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Paludismo continua a ser ameaça e a população tem que mudar de atitude

A Ministra da Saúde Maria Trovoada está preocupada. O paludismo é residual em São Tomé e Príncipe graças a campanha de luta contra a doença lançada no ano 2004 e com apoio de Taiwan.

No entanto, a atitude de alguma franja da população em recusar a pulverização das casas, pode segundo a ministra comprometer todos os sucessos até agora alcançados. «Ultimamente temos estado a verificar que está a diminuir o número de pessoas que abrem as portas das suas casas para os agentes pulverizadores, alegando vários motivos. Essas recusas podem trazer resultados maus que coloquem em risco todo o esforço da população e do governo. Este comportamento pode levar ao retrocesso dos nossos bons resultados», declarou a Ministra.

pulverizaçãoMaria Trovoada, advertiu a população sobre a necessidade facilitar a pulverização das casas, numa altura em que lançava a décima terceira campanha de pulverização, nos dois distritos mais populosos do país, Água Grande e Mé-Zochi. A cerimónia de lançamento da nova campanha de pulverização das casas, decorreu na fronteira entre os dois distritos, mais concretamente na comunidade de Ganda. «O paludismo ainda constitui uma das principais dificuldades de saúde no país», reforçou a ministra da saúde.

Hamilton Nascimento, Director do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo, explicou que a pulverização é a técnica mais eficaz de controlo do paludismo, e que ode conduzir a ilha de São Tomé para a fase de pré-eliminação da doença. Uma fase em que a ilha do Príncipe, já se encontra muito avançada.

Segundo o chefe do programa de luta contra o paludismo, a doença ainda ressurge de forma sazonal e em índices baixos em algumas comunidades da ilha de São Tomé.

Os sucessos conquistados por São Tomé e Príncipe desde o ano 2004, na luta contra o paludismo, são um prémio que não se pode ocultar da cooperação entre o arquipélago e Taiwan.

Abel Veiga

 

 

    6 comentários

6 comentários

  1. Pedro Costa

    19 de Setembro de 2017 as 18:20

    A luta contra o paludismo tem de passar por proporcionar melhores condições de vida as populações. Este problema de paludismo já cansa. Se o povo continua a viver como se tem visto por aí, não vamos lá. Viver como se vê nas sanzalas, defecar como querem e onde der jeito, é impossível.
    Embora a questão principal seja a eliminação dos mosquitos causadores do problema, se o país continuar no fundo da lista dos subdesenvolvidos, será difícil irmos lá.

  2. Lupuyé

    19 de Setembro de 2017 as 23:02

    É possível tomar posição contra as pessoas que resistem à pulverização? Não se pode levar escolta policial? Sei que num estado de direito a população goza de certos direitos mas quando se trata do bem estar de todo o povo, algo devia ser feito. A verdade é que se estivermos todos do mesmo lado, dentro de mais algum tempo poderemos viver completamente livres do paludismo e por consequente livres da pulverização.

  3. Ralph

    20 de Setembro de 2017 as 1:01

    A existência continuada de uma doença, mesmo a um nível residual, para a qual há remédios provados parece-me um absurdo. Sem dúvida que melhor sensibilização deve desemphar um papel importante, mas o governo deveria insistir que todas as moradas sejam pulverizadas como um serviço público, sem qualquer exceção.

  4. Chang de Taiwan

    20 de Setembro de 2017 as 3:53

    Obrigado pelo bom gesto de mencionar ainda as contribuições dos técnicos taiwanês para o projecto de Luta Contra Pauludismo de STP. Desejo uma boa continuação e bom sucesso nesta luta. Bem haja para o povo santomense.

  5. rapaz de Riboque

    20 de Setembro de 2017 as 9:00

    para acabar esta doença é preciso muito trabalho , começar pelo saneamento básico , agua potável , todas as casas terem casas de banho , limpar as ruas , e manter limpas , não andar animais a solta como porcos , galinhas , cães cheios de feridas e pulgas maltratados , e a população colaborar , em não atirar o lixo para qualquer sitio, da via pública , não urinar em qualquer lugar, não fazer cócó em qualquer lugar, e muito mais coisas o povo também tem que colaborar muito porque fazer o tratamento hoje para a eliminação dos mosquitos e continuar a lançar lixo , mijar, e cagar em qualquer parte não vale a pena meus senhor, os governos tem o dever de tomar todas as medidas para erradicar o paludismo mas o povo também deve colaborar, coma higiene a começar pelos nossos mercados, ainda a dias vi uma senhora com um fogareiro a cozinhar no mercado e de repente puxa uma lata e mija e mete a lata de baixo da banqueta . E o governo depois de limpar a ilha toda devia criar multas pesadas para quem não cumprisse em não atirar o lixo para a via pública, ter animais soltos ou te-los sem condições, a tempos estava eu fora do hotel Mira mar no seu interior estava a decorrer uma reunião, e esta a porta uns condutores a espera dos senhores que estavam na reunião no meu espanto vejo um com uma garrafa de cerveja na mão quando acaba de beber atira com a garrafa para a via pública naquele momento ia passando um turista com o seu filho o miúdo devia ter uns 6 aninhos que me surpreendeu em ajuntar a garrafa perguntar ao porteiro onde devia depositar a garrafa são essas coisas que tem que acabar se que muitos não vão gostar do meu comentário mas eu sou assim digo as coisas as claras.

    • sonhador

      21 de Setembro de 2017 as 14:38

      infelizmente temos muita gente que se descuida na higiene.

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