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Lixo tóxico acumulado em 40 anos vai ser exportado para Inglaterra

Cerca de 6 toneladas de produtos químicos que se acumularam em São Tomé e Príncipe nos últimos 40 anos, estão a ser removidos e embalados para depois serem exportados para a Inglaterra, onde deverão ser incinerados.

Uma acção da Direcção Geral do Ambiente, que conta com o apoio financeiro do Departamento das Nações Unidas para Desenvolvimento Industrial. O projecto pretende limpar do território são-tomense dos produtos químicos deteriorados que ameaçam as populações e o ambiente.

Na roça Monte Café está armazenada uma parte de pesticidas que se degradaram ao longo dos anos. Uma empresa checa contratada para realizar os trabalhos, está a coordenar a remoção dos resíduos, e a realização dos testes laboratoriais. «São perigosos porque são produtos químicos e tendo passado o prazo de validade tornam-se mais perigosos», declarou o técnico da empresa checa.

A equipa técnica da empresa checa, está a trabalhar em parceria com sargentos e oficiais do exército, que operam directamente no armazém, no processo de embalagem dos resíduos.

lixoA escolha do armazém de Monte Café para o início da operação, tem a ver segundo a empresa Checa, com o facto do armazém d lixo tóxico ser vizinho da escola da roça. «Nós estamos a trabalhar primeiramente em Monte Café porque é uma região mais habitada e temos uma escola vizinha ao armazém. Quando terminarmos aqui iremos para o Moro Carregado em que faremos a mesma actividade que é o embalar, limpar e a exportar», explicou o técnico da empresa Checa.

Segundo a Direcção Geral do Ambiente, nos últimos 40 anos, muitos produtos químicos foram importados para uso na agricultura e na saúde. Pesticidas, raticidas, DDT, e insecticidas, fazem parte da lista de produtos químicos deteriorados.

Arlindo Carvalho que dirige o sector do ambiente, garantiu que medidas estão a ser tomadas para evitar a concentração de produtos químicos no território nacional. «Estamos a criar condições jurídicas para que as próximas importações sejam feitas de forma adequada para que o país não venha a ter mais grandes quantidades de produtos estragados ou obsoletos», frisou.

Abel Veiga

 

    4 comentários

4 comentários

  1. Brasileiro

    29 de Maio de 2017 as 12:52

    O país precisa de um plano de gestão de lixo perigoso (resíduos hospitalares, material químico, nuclear, biológico, etc). Essa matéria é muito perigosa para a vida humana e o meio ambiente de um modo geral. Uma micro usina de tratamento de resíduos seria um bom investimento, e esse tipo de estrutura pode “facilmente” ser construída via parcerias internacionais.

  2. Martelo da Justiça

    29 de Maio de 2017 as 20:59

    Há mais de 20 anos que oiço a falar nesta reexportação e estava convencido que o problema já estava resolvido! Realmente fala-se muito e faz-se muito pouco neste Pais. Enfim….assim não vamos longe.

  3. Xavier

    30 de Maio de 2017 as 10:30

    Desde quando estão essos lixos aí?

  4. João Barbosa

    5 de Junho de 2017 as 21:14

    Ó Senhor Martelo da Justiça
    O Senhor está na terra ou anda na lua. O Senhor que se preocupa tanto pelo país não sabia que o lixo tóxico ainda estava no país? O senhor que é um expert nesta matéria, porque é que não diligenciou a muito tempo para tratar ou retirar estes lixos do país.
    Você é daqueles que só sabem mandar a boca. Não faz e nem deixa fazer.Tenho a certeza que nesta matéria o senhor é um verdadeiro burrrrro à ver para o Palácio.O Senhor é daqueles que basta usar calça preta e camisa branca já é doutor.
    Vá catar água meu amigo
    Bem Haja
    JB

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