UM PEQUENO GESTO DE SOLIDARIEDADE PODE DIGNIFICAR A NOSSA NACÃO

Os que me conhecem sabem que não costumo meter-me na vida dos outros  nem intrometer em críticas negativas. Pelo que, o meu desabafo é apenas de carácter humanitário.

Neste momento, está o mundo inteiro em crise. Uma crise que afectou bancos internacionais, grandes negócios e até abalou economias de potencias mundiais como os EUA, a Inglaterra, a Alemanha, etc., dentre os quais, Portugal se encontra mergulhado não só numa crise política e económica como estrutural, sem nos esquecermos da Grécia. Portugal vê-se forçado recorrer ao financiamento de FMI. Essa crise começa a pôr em causa a própria essência de toda a União Europeia, recentemente criada.

Como se não bastasse, ultimamente, talvez devido a influência do aquecimento global, alguns países foram ainda mais flagelados por desastres naturais tais como cheias, vulcão, tsunami, terramotos (Brasil, Indonésia, Bangladesh, Paquistão, Chile e Japão são exemplos concretos).

O mais grave aconteceu recentemente no Japão quando uma onda de terramotos ao ponto mais alto de 9.8 sacudiu, destruiu tudo e depois criou consigo uma alta onda de tsunami com cerca de 14 metros de altura que arrasou por completo uma cidade japonesa.

Os efeitos da onda foram tão devastadores que se sentiu impactos por todo oceano pacífico em direcção a costa ocidental dos Estados Unidos (Califórnia) e Chile. Felizmente esse maldito fenómeno não aconteceu na costa atlântica onde estão as nossas ilhas vulcânicas de São Tome e Príncipe, mas hoje em dia a experiência ensina que qualquer país deve estar preparado para desastres naturais de grande envergadura.

Fortíssimos choques das ondas levaram consigo inúmeros bens materiais como carros, casas, vidas humana e animal sem dó nem piedade conforme as imagens televisivas nos atestaram. Como resultado de dito desastroso fenómeno natural, registou-se mais de 25 mil mortos, 20 mil desaparecidos, uma escalabrosa devastação citadina, e sérios perigos de contaminação ao meio ambiente e à vida.

O orgulhoso povo japonês, pela primeira vez da sua história, está a chorar pedindo apoio a todo mundo. O povo tem chorado de dor, pena e muita tristeza e sem certeza do amanha. Pois, ainda até hoje acontecem réplicas sísmicas, embora em escala relativamente menores, provocando medo e constantes alarmes de evacuação.

As pessoas estão movendo para salvar a vida, animais alimentícios, hortaliças, legumes, e até água potável corre o risco de contaminação devido a fuga de gás atómico provocado pelo desastre. Em suma, Japão neste momento enfrenta vários problemas e sérios.  Agora, em que nos toca este desastre japonês? Todos santomenses sabem a Importância que representa para STP, a caridade japonesa em doar arroz há mais de duas décadas. É uma ajuda solidária e dada com o espírito altruísta sem esperar alguma retribuição. Uma eficiente ajuda de compaixão que nem mesmo Portugal que nos colonizou alguma vez foi capaz de equacionar.

É com base nesses elementos e não obviando os nossos problemas internos, que me ressalta a interrogar. Que papel tem tido São Tomé e Príncipe na manifestação de solidariedade com àquele povo irmão do Japão? Creio e presumo que a nível do Governo, já se tenha enviado uma carta de condolências, o que não é nada mais que um procedimento ético e formal. Mas será que não nos é possível fazer mais?

Um país como o Japão que nos assume um papel tão preponderante é ou não estratégico para São Tome e Príncipe? E quando o país que nos tem ajudado tanto sofre um desastre natural dessa natureza, não acham que deveríamos no mínimo manifestar ao povo japonês um aceitável grau de solidariedade e compaixão?

Alguns países mandaram os seus militares para ajudar com a busca e salvamento, a remoção de escombros para salvar possíveis vidas e removercadáveres. STP é um país de poucos recursos. Mas não era possível enviarmos pelo menos cinco ou dez ou mesmo vinte militares como um gesto de solidariedade? Há pequenos gestos de humildes e pobres que podem alcançar uma grandeza incomensurável.

Do contrário, estaríamos a actuar como àquele homem que a Bíblia alude e que também conhecemos na história oral, que viu seu irmão passar fome e padecer de um conjunto de necessidades, e embora tendo meios para auxiliá-lo, apenas lhe disse: “ Vá’ em paz e que te alimentes e estejas coberto !”

Como se o simples acto de o desejar, tal como a carta de fraternidade e pêsames que retoricamente se escreve, fosse o suficiente para que se sinta o calor da fraternidade e solidariedade.

