Bons e Maus Chefes de Cozinha

Os políticos são como os cozinheiros e ninguém se transforma num óptimo cozinheiro adquirindo, em primeiro lugar, noções teóricas sobre a gastronomia para depois ensaiar, no referido ofício, a concepção e preparação de pratos para a freguesia. É óbvio que isto não dá bons resultados.

Da mesma forma, se é verdade que a manutenção e teimosia numa dieta alimentar, com os mesmos ingredientes e vícios, a mesma rotina organizacional, metodológica e higiénica, afugenta os fregueses; não é menos verdade que a mistura avulsa de traços ou padrões culinários, de proveniência ou latitude diversa, desprezando as especificidades originais, em presença, pode contribuir para desmobilizar os apreciadores dos respectivos registos culinários.

Foi um bocado isto que aconteceu nas recentes eleições legislativas em S.Tomé e Príncipe.

Enquanto Patrice Trovoada, despedido, sem honra nem glória, da cozinha alheia, embalado com os efeitos positivos decorrentes da polarização conseguida com Fradique de Menezes, nas anteriores eleições presidenciais, proporcionada pelo próprio MLSTP/PSD, teve tempo e experiência acumulada para ir preparando, simultaneamente, o seu projecto culinário e prato que se chamava ADI, o MLSTP/PSD e o PCD, sob as respectivas direcções, tentavam, em primeiro lugar, misturar e construir uma ideia teórica para ementa que, aparentemente, pretendiam desprezando a urgência daqueles que esperavam pelo referido prato. É óbvio, que estes esqueceram-se, que, em política como na cozinha, o projecto culinário e o prato têm de surgir ao mesmo tempo sobretudo num contexto socioeconómico em desesperança acelerada e com uma dieta rígida de búzio, banana e fruta-pão.

Além disso, um projecto culinário com aquelas características incluindo o MLSTP/PSD e o PCD, seria equivalente a tentativa experimental de misturar Calulú com Molho no Fogo. Quem estaria disposto a comer uma ementa que, de forma avulsa, mistura estes dois projectos culinários totalmente distintos, na sua génese, sem indícios de preocupação, por parte dos respectivos proponentes, em explicar, detalhadamente, às pessoas a necessidade estratégica e interesse nacional conjuntural existente na sua confecção?

Pois é, é ai que começa a actual “mudança” que se deu no país e que alguns, por autismo ou incoerência, não querem ver ou admitir.

Todos sabemos em que condições, política, económica e social, emerge o PCD-GR no contexto nacional. Não tendo, momentaneamente, um quadro programático e ideológico completamente distinto do actual MLSTP/PSD, o PCD-GR aparece, em 1990, no processo de transição, do antigo regime para o actual, transportando consigo bandeiras e valores democráticos antitéticos ao statu quo prevalecente na altura, que condenou o MLSTP/PSD à uma travessia do deserto decorrente dos resultados das eleições legislativas, então realizadas.

O PCD-GR, para além de capitalizar, na altura, o apoio daqueles que foram marginalizados pela rede redistributiva do anterior regime, não se coibiu de autoproclamar, em contraposição ao MLSTP/PSD, defensor de bandeiras como pluralismo democrático, transparência governativa, separação e independência dos poderes e avesso aos totalitarismos de qualquer espécie.

Ora, as sucessivas direcções do MLSTP/PSD, incluindo a actual, sempre se manifestaram, maus chefes de cozinha, nestas matérias, não obstante as juras de “mudança” programática e ideológica, durante o percurso histórico em causa. Para tal, basta constatar a atitude da ex-ministra da defesa e justiça, do anterior governo, relativamente ao Presidente do Governo Regional do Príncipe. Qualquer bom chefe de cozinha demitiria tal adjunta de chefe de cozinha perante um espectáculo, tão degradante, do ponto de vista de afirmação e aprofundamento da nossa democracia. No entanto, não foi isto que aconteceu perante a cumplicidade orgânica e institucional do próprio PCD.

Tanto em 1996, como agora, momentos em que o MLSTP/PSD e o PCD estiveram em contextos de coligação governamental, para além de não se constatar, qualquer atenuação dos níveis alarmantes de pobreza no país, não se verifica, também, esboço e aplicação de políticas públicas que poderiam contribuir para o aprofundamento da nossa democracia, enquadramento legislativo e/ou organizacional, do aparelho do Estado, que melhorasse a transparência governativa e contribuísse para o aprofundamento da separação e independência dos poderes.

Ora, estas últimas são bandeiras que suportaram a essência estratégica fundacional do PCD-GR e constituem, como tal, o seu património genético que deu corpo e estrutura mobilizadora, em 1991, aos propósitos de “mudança” política, a montante, reivindicada pelo referido partido, posteriormente concretizada.  Neste contexto temporal concreto, a direcção política do PCD-GR comportou-se como bom chefe de cozinha.

