Opinião

A DEMOCRACIAEM S.TOMÉ E PRICIPE

Agostinho Viegagostinho.jpgas, emigrante com o coração na sua região Natal, Angolares, fala da democracia. O homem do sul de São Tomé, encontra sinais de unidade e convergência no actual xadrex político.

 

Por mais que o “Monopartidarismo” militante cegue alguma opinião pública Santomense, importa revelar que a Democracia em S. Tomé e Príncipe continua a proporcionar exemplos de regeneração e de vitalidade inconfundível no continente Africano.

 

A composição do actual elenco do Governo, que integra membros provindos de varia cores políticas dos quais outrora rivais e antigos adversários eleitorais, num grande esforço de qualificação e de convergência, traduz uma forma diferente de ver o país e o poder.

 

A selecção de quem governa principalmente em tempos de crise e de incerteza passa pelo crivo das competências e não pela peneira das solidariedades. Submete-se ao impiedoso escrutino do passado e presente académico e profissionais, dos interessados em servir o povo e o país, e não deles, com vista a obtenção de resultados em função dos objectivos preconizados.

 

Mas o sistema exige mais, não basta aos titulares políticos a capacidade reconhecida e reconhecível de tentarem milagrar o possível num país onde quase tudo falta; a criatividade e o assumir de uma postura de dirigente na execução das suas competências, nos seus quotidianos e até no bairro onde vive é um factor muito importante.

 

O exame a que o casal MLSTP e o MDFM/PCD estão a ser sujeitos no actual governo, obrigando a selecção entre curriculum de peso atrás de um consenso nacional, revela a importância da avaliação do carácter e de prevenção do conflito de interesse na escolha de quem sabe e pode governar.

 

Carece nos ainda o senso de colocar a vida patrimonial bem como o quotidiano familiar dos governantes ao dispor do publico, atempadamente, evitando a repectividade dos escândalos habituais que assevera a respeitabilidade ao poder, cria a insegurança no seu exercício e prejudica o raro emblema de carismático social ao melhor governante.

 

Entretanto, S. Tomé e Príncipe esta de parabéns entre os PALOPs e até mesmo entre os grandes Países AFRICANOS, por conseguirmos discernir os objectivos partidários e valorizarmos o país, concentrando num Governo personalidades de diferentes tendências e cores políticos, em conformidade com as sua competências e não pela cor politica.

 

At. Agostinho Viegas

agostviewgas@hotmail.com / http://angolares.no.sapo.pt

 

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