A receita do Curandeiro

 

Neste contexto eleitoral que vivemos, recordo-me do receituário de um curandeiro da nossa praça que, num caso muito falado em S.Tomé, incentivou um indivíduo à morte precoce para que este, uma vez morto, pudesse vingar um caso de adultério, matando o prevaricador da referida história.

Ou seja, um indivíduo, vítima de adultério, teve de morrer, mediante a receita radical do referido curandeiro, para que, já morto, a sua alma, pudesse perseguir e matar o adúltero, provocador da instabilidade conjugal daquela família, e restaurar, desta forma, a glória do herói da história em causa.

Dizem-me, agora, não sei se em jeito de brincadeira, que o referido curandeiro, agora muito mais velho, decidiu repetir a receita, com ligeiras modificações, contextualizando a sua actividade, desta vez, ao domínio da política.

Neste caso, perante a consulta, de um dos candidatos ao acto eleitoral que se avizinha, o referido curandeiro não hesitou em diagnosticar, sem hesitações:

«Senhor Pinto da Costa, a única forma que eu antevejo para o senhor ganhar as eleições, desta vez, será o senhor regressar ao seu partido e fazê-lo implodir, por dentro, matando-o lentamente, num exercício de agonia, para que toda a gente se lembre de si nos próximos cem anos. Caso contrário, o senhor não tem hipóteses nenhumas, o povo nunca mais se lembrará de si e toda a sua glória e heroicidade de “pai da independência” se esfumará. Não se esqueça, senhor Pinto da Costa, como cantou o João Seria: o povo é do Pinto, o Pinto é do povo; por isso, o senhor tem de matar o seu próprio partido, se quiser sobreviver.»

Dizem-me que o Pinto da Costa levou a receita do curandeiro a sério e começou a cumpri-la metodicamente: não manifestando qualquer apoio ao seu partido, nas últimas eleições legislativas; elogiando, desde o início, o governo de Patrice Trovoada reforçando, nas suas intervenções, a ideia de estabilidade política e ruptura com actos governativos anteriores; tratando, a soco, no congresso do partido, Rafael Branco e seus directos colaboradores; dando umas valentes bofetadas no impreparado e ingénuo Aurélio Martins e tratando com soberba e desprezo as candidatas do referido partido às presidenciais que se avizinham.

Não se tratando de inauguração de um acto totalmente novo, por parte de Pinto da Costa, a novidade, no entanto, reside no facto, do mesmo indiciar, neste momento, um radicalismo calculista e metódico com o propósito final de fazer implodir o seu próprio partido, cuja expressão e dinâmica, para a manifestação dos seus interesses políticos individuais, no contexto nacional, já não lhe interessam, por vários motivos.

Esta é uma das consequências do personalismo, como cultura política, na nossa terra, levada ao extremo, que o velho curandeiro da nossa praça conhece bem, desde a independência do país, em 1975, e encomendou a receita, mais uma vez, ao Pinto da Costa.

De facto, desde a independência, no regime monopartidário, que o instinto e a decisão de um ou dois dirigentes políticos têm tido efeitos marcantes, ou mesmo exclusivos, na preparação e execução de decisões políticas do que o trabalho ponderado, sistematizado e colectivo de qualquer estrutura partidária ou institucional na nossa terra.

Foi assim no MLSTP do senhor Pinto da Costa, logo após a independência; foi assim no reinado do senhor Miguel Trovoada, após a instauração da democracia, no país, sendo Fradique de Menezes uma peça decorativa do prolongamento deste ciclo; será assim, nos próximos tempos, no ciclo democrático do senhor Pinto da Costa, se, entretanto, o curandeiro da nossa praça acertar no seu prognóstico e receita.

Ou seja, estamos em vias de completar um ciclo, de quase quarenta anos, em contexto de “rapidinhas monárquicas” Pinto-Miguel-Pinto, por vontade própria, não obstante estar assegurado, constitucionalmente, de ponto de vista material e simbólico, a existência de um sistema partidário que reconhece e regula, de ponto de vista político, os diferentes interesses e objectivos dos vários grupos sociais.

