido de ajuda ao governo Ucraniano, eu tenho a certeza que irá receber. Tenho a certeza absoluta qeu os especialistas ucranianos depois de algum tempo em São Tomé poderão nos ajudar a resolver esta situação incrível que pouco a pouco está afetando o nosso pobre povo.
    Desejo que assim seja. Saudações a todos os compatriotas.

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    Quidide Responder

    De facto existem muitos produtos naturais com efeitos extraordinários. Como profissional de saúde formado na Ucrânia aprendi a valorizar tratamento a base de plantas e outros produtos naturais. Espero que o teor do açúcar não seja uma limitação da aplicação direta do mel nas lesões… Por outro lado ouvi relatos de que o aloe (babosa) tem feito progressos na cura da doença na fase inicial. Há evidências de que o agente causador seja um fungo.
    Deus queira que tudo se esclareça o mais rapidamente possível.

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