A solidariedade não se mede pelo tamanho das nossas mãos, mas sim a por aquilo que podemos fazer, mesmo modesto, do fundo dos nossos corações. É um apelo que faço ao Estado e a boa vontade da sociedade civil santomense. Chegou a hora de começarmos a pensar melhor na nossa própria maturidade patriótica, idoneidade de conduta e no nosso posicionamento quando se trata de solidariedade. Só assim, podemos elevar a nossa imagem de nação responsável e amiga.

Jorge Coelho – Estados Unidos de América

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    SPC Responder

    “Bacuêeee Sr. Candidato ou seja Dr. Jorge Coelho. Chê, desqui você tá aqui vc não fez reflexão nenhuma, agora purqui vc decidiu virá presidente só, vc já ta vi aqui un tela nón pa mostra que vc é capaz de sê presidente?”

    Meu caro Jorge

    Mandar militar para Japão pra fazer o quê? Os nossos militares, por maior que seja a força de vontade, não estão preparados para agirem em situação de tipo. Lembra do antigo ditado “A melhor maneira de ajudar é não atrapalhar?”
    Outra questão o país não tem meios nem para fazer salários na função pública, como iriamos fazer viajar e manter estes nossos militares no japão?
    Possa ser que esteja errado mas…seja como for devo dizer como diria o povão…
    Bacuêeee Jorge…Você quer ser presidente?Há banho?!!!
    Democracia faz cada coisa…

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      Vugu-vugu Responder

      Realmente…

      Com estas sugestões (envio de militares) este articulista parece um “grande” conhecedor do país.

      Esta corrida presidencial assemelha-se cada vez mais a uma “Feira dos Horrores”.

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      Monte Cara Responder

      Mas Jorge!!! O que é isto rapaz? Essa é a maneira que viste para tomar a temperatura? Assim, assustas aqueles que eventualmente estaruiam interessados em dar-te o voto. Como é que podes pensar que STP poderia enviar tropas para Japão! Até parece que não conheces a realidade do teu país!! Como disse o SPC, se não podes ajudar, então não atrapalha!!!

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      Buter teatro esquecido Responder

      SPC;
      Mandar militar é um bom gesto que nós podemos gastar cem mil euros, mais dentro do curto prazo com estratégia diplomatica poderiamos ganhar milhôes de euros através de outros donativos. Sou da opinião que o nosso País até poderia enviar cem homens do avião alugado. Na coperação humanitária não exige grande prepararação dos militares, até podem receber alguma preparação e adaptação no local, aproveito para dizer que ajuda muito e dá muita experiência aos nossos militares, participarem em acções internacionais juntos dos outros militares.

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        victor costa Responder

        Sr Buter teatro esquecido,

        Será que o senhor conhece o custo de vida no Japão? Ou o senhor espera que, num momento tão delicado como este, seja o Japão a pagar as despesas, fornecendo alojamento e alimentar aos nossos militares enquanto estes estejam no Japão?
        Fica sabendo que o problema que se vive no Japão, neste momento, é muito mais complexo do que o Sr possa estar a imaginar.
        Concordo que seria muito bom podermos estar no terreno para ajudar este pais, que muito nos tem ajudado ao longo destes anos, mas a verdade seja dita, não temos condições técnicas nem financeiras para estar presente fisicamente no terreno.
        Enviando a nossa solidariedade moral também não deixa de ser uma ajuda.
        O povo japonês não pode esperar muito mais de nos porque eles conhecem perfeitamente a dimensão das nossas limitações.

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        victor costa Responder

        Buter teatro esquecido,
        Será que o senhor conhece o custo de vida no Japão? Ou o senhor espera que, num momento tão delicado como este, seja o Japão a pagar as despesas, fornecendo alojamento e alimentação aos nossos militares enquanto estes estejam no Japão?
        Fica sabendo que o problema que se vive no Japão, neste momento, é muito mais complexo do que o Sr possa estar a imaginar.
        Concordo que seria muito bom podermos estar no terreno para ajudar este pais, que muito nos tem ajudado ao longo destes anos, mas a verdade seja dita, não temos condições técnicas nem financeiras para estar presente fisicamente no terreno.
        Enviando a nossa solidariedade moral também não deixa de ser uma ajuda.
        O povo japonês não pode esperar muito mais de nos porque eles conhecem perfeitamente a dimensão das nossas limitações.

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      António Veiga Costa Responder

      Idiota, pobre de espírito.

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        António Veiga Costa Responder

        SPC, Vugu-Vugu e Monte Cara, idiotas, pobres de espírito.
        São Tomé, dificilmente deixará de ser o que é por causa de pessoas como voces.