É óbvio que tudo isto só pode ser explicado, ou entendido, pela dependência em que o nosso sistema político se encontra destas personalidades políticas, que se converteram em autênticos dinossauros e, sobretudo, pela fragilidade organizacional e de funcionamento da generalidade dos nossos partidos políticos que estes dinossauros criaram, à sua imagem, e demissão cívica e política de alguma elite preguiçosa e comodista da nossa terra.

Só assim se compreende que Pinto da Costa, mesmo sem ter funções de relevo na vida partidária, até há pouco tempo, fosse, recorrentemente, chamado à sede do seu partido, pelos seus dirigentes, para dirimir conflitos mais acesos entre várias facções existentes no seio do mesmo; ou, que, Miguel Trovoada impusesse ao seu partido, contra a vontade dos seus membros, a candidatura presidencial de Fradique de Menezes como prolongamento virtual do seu mandato; ou, ainda, que Fradique de Menezes criasse o seu próprio partido e corresse, a pontapé, com dirigentes que lhe antecederam, na chefia do referido partido, formalmente eleitos pelas bases.

Mesmo o PCD, um partido que surgiu, com o advento da democracia, com o contributo empenhado de alguma elite local, foi capturado por dinossaurosinhos, que, embora sem quaisquer êxitos políticos significativos, agem sobre o mesmo como se tratasse de uma entidade privada.

A liberdade de movimentos destes dinossauros políticos, decorrente do êxito continuado e da autonomia que reclamam para si, nas estruturas partidárias que controlam, e capacidade decisória, suportada por dramatizações, com efeitos vinculativos que têm nas respectivas organizações partidárias, transforma-os em autênticos monarcas, diante do povo, da mesma forma que acabam por banalizar, do ponto de vista organizacional e de funcionamento, as respectivas instituições partidárias. Ou seja, a carência funcional e organizacional dos partidos políticos é, momentaneamente, preenchida pelas formas mais primárias de personalização do poder na generalidade dos seus níveis de manifestação.

Os partidos políticos perdem, por isso, cada vez mais, capacidade de debate e reflexão no seu interior, competência mobilizadora e significado social e politico para a sua existência, que só pode ser compensado pelo fenómeno “banho”; ao mesmo tempo que os nossos dinossauros exibem os seus músculos nas feiras e banquetes populares improvisados e condicionam, de forma dramática, a agenda política e estratégica dos partidos que dizem representar.

Só assim se compreende que Pinto da Costa, independentemente das linhas de força do programa do seu próprio partido, tenha optado pelo aprofundamento das relações diplomáticas e comerciais com a China continental e, Miguel Trovoada, uma vez eleito presidente da república, prescinde, de forma dramática, deste interesse estratégico, independentemente da vontade do governo em gestão, e privilegie a criação e desenvolvimento de relações diplomáticas e comerciais com Taiwan.

Que fará o Pinto da Costa, desta vez?

Por isso temos um país que definha todos os dias, de ponto de vista social e económico, com um comportamento ziguezagueante na definição de políticas de desenvolvimento, com dificuldades de consolidar as suas instituições democráticas, ao mesmo tempo que o estatuto de autonomia dos nossos principais dinossauros aumenta.

É por isso que entendo que a pulverização momentânea de candidaturas presidências não é um sintoma de expressão radical e significativa de cidadania é, antes, um sintoma da fragilidade do nosso sistema partidário decorrente, entre outras coisas, da manifestação radical da personalização do poder.

Daí a necessidade de se converter este momento eleitoral para debater, também, o estado das instituições democráticas do país que tendem a cristalizar no sentido inverso aos interesses da nossa democracia representativa.

O que pensam os nossos candidatos presidenciais sobre isto?

Os nossos partidos políticos não podem continuar a existir somente como entidades de protestos avulsos e oportunistas ou como um corpo de selecção e hierarquização dos candidatos ao poder, afunilando, assim, a sua função no formalismo do pluralismo partidário e da essência democrática.