A política é mesmo assim, é acção, e não se limita aos contornos de mera administração ou defesa, mas, sim, configuração e pressentimento do futuro, primeiro do que os outros. Um bom político, como um bom chefe de cozinha, deve ter em vista, e em primeiro lugar, oportunidades que deve metodicamente aproveitar e não compêndios de filosofia política ou enciclopédias culinárias que deva ler, antecipadamente, que suportam, posteriormente, as suas decisões políticas ou projectos culinários. Foi exactamente isso que o PCD fez em 1991 que o país acolheu como um projecto de “mudança” e, também, foi isto que o ADI, fez agora, apropriando-se politicamente dos argumentos estratégicos fundacionais que suportaram, até então, a essência programática do PCD-GR e contribuíram para capitalizar apoios, sobretudo, junto dos jovens, e na base social originariamente conotada com o PCD-GR.

Interpretar esta onda actual do ADI, que varreu o país, não como um sinal de “mudança” comporta dois erros graves.

Em primeiro lugar, desvaloriza, consciente ou inconscientemente, o mesmo papel de “mudança” interpretado, realizado e reivindicado pelo próprio PCD-GR, em 1991, e parece-me injusto que assim seja tendo em conta a importância histórica do referido evento, e reduz a política aos contornos da “mudança” interpretada como uma realidade administrativa, de gestão ou acto reformador, resultante das consequências do instrumento da acção governativa.

Ora, a política não é isso, ou melhor, não é sobretudo isso. A racionalidade na política é o aproveitamento da oportunidade e Patrice Trovoada, agora, bem como, os líderes do PCD-GR, em 1991, foram suficientemente inteligentes, quais bons chefes de cozinha, para aproveitarem uma decepção, quase generalizada, que se vivia no país, nos respectivos contextos temporais, em processos que configuram ou configuraram “mudança” política.

Em segundo lugar, esta tese, tendencialmente difundida como paradigma justificativo e envergonhado, eventualmente minimizador das consequências políticas momentâneas decorrentes dos maus resultados eleitorais do MLSTP/PSD e PCD, pode encerrar consequências contrárias aos interesses dos respectivos partidos, num futuro próximo.

Se no MLSTP/PSD o défice de democratização interna, problemas de natureza organizacional, bem como, a rede de conflitos internos, pelo controlo do partido, dificultam o seu crescimento em direcção às franjas específicas do nosso sistema social, como sejam os jovens; no PCD, o problema é um pouco mais complexo porque está relacionado com a própria identidade do partido singularmente entendida como serviço político prestado pelo mesmo que constitui a justificação social da sua existência e centro de expressão política racionalizada, bem como, o referido partido, constitui um concorrente na fórmula da distribuição do poder na nossa terra.

É óbvio, que, se o ADI cresce, e muito, sob fundamentos identitários que suportam a essência ou código genético do PCD, estando aquele momentaneamente no governo e acorrentado aos condicionalismos do personalismo identitário que poderiam minimizar as suas ambições, estão criadas as condições para a diluição da importância do PCD no nosso sistema social se o ADI quiser e souber tirar partido disto. A identidade partidária, mesmo num sistema partidário sem grande carga ideológica, como o nosso, tem uma grande importância e efeito diferenciador interpartidário. Sendo assim, ou por isso mesmo, constitui um efeito condicionante das flutuações admissíveis nas posições e expressões de um partido quando reage às oportunidades que a evolução dos acontecimentos oferece.

O PCD-GR, desde 1991, afastou-se muito, voluntária ou involuntariamente, do seu código genético. Se o PCD-GR se fez, em 1991, do ponto de vista identitário, promovendo a “mudança” em contraposição ao statu quo prevalecente que suportava a essência do MLSTP/PSD; o ADI robusteceu-se, agora, proclamando “mudança” sobre alicerces anacrónicos em que o MLSTP/PSD e o PCD se meteram de forma voluntária.

É no código genético do partido onde se conjugam a sua origem, as suas opções históricas, bem como, a especificidade do seu modo de representação de interesses sociais, que determina o espaço político concreto e/ou simbólico que o partido ocupa no sistema político. Daí, muitos cidadãos nacionais interpretarem este fenómeno eleitoral como “mudança”. Escamotear este facto, num exercício de puro autismo, inconsequente e contraproducente, é mau e redutor porque mina as condições para a reflexão, desejável e descomplexada, que tanto o MLSTP/PSD e o PCD têm de fazer, em verdadeiros congressos, onde possam discutir ideias e propostas políticas, e não em festas programadas para satisfação de vaidades inócuas ou arenas para sacrifício de bobos para tudo se manter na mesma.