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    INCOMODADO COM ISTO Responder

    Meu amigo Jorge, faz despacha e anuncia antes que muuita gente anuncie e tu podes ficar atras da fila.

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      Pasmado Responder

      Jorge presidente, já!

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    albertino pires sousa Responder

    muito bonito o pensamento e o nobre gesto dele emanado!

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    HFM Productions Lda. Responder

    Em partes vós tendes razão, temos que ter compaixão para com os outros mas penso que a sua ideia de enviar os nossos homenes militares a esta terra não é o mais correcto. Há que ver que o país em si não tem meios e recursos suficientes para o tal. Concerteza se isso vier acontecer teremos que recorrer a outras ajudas para conseguirmos ajudar aos outros. Temos que fazer de acordo com as nossas possibilidades. Se eu amenos tivesse de momento no país faria críticas contra a sua pessoa como pré-candidato a presidência, como não, fico por aqui por enquanto…

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    Malé Responder

    é nobre, mas os santomenses sao incapases de dar resposta aos seus pb diarios quanto mais dar conta de recado dos outros.

    1. o pais é pobre (nao é capaz de custear viagem+estadia+…)
    2. Nao temos pessoas formadas. A procura de sobreviventes nao se faz com amatorismo, é preciso profissionais,caoes de busca materiais…Os nossos bombeiros sao imcapazes de apagar pequeno fogo no fundo do quintal quanto mais participar numa opearaçao desta envergadura.
    3.Até que essas comdiçoes pudessem ser realisadas. Suponhamos que iam ai em quê poderiam ser uteis? Sacrificar suas vidas a limpar lixos toxicos?

    Muitas vezes ajudar so atrapalha. Claro sim recebemos arroz do japao, mas nao é porque os japosese sao altruistas filantropos, simplesmente porque devem receber algo em troca (os baroes de MLSTP, MDFM, ADI, PCD e outros) quais sao as contrapartidas.

    Amelhor ajuda que o povo sao tomense poderia dar é desenvolver sao tomé para nao estarmos todos dias de maos estendidas.

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    Filho da Terra Responder

    Meu caro Jorge não é assim que se faz campanha. Faço-te uma pergunta:
    Se tivesse no poder, o quê que farias quanto a aspecto do “Japão”

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    Matias Responder

    Nós ja ajudamos Japão com peixe de qualidade, e recebemos migalias de arroz.
    Olha nem temos inspectores de pesca nos barcos da União europeia!
    Ajudar mais do que isso?
    Portugal pode receber nossa ajuda, investindo seriamente no sector agricola, aumentanto a nossa exportação de cacau.

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    Matias Responder

    Não existe um São tomense que revifica o tamanho das malhas utilizadas pelas embarcações na nossa zona economica.
    Se existe diga-me, quem??
    Esta categoria profissional faz falta.
    Para quando? inspectores de pesca. Este curso faz-se em 9 meses.
    O proximo PTA com PNUD, podem propor isso.
    As universidades ai, podem criar novos cursos, criatividade!!!
    É por isso que apoiamos Aurelio Martins.
    A Ousadia, faz falta.

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    João Responder

    Acho muita graça toda essa palhaçada.
    É assim, a verdade seja dita. Nobre é a ideia. Sobretudo de um país como STP que vive de braços estendidos a pedir.
    Mas, o engraçado que eu dizia tem a ver com os titulos de “campanha” que os pré candidatos trazem para nós aqui no telanon.
    Um ha dias trouxe “eu tb sou candidato”. P@arvo. Não es também. És e ponto final. Entendeu?
    Agora aparece-nos outro “UM PEQUENO GESTO DE SOLIDARIEDADE PODE DIGNIFICAR A NOSSA NACÃO”. Vocês são pobres homens de deus.
    João

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      De Boca Aberta Responder

      Bom comentário. João à Presidência, já!

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    Blaga Pena Responder

    Este homem home devia ficar calado!

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      joão honesto Responder

      é uma pena ouvir isso de uma pessoa que conhece e sabe o fez e faz o Japão por este país, Que o sol do conhecimento brilhe sobre todos

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    Danilo Santos Responder

    Meus caros
    Acho nobre a ideia do JORGE. Em tempos, creio que no terramoto de HAIT contribuiu-se em S. Tomé. Entendo que o nosso humilde gesto, ainda que pequeno, terá sempre um sinal grandioso.
    Agarremos na ideia e …
    Não devemos colocar tudo no mesmo saco.

    Danilo Santos

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      Palavras para quê? Responder

      Tá tudo doido. É Japão, é militar, é ideia nobre,é o incomodado com isto, é o pasmado e o espantado, o Buter teatro esquecido, Vugu-Vugu, eu e os candidatos.
      Pelo amor de Deus, ALGUÉM NOS ACUDA!!!

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    Antonio Jose dos Reis Responder

    Caro Dr. Coelho
    De facto um gesto de solidarieddade com opvo japonês poderia ser feito. Nao diria envio de tropas mas, por exemplo um dia de salario de cada um de nós poderia ser depositado numa conta e depois transferido para o Japao. O povo japones concerteza que lembrar-se-ia desse gesto do povo irmao de STP.
    Dr.Coelho, o Dr. Furtunato Pires ja vos deixou em paz? As contas ja estao em dia?Essas coisas precisam de ser esclarecidas porque na hora de decidir sobre quem votar, os eleitores precisam de saber.
    Antonio dos Reis

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      Paulo Graça Responder

      Jorge dos Reis, o especialista em cuspir veneno. Bem-vindo.

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      António Veiga Costa Responder

      Santomense até quando elogia ataca. Me espanta a pequenez e pobreza de espírito desse povo.

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    Bejunto Aguiar Responder

    Caro Jorge,

    Não se está a meter na vida de ninguém. Os acontecimentos no Japão dizem respeito a todos nós e requer atenção, participação e ajuda de todos dentro das capacidades técnicas e de experiência disponível.
    Mas convenhamos que estamos a falar de um assunto muito melindroso. Japão não vai agora servir de palco de experiência para os nossos militares que têm uma formação deficiente e nunca tiveram experiência in loco de situações catastróficas semelhantes. Não se trata apenas de um desastre da natureza, mais do que, isso é um terrível desastre nuclear que requer técnicos altamente especializados.
    Acredito que mesmo que tivéssemos oferecido o envio dos militares ao Japão, ela seria recusada.

    Existem outras formas de se mostrar solidariedade mas essa não seria seguramente a mais recomendada.

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    Herlander Stock Responder

    Ola Jorge,

    O meu comentarioe simplesmte para dizer-te que tambem estou nos estados unidos e se recordas de mim mando un alo. hstockmfc@gmail.com esse é o meu e-mail, estou em miami. Bye

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    1982 Responder

    Fenómenos sísmicos têm haver com mudanças climáticas?

    Pessoas também são bens materiais?

    (…) andamos a brincar de ignorantes.

    Haja paciência!

    A Téla Nón gostaria de deixar o meu apelo para filtrarem melhor as suas publicações.

    P uma vez que publicações desse nível podem defraudar as expectativa do seu público alvo e consequentimente baixar a sua cota de mercado.

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    Digno de Respeito Responder

    Caro Danilo Santos, congratulo com o seu pensamento e sugiro que essa entre outras semelhantes poderia servir da sua proposta de base enquanto uma das figura influente da bissa praça.

    Entendo que por sermos pobres financeiramente, deveariamos fazer valer a nossa economia através do produto interno e contrabalança-lo com a nossa generosidade (por mais pequenos gestos) para com terceiros. Estariamos deminuir a pobreza de espírito e aumentar a nossa afirmação internacional. Entre ter, poder, querer e dar e dar o que tem vai uma distância enorme.

    Coelho talvez queira com o seu texto, chamar a atenção para as boas práticas sociais. Não diria que seria nesse caso específico de Japão mas, existem pequenos gestos que só nos ficaria bem na fotografia. Não se pode apenas receber, receber, receber. Também temos de saber partilhar com os nossos irmãos, primos, amigos, colegas….

    O que acontece aos outros, também a nós pode acontecer.

    Mãos estendidas como profissão não é vida. “Tlabá só ca dá tê”

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    Digno de Respeito Responder

    Digo:(…) da “nossa praça”

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    Jorge Coelho Responder

    Agradeco aos compatriotas que entenderam o alcanse da ideia exposta. As pessoas sao livres para expressar o que pensam como resultado das suas experiencias de vida.

    Para os que decidiram interpretar a coisa de forma diferente, temos que ter paciencia e esperar que um dia os mesmos entendam que o nosso pais apenas conseguira’ efectuar a mudanca real quando a nossa mentalidade de pequenez, tambem mudar.

    A mudanca real comeca com a mudanca da nossa mentalidade, da nossa cultura, e do nosso comportamento global.

    Eu gostaria de agradecer a todos comentaristas e insistir que necessitamos pensar bem no que fazemos a nos mesmos. Tal como aconteceu com o nosso amigo, Japao, um acidente acontece ou pode acontecer inesperadamente com qualquer um. Se hoje e’ no japao amanha podera’ ser noutro lugar qualquer. Isso temos que ter na mente e abandonar a cultura de ataques e conspiracoes desnecessaria. As eleicoes passam, mas a tarefa de mudar o nosso pais, continuara’ a ser o nosso exercicio, e temos que nos entender.

    Obrigado

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