Seria prudente e desejável, neste momento, que o resultado da eleição presidencial, que se avizinha, nos proporcionasse um presidente institucionalista em detrimento de um dinossauro; um presidente defensor da democracia em detrimento de um monarca; um presidente legalista em detrimento de um improvisador; um presidente mobilizador de vontades em detrimento de um incomodador; um presidente construtor de um espaço público e comunitário de pertença em detrimento de um neutralizador da pluralidade; um presidente culto e com um percurso assinalável de luta pela liberdade em detrimento de um abstencionista interesseiro.

Caso contrário a receita do velho curandeiro da nossa praça irá cumprir. Seríamos, por isso mesmo, tendencialmente, um caso raro ou ímpar no mundo, em que a instauração democrática não foi acompanhada pela aceitação, em todas as suas consequências, do direito associativo em que se insere a criação e afirmação dos partidos políticos. Teríamos de começar a interiorizar a ideia de viver numa democracia sem partidos políticos e com, cada vez mais, maior protagonismo errático dos nossos dinossauros.

É para isso que centenas de anónimos lutaram, foram perseguidos, presos e maltratados em prol da alteração da realidade política do regime autoritário pós-independência?

Confirmar-se-á a receita do velho curandeiro?

Adelino Cardoso Cassandra

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    STP Trading, Doca Pesca, Passeio da Cidade Responder

    Povo de STP tem memoria curta se não nunca da vida Pinto da Costa ganharia uma eleição em STP. Esse homem é mau e pior do que isso é preguiçoso..

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      Joana Fonseca Responder

      Grande reflexão, senhor Adelino Cassandra.
      Das melhores análises que li por ai. Obriga-nos a reflectir sobre as coisas.
      Deus lhe ilumine. Continue a nos brindar com estas análises.
      Bem-haja

      Joana Fonseca

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      Lêdê çaua Responder

      Ok, grande analista e compatriota Cassandra.
      O povo de São Tomé e Principe (STP), não tem memória curta, a verdade é que eses dinossauros, aproveitam oportunisticamente a falta de maturidade, a miséria e outras dificuldades que submetram o nosso povo para em troca de migalha ( banho ) comprar a
      consciência (votos) para chegar a poder. E um vez lá, nada fazem senão usurpar os bens públicos e privados, inclusivé destruição de lares, tal como é o caso do Pinto da Costa, que só se lembra que a única forma para dar sua contribuição a STP é candidatar-se à Presidente da República. Admite-se ser preguiçoso e incompente e outros que em nada lhe prestigia nem contribui para desenvolvimento socioeconómico para dignificar o nosso País.

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    Luis Responder

    Este artigo é lindo de se ler e interessante de se reflectir. Mas a realidade é que em Democracia quem vota no presidente é o POVO, se votarem em Pinto da Costa será porque o merecem.

    Um dia quando tivermos maior maturidade e vontade de crescer votaremos num presidente idóneo.

    Por enquanto vamos votando no menos escrupuloso e mais mentiroso. Para termos o que comentar em público!

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    J. Maria Cardoso Responder

    Sem transportar certas realidades que o mundo global nos absorve, a receita do curandeiro remete-me ao recuo português:
    Cavaco Silva anos atrás aquando da partida de Durão Barroso para o apetecível pitéu Europeu confiou o país sim, país não, PSD sim, PSD não, a liderança de Santana Lopes.
    PR Jorge Sampaio demite sim, demite não. Um velho activista do PSD atento as circunstâncias pôs a boca no trombone e deixou chateado o fragilizado líder do seu PSD.
    PR Jorge Sampaio demite o Governo de Santana Lopes. O PS de Jorge Sampaio ganha em grande as legislativas. O velho activista do PSD em sequência ganha as presidenciais para a direita. O PS agora pequeno ganha as legislativas.
    O velho activista do PSD renova a presidência da República. O PSD reconcilia-se. Pela 1ª vez, a direita portuguesa tem o poder em Portugal.
    Voltando ao PSD de Santana Lopes na visão do velho activista que teria, em África, recorrido ao curandeiro, se pudesse antever a história e todos os seus dinossauros, ainda era cedo ter a direita portuguesa a comemorar a grande victória democrática.
    Bem-haja!