Pinto da Costa, antigo e exímio chefe de cozinha, já avisou o seu partido das consequências inerentes ao acto de bloqueio do processo de “mudança” em curso. Para além do tacticismo eleitoral, em presença, ele sabe muito bem do que fala e, sobretudo, conhece profundamente o seu próprio partido.

Para mim, um simples e humilde cidadão, preocupa-me a qualidade do projecto e do prato que os nossos chefes de cozinha nos possam proporcionar. O MLSTP/PSD e o PCD podem e devem fazer muito mais pela qualidade da nossa cozinha. Por isso, quero muito mais do que búzio, banana e fruta-pão. O país merece mais do que isso!

Adelino Cardoso Cassandra

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    Joana Alves Trindade Responder

    Cá em S.tomé nón cá flá “fógô quemá món”. O senhor Adelino Cardoso responde num grande e fundamentado texto ao senhor Bonfim que tinha afirmado que não houve mudança no país.
    Eu estou a gostar disto.
    Dizem que o país tem democracia e debate mas aos poucos vamos progredindo nesta área. Também nesta área acho que começa a haver mudança. Nunca vi tanta gente, dentro e fora do país a transmitir os seus pontos de vista sobre a realidade política, social e económica do nosso país. Não sei se o senhor Adelino Cardoso também está fora do país. Se estiver cá dentro eu só lhe posso agradecer pelo belo texto.
    Já começa a aparecer no nosso país pessoas que pensam e reflectem em profundidade sobre a nossa realidade. É bom que apareçam mais porque só assim se constrói uma verdadeira democracia. Nas escolas deviam incentivar jovens a intervir mais do ponto de vista da cidadania e respeito pelas opiniões dos outros.
    Eu vivi, alguma tempo fora do país, no Brasil, e sei a diferença que existe ainda entre a nossa democracia e destes países mais evoluidos. O confronto de ideias é muito bom e proporciona com que construamos ou melhoremos a nossa opinião sobre vários assuntos. Aprendi isto no Brasil.

    Descontando o estilo de escrita do senhor Adelino Cardoso que eu particularmente gosto tenho também de admitir que de facto houve mudança na perspectiva do povo. Quem vivi aqui em S.Tomé sentiu isto mesmo nestas eleições. Todos nós ficamos nesta coisa de “chove não chove” ninguém respeitava ninguém, as coisas do estado não eram respeitadas, etc.
    O povo já estava farto disto tudo. Este governo tomou posse e já está a meter ordem na casa. Basta ver a lei de utilização dos carros de estado, o rigor no controlo dos bens públicos, a mudança de direcções de determinados serviços, etc. Todos nós esperamos muito mais ainda mas já começamos a ver alguns resultados. Só por isso eu posso dizer que começa a haver esperança no nosso país. No entanto tenho de admitir que estou ansiosa pelo rumo das coisas.
    Provavelmente os cometários do Bonfim reflectem a sua ausência do país durante muito tempo. Qualquer das formas só posso elogiar a sua contribuição.
    Espero que mais pessoas que estão no estrangeiro, ao contrário daquilo que muitos por cá dizem, devem dar o seu contributo para o desenvolvimento do nosso país.
    Beijinhos para todos
    Joana Trindade

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    Digno de Respeito Responder

    Caro Adelino Cassandra, acabou de trazer á mesa da amizade entre santomenses um aperitivo recheado de condimentos que bem degirido, motiva o bom rotar. E, se por acaso houve quem rotasse, seria o motivo de muito educadamente congratular-me com ela evocando o “bom proveito” durante a sua digestão. Provávelmente,desnecessário incluir piri-piri neste seu (p)reparo. Trata-se duma observação analítica que não passa da mera opinião.

    Nessa analogia, fica expresso o sinal de irmandade apresentada por A. Cassandra a quem atribuo uma nota satisfatória na cadeira de “arte de cozinhar”. (Fmbora eu seja péssimo na cozinha, sei apreciar. Isto é comer).

    Permitam que partilhe convosco seguinte: Para muito de nós (homem santomense), cozinhar tem muito que se lhe diga. Pois, é algo que diz respeito ás mulheres, segundo os que se alimentaram exclusivamente da nossa cultura. Aliás, para mim é o lado negativo dela(cultura) porque as coisas boas dificilmente se que aprende. E nessa lógica transponho ao contexto. Sendo a mulher mais dedicada á arte de bem cozinhar, quem sabe um dia nos surpreenda a todos através da sua forma e conteúdo acentuado no reformismo. Ao menos faria prevalecer o sentido estético das coisas sem pasar pela plástica.

    E aproveito recorrer ao dito popular: o pior sego “é aquele que não quer ver”. E cá entre nós, muitas das vezes a humanidade só vê ou ouve aquilo que lhes convém ver ou ouvir e por conseguinte actua sobre uma ideia preconcebida sobre as coisas, ao invés de recorrer as farramentas de que dispõe para a sua análise e ser capaz de retirar dela os aspectos conclusivos.

    Muita das vezes coisas treviais ou banais, são aquelas que mais efeito positivo pode causar.

    “Consê ná cá môdê n’guê béga fá”.

    Uma boa sugestão colinária nunca fez mal a ninguém. Ao menos que se estivesse perante as misturas indesejadas ao estomago.

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    Digno de Respeito Responder

    Digo: “houvesse” (…)

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      jacaré Responder

      Não percebo a razão porque os comentários desaparecem. Há algum problema técnico?
      Jacaré

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        Arroz Doce Responder

        Granda pancada ao senhor Bonfim…. O PCD tem que ir ao médico…
        Fui…
        Arroz Doce

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    Hilário Fuba Responder

    Ninguém compreendeu defacto o papel do PCD em juntar-se com MLSTP no governo e fazer as coisas ou participar em decisões que nós, a partida, nunca pensaríamos que o PCD contribuisse para tal. O PCD sempre se opós à determinadas coisas em S.T.P. O PCD sempre foi interpretado como um partido de mudança, democrático e que lutou para a implementação da democracia no nosso país. Como é possível o PCD associar-se ao MLSTP e participar num governo que fez muito pouco ou quase nada para melhorar a nossa democracia? Andavam a dizer que queriam reustaurar a autoridade de estado. Pergunto-vos agora: o que é que fizeram beste governo, MLSTP+PCD para reustarar esta autoridade de estado? Nada, nada, nada… Pelo contrário… Pensavam que a autoridade de estado vem de cima para baixo, ou seja, é imposta pelo governo e os cidadãos cumprem e o próprio governo não cumpre a sua parte e nem dá bons exemplos para a reustaração da referida autoridade de estado. O ADI entrou para o governo e já começou a dar exemplo que o estado tem que ser primeiro a cumprir as suas obrigações e já proibiu o uso descontrolado dos carros de estado. É assim que se dá exemplo na reustaração da autoridade de estado e não é só com palavreado.
    Concordo que a senhora Elsa Pinto foi atrevida e mal educada e deu um bom exemplo de pouco democrática e déspota. O PCD de facto não cumpriu o seu papel nesta ocesião e deveria solidarizar-se com Tozé Cassandra e talvez até sair do governo e, provavelmente, teria um resultado eleitoral melhor. Porque todos nos lembramos, eu tenho que concordar com isso, que foi o PCD o partido nacional que sempre defendeu a democracia no nosso país e fez disso a sua luta. Infelizmente agora já não é assim. Eu sempre votei PCD e agora tenho que reconhecer que votei ADI.
    O PCD tem condições para dar a volta e um dia voltar ao governo. No entanto também acho que tem que ter cuidado com algumas figuras que eles têm lá que embaraçam o partido. Têm que ter muito cuidado.
    Fui
    Hilário Fuba

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    Matabala Responder

    E preciso que haja boas experiencias, ou seja, bons exemplos para se dar…caso contrario vamos mesmo ter de dar lugar a cozinheiros sem experiencia…nesse caso vamos lhe apoiar a cozinhar, claro, nao esperamos grande resultado. Mas sabemos que este cozinheiro vai aprender com o tempo …

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    António Veiga Costa Responder

    Companheiro Adelino, gosto muito de seus artigos. Sempre muito claros, de uma lucidez tamanha, atingindo o cerne da real situação político-economico e social do país, sem atacar “a” ou “b”.
    Sem adorações partidárias.
    Parabéns!

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    Alberto Nascimento Responder

    este senhor ‘e feio heim!

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      Alexstandard Responder

      es parvo, pois não?

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    ze cabra Responder

    nao jacare e capaz ter havisto alguns que toca-se na pele de alguem

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    ze cabra Responder

    porque nao publicam os meus comentarios

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    ze cabra Responder

    sera que sou uma pessoa tao ma ja nao quero saber de cabras quero dobras

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    maguita Responder

    eu queria parabeniza-lo pelo belíssimo texto encharcado de factos verídicos. parabéns

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      Teodora Cabral Responder

      parabéns também pelo seu texto. parece-me mais coerente com a nossa realidade política e social. caso contrário, seríamos obrigados a supor ou indicar o MLSTP como o partido reformador em detrimento do PCD, pois, foi o MLSTP que criou condições políticas para a instalação do pluripartidarismo e não o PCD que limitou-se a aproveitar da ocasião criada pelo MLSTP. assim sendo, considerando a política como mero instrumento de mudança introduzidas pelos governos facaríamos com a nítida sensação de que quem fez mudança, naquela altura, (1991) não foi o PCD mas sim o MLSTP.
      Bem haja

      Teodora Cabral

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    Taa-Sossegado Responder

    Força! SCLÚ.

    Desafio-te a escrever um livro.

    Meu irmão é forte!

    Passôôôôô………..

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