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      Heldmar José da Costa Responder

      rsrsrs srsrsrs

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    Heldmar José da Costa Responder

    Nada mais a acrescentar

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      Trindadense Responder

      Bonito e espectacular!
      Dia 17 saberemos quem ganhou e se o caurandeiro tem razão dele.
      Trindadense

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      Saudades do Brasil Responder

      Sim senhor! Sumúm dãm plamân pân na molê notchi faê….
      É das coisas mais bem feitas que eu já li neste jornal. Uma boa crítica que nos transporta para a realidade de S.Tomé e Príncipe.
      Estes políticos cá da terra deviam ler, com atenção estas crónicas que passam aqui no telá nón porque podem contribuir para melhorar a forma como eles fazem a política.
      Não basta só votos e eleições é preciso pensar e reflectir nas coisas, dentro dos partidos, com participação de toda a gente. Senão as pessoas não aderem aos partidos e sentem-se usadas só para interesses eleitorais.
      Este senhor está de parabéns.
      Por exemplo, porquê que quando eles fazem estes debates na televisão com os candidatos, não podem escolher meia dúzia de quadros de diversas áreas, alguns alunos do liceu, de todos os distritos, para fazerem algumas perguntas aos diversos candidatos para estes responderem. Seria uma forma da população participar também nas questões políticas. Eu não me sinto representado por nenhum partido porque acho que os partidos não estão bem organizados nem permitem que a minha opinião seja ouvida e respeitada.

      Saudades do Brasil

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    Exclusivo Responder

    Meus parabéns pela sua tentativa barata e lamentável de evidenciar pelo seu assassínio psicológico.
    “Seria prudente e desejável, neste momento, que o resultado da eleição presidencial, que se avizinha, nos proporcionasse um presidente institucionalista em detrimento de um dinossauro; um presidente defensor da democracia em detrimento de um monarca; um presidente legalista em detrimento de um improvisador; um presidente mobilizador de vontades em detrimento de um incomodador; um presidente construtor de um espaço público e comunitário de pertença em detrimento de um neutralizador da pluralidade; um presidente culto e com um percurso assinalável de luta pela liberdade em detrimento de um abstencionista interesseiro.”
    Não tenhamos dúvidas Toze Cassandra para presidente, pois o dinossauro que tanto fala também esta a ser criado na ilha do príncipe, mais uma vez vens atirar arreia para olhos de outrem, lastimável esse seu parecer, infeliz,
    Olha ainda perguntas se a receita confirma-se não tenha dúvida afinal todod conhecem o mesmo curandeiro isso veio para ficar.

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      Tempos de Cuba Responder

      Senhor Exclusivo

      Meus parabéns pela escrita. Eu que não sou formado não percebi o que o senhor escreveu. Paciência! O nosso país falhou na educação dos nossos quadros.

      O que é que o Exclusivo quer dizer com: “Meus parabéns pela sua tentativa barata e lamentável de evidenciar pelo seu assassínio psicológico.”

      “Timboralá”… Isto é Português de Cuba ou Espanhol de Portugal?

      Quanto mal vocês têm feito ao país, escrevendo desta forma?

      É pena que o seu ciúme e inveja para com o nosso presidente, cá no Príncipe, ganhe contornos de doença. Seria bom que o senhor fosse tratar, não acha?

      O senhor é um falhado, em todos os aspectos da sua vida, e o lugar dos falhados é servir de burro de carga dos que trabalham e têm êxitos na vida.
      Fui

      Tempos de Cuba

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        Ana Responder

        Tempos de Cuba

        Também não era preciso bateres assim tanto no Exclusivo, ele nem sequer percebeu aquilo que o Adelino Cassandra escreveu.
        Ana

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    Afonso - fiá luxinga Responder

    É de elogiar a sua reflexão,sr.Cassandra, pela mensagem passada, e de como e´feita acerca destes preguiçosos, impunes, maus feitores e carrascos do século XXI destes candidatos

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    Filipe Samba Responder

    Caro Adelino C.Kassandra,
    os meus cumprimentos,
    A sua compilação é o retrato das etapas da vida politica da nossa sociedade.
    O mais forte é aquele que tem razão.
    Em boa verdade, no velho regime feudal O curandeiro como prova do processo formal de realização da justiça.

    Desejo-lhe, o melhor nesta vida (Saúde e um bem-estar social)

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    love berna Responder

    explendida reflexão………. !

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    Fernando Responder

    Caro compatriota Adelino Cardoso Cassandra,
    Quero ante tudo saudá-lo e dar-lhe os parabéns pela brilhante análise e ensaio. Agora, explicado assim, seria bom que os dinossauros e outras especies mais recentes tirassem ilações de tudo quanto nos aponta no seu artigo.
    Bem haja.

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    Ené Responder

    Sr.Adelino Cassandra devo parabenizá-lo pelo sentido lógico como cozinhou o seu contributo. Neste momento todas as armas servem nesta mania de fazer democracia em STP. Acredito piamente que muitos hão-de fazer o juízo que quiserem mas uma coisa é certa, já tenho o meu candidato e votarei nele.

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    Madalena Responder

    Por acaso, O Pinto é presidente que STP não precisa.
    Por varias razões:
    ADI, quer ver o Presidente que maltratou o Pai do 1º Ministro.
    João Seria disse:
    Você é muito Mau!
    Podem por se apau; com Pinto é borracha, por isso a ditadura nunca mais.
    Fica no seu lugar e tenha uma velhice tranquila.

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    Africander Responder

    Se Pinto da Costa nutre tanta furia ao Poder, é caso para se estranhar.
    Qual é a verdadeira razão do Pinto da Costa? em se candidatar?
    Um jovem que termina universidade, com ambição de formar familia, produzir riqueza, trabalhar e poupar algo na vida para ter um futuro, nunca iria pensar se quer na hipotese Pinto da Costa. É contra todas as leis da natureza.
    A não ser que ja estamos no Climax das nossas expetactivas de vida, o desespero ja tomou conta de nós, até ao ponto de pensar que a solução está num velho de 76 anos.
    Mesmo que aparenta novo , maquiado, etc.
    Por amor de Deus. Aonde é que estamos??
    Deixem de brincadeira.
    Um jovem na presidencia, tem ousadia, brio, luxo, bom gosto. prazer de viver, etc.
    Obrigado Pinto da Costa, foi muito triste os 15 anos do seu regime.

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    Agricultor Responder

    Olha para Joaquim Chissano e Pedro Pires Comemoram os 50 anos de abandono dos estudos e ingresso na luta.Deixarm Lisboa rumo ao Mato, hoje os jovens querem saber a historia, mas o teimoso Pinto prefere ir a luta interna no seu partido, quando essa luta devia ser no mato e contra os imimigos do País. Tudo Com pinto é diferente. cabeça muito dura, nem com aulas de recuperação e exames extraordinarios de decada de 80.
    É verdade!!!
    Trata-se de uma patologia clinica, essa furia ao poder outra vez.
    temos que saber interpretar este sinal.
    Não agura boa coisa.
    Outra vez Pinto?
    Nunca

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    Idalécio Boa Esperança Responder

    Não entendo muito bem da Politica santomense mas………….Porquê que todos esses filhos da terra, uns com residencia fixa em Portugal outros não sabemos a onde veio, hoje querem ser Presidente da Republica!Porquê? Para viverem no Palacio cor de Rosa?

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    kwatela Responder

    poucos artigos sao tao claros e contributivos para formacao de consciencia como o seu.parabens

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    OLAVO SILVA Responder

    Meu carro amigo, li a sua carta; so tenho que lhe dar os parabens pela reflexão,do que é política desastrsa desse nosso País…
    mais se o problema fôr esse, temos que unir e arranjar-mos uma receita a fim de eliminar esse curandeiro,
    Eliminar-mos a origem evitando as causas… rs rs rs rs

    aproveito para te dizer o que é feito de ti? temos que nos encontrar
    um abraço do grande amigo OLAVO.

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    bom gosto Responder

    Artigo com todos os ingredientes académicos e pouco mais. Parabéns.desta forma é possível os eleitores reflectirem e tirar conclusões sobre quem na verdade deve ser o presidente.Por favor, meu caro CASSANDRA, brindam-nos som mais artigos desses